NYSE: Vendas Outubro 2016 – WFC

wells-fargo-2Esse é um dos posts pouco comum por aqui, quem me acompanha a mais tempo sabe que as vendas são bem raras por aqui, como sempre digo no começo desses posts: Patrimônio é igual sabão quanto mais você mexe mais ele diminui. Vamos falar nesse artigo sobre alguns pontos chaves que vejo como impedimento para manter Wells Fargo na minha carteira de ações.

Recentemente fiz um post que aconselho todos a lerem: Não seja sócio torcedor, onde mostro porque muitos investidores não vendem suas ações por medo de enfrentar o prejuízo.

Geralmente quando resolvo vender uma empresa sigo o mesmo processo de compra, quando vou comprar uma nova empresa pra carteira, começo a namorar ela e depois de um tempo se ainda tiver atraído por ela efetuo a compra. Na venda vai no mesmo ritmo, quando estou insatisfeito, vou acompanhando a empresa de perto e se ela não reverter e ainda continuar insatisfeito depois de um tempo simplesmente a retiro da carteira.

Definitivamente nao tive sorte alguma nas minhas escolhas bancarias, a primeira baixa na minha carteira americana foi o HSBC, relembre aqui. Estava indo bem quando explodiu o processo de na suíça contra o banco inglês. Desde então as receitas despencaram de 74 bilhões para 67 bilhões nesse ultimo ano e os lucros caíram ainda mais, passando de 3,45 para 2,40.

Não tem como saber que a bomba da suíça iria debandar pra esse lado negativo contra o HSBC, enfim o mesmo tornou a acontecer, só que agora com o WFC envolvido em outro escândalo.

Tudo que o você precisa saber sobre o escândalo do Wells Fargo

A treta foi tão grande que causou a demissão do CEO John Stumpf e pode dar até cadeia pra ele. O banco do acionista Warren Buffett irá começar o seu processo de reestruturação.

Em setembro ultimo, explodiu um escândalo de fraude. Em um processo da cidade de Los Angeles contra o WFC que multou o banco por 187,5 milhões de dólares devido a abertura de mais de 2 milhões de contas e cartões de créditos fraudulentos. Como assim Viver de Dividendos ????

Entre 2011 e 2015 aproximadamente 5% dos 5300 funcionarios do banco abriram mais de 2 milhões e contas e cartões de credito sem autorização dos clientes. O advogado dos funcionários alegam que não foi culpa deles. Que isso foi pressão da administração do banco, de acordo com eles havia a eminência de uma demissão caso as metas não fossem batidas. Pra quem trabalha em bancos brasileiros isso não é novidade.

Isso obviamente vai mascarar e muito os resultados do banco nesses últimos anos. Você pode pensar que o CEO não tem culpa disso, que a administração não sabia que os funcionários fizeram as fraudes. Aí que você se engana!

Em 2005 empregados já chamavam a atenção da administração, dizendo que a alta nas vendas e  produtos financeiros eram resultados da fraude. A coisa foi tão complicada que os funcionários que tentaram alertar sobre a fraude foram demitidos, e também foram colocados na lista negra do setor bancário.

Adicione isso ao fato de que o Stumpf testemunhou perante o Congresso americano que sabia da fraude desde 2013. Inclusive ele mesmo demitiu por e-mail um funcionário que tentou alerta-lo sobre o escândalo. Aí você começa a entender porque ele perdeu o emprego e ainda por cima teve que devolver os 41 milhões de bônus recebidos. Quem me dera que os CEOs meia bomba que temos aqui no Brasil tivessem que devolver a grana das bonificações pros minorOTÁRIOS, os Eikes iriam chorar!

O tamanho da fraude

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O problema da fraude não nem tanto pelo impacto financeiro que deve afetar os resultados em míseros 2,6 milhões pra quem fatura 86 bilhões é carne de vaca. Mas o problema é a imagem do banco e um possível impacto nas vendas futuras.

Pra terem uma ideia tivemos uma diminuição de 30% na abertura de novas contas em setembro comparando com o mês anterior e referente a venda de financiamentos caiu 24%.

Apesar dos pesares

Apesar de todos os problemas da fraude o WFC ainda é disparado a melhor opção de bancão nos USA. Se comparamos os fundamentos do WFC com JPM, BAC, C e outros ele vai se sair muito melhor em todos os fundamentos.

O WFC vem mantendo um crescimento das receitas, porém seu grande problema nesses últimos anos tem sido um aumento expressivo das despesas operacionais. Esse aumento não tem projeções recentes para diminuir, primeiro o banco precisa de remodelar a sua cultura de vendas, já falei aqui no papo de dividendos que tem vários funcionários processando o WFC por conta dessa política.

Depois o banco deve fortalecer o processo de auditoria interna, principalmente pra evitar problemas futuros como esses que estamos presenciando. E pra finalizar o banco precisará de investir pesado em marketing para tentar recuperar a imagem corroída pelos escândalos, o que deve  aumentar a já pressionado despesa operacional.

Será o fim do Wells Fargo?

Precisa de responder isso… claro que não! O WFC tem aí mais de 150 anos de vida, não vai ser uma fraude boba dessa que vai complicar a vida do WFC.

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Se ele não vai se complicar com isso, então porque você vai vende-lo?

A minha decisão não é exclusivamente por conta disto, claro que o momento contribuiu, mas também estou olhando o cenário futuro, alias quase sempre traço as perspectivas macro futuras para tomar essas decisões.

O que me preocupa é esse fato do juros negativos, essa bomba uma hora vai explodir e vai cair no colo dos bancões esse conta, já troquei ideias sobre isso com o blogueiro Rodolfo Oshiro. Claro nos USA ainda estão bem longe de um cenário como o Europeu ou Japonês que já estão navegando nesses juros negativos, mas com a globalização que temos hoje e principalmente se tratando de mercado financeiro, não duvido que todos serão afetados.

Quer ver o efeito colateral começando a acontecer… quem acompanha o Papo de Dividendo está sabendo dos vários resultados negativos que começaram a aparecer nos bancos ingleses. Não! Não é por causa do Brexit, mas sim por conta dos juros negativos. Vários bancos estão tendo prejuízo, tem noção do que é isso!

Diante deste possível cenário e aproveitando uma reestruturação da minha carteira, acabei optando por retirar o WFC do meu portfólio. Na próxima semana vamos falar sobre o ultima venda do mês!

Venda de Outubro de 2016 na bolsa de New York
Empresa Código Qtde
Wells Fargo & CO  WFC 20

Já atualizei a minha carteira com essa venda.

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Enquanto isso…

Num balanço comentado da Lockheed Martin disse que muita gente achava que o Obama é um cara gente legal, mas que o pessoal não conhecia metade da missa. Daí coloquei em xeque esse fantoche esdrúxulo do Obama e o leitor Marcos me questionou sobre isso, bem abaixo está a resposta que recomendo a todos assistirem.

NYSE: Vendas Outubro 2016 – MCD

2011-04-26_mc1Esse é um dos posts pouco comum por aqui, quem me acompanha a mais tempo sabe que as vendas são bem raras por aqui, como sempre digo no começo desses posts: Patrimônio é igual sabão quanto mais você mexe mais ele diminui. Vamos falar nesse artigo sobre os pontos negativos que vejo no atual case de negocio do Mc Donalds – MCD.

Recentemente fiz um post que aconselho todos a lerem: Não seja sócio torcedor, onde mostro porque muitos investidores não vendem suas ações por medo de enfrentar o prejuízo.

Geralmente quando resolvo vender uma empresa sigo o mesmo processo de compra, quando vou comprar uma nova empresa pra carteira, começo a namorar ela e depois de um tempo se ainda tiver atraído por ela efetuo a compra. Na venda vai no mesmo ritmo, quando estou insatisfeito, vou acompanhando a empresa de perto e se ela não reverter e ainda continuar insatisfeito depois de um tempo simplesmente a retiro da carteira.

O momento do Mc Donalds

Já tinha falado em outros posts aqui do blog sobre o momento ruim que o McDonalds vem passando, confira aqui nesse post de Dividendos de Dezembro de 2014, inclusive nesse artigo teve outra empresa que também foi retirada da carteira.

Falando especificamente do McDonalds, ele não vinha enfrentando um bom momento, sua receita estava contraindo e seus lucros estavam sendo sustentados graças a venda de ativos. Já tinha falado aqui no Papo de Dividendos de algumas vendas de lojas que o McDonalds vinha realizando. Isso fazia parte do plano de reestruturação do McDonalds.

Certamente o McDonalds iria ter uma receita bem menor do que atualmente, na visão deles muitas lojas estavam sendo mau gerenciadas porque eles não conseguiam entender os hábitos dos consumidores locais, vendendo as lojas próprias para franqueados esses saberiam como atender melhor esses hábitos. Com isso as lojas agora franqueadas cresceriam o consumo de venda e o McDonalds consequentemente arrecadaria mais por esse aumento.

Ocorre que com uma loja própria o McDonalds teria uma receita e lucro maior, sim existe esse risco dos hábitos dos consumidores, mas passando o ponto para outra administração, certamente boa parte desse lucro que retornaria para os acionistas ficaria nas mãos dos franqueados.

Perda de força na marca

Entendo que a medida seria uma forma de reverter o quadro negativo da empresa, entendo até como uma alternativa para tentar reverte o mau momento nas finanças. O problema do McDonalds não é apenas no seu modelo de negócio, mas também na sua concepção de marca, eles batem na tecla de que a marca do McDonalds tem forca, concordo com isso, mas varias pesquisa vem mostrando que a marca McDonalds vem perdendo espaço nas camadas mais jovens.

CRM_Consumer_Reports_Taste_Champs2_08-14

Acima uma lista de Fast-Food focados em Hamburg feita pela Consumer Reports veja que o MCD ficou na lanterna com a pior nota por parte dos consumidores. Acho que a Marca é um dos fossos competimos mais fortes que existem e quando ela começa a se deteriorar é muito preocupante. Isso foi um dos pontos que me fez sair da posição.

O sistema touch no Mc Donalds

Partindo daí a administração tentou reformular a percepção dos consumidores, tornando a marca mais atraente para os jovens, conforme falei no post de Dividendos de Dezembro do ano passado eles criaram um terminal touch de auto atendimento, esse terminal vinha com a possibilidade do consumidor poder customizar seus lanches.

A ideia era que a camada mais jovem prefere a opção de escolher o que vai comer e não mais pedir um numero já predeterminado, quem já foi numa Subway entende mais ou menos como funciona isso. Eles começaram a instalar esses terminais no Canada e depois foram para a Europa, já instalaram em UK, França e Italia.

Depois dos terminais touch eles sentiram uma melhora no Canada e UK porém Italia e França ficaram relativamente estáveis, na verdade França teve uma leve queda. Não sei se já começaram a colocar por aí no Brasil, ocorre que pra quem não conhece Irlanda é como um braço da UK tipo o Paraguai ai no Brasil. Então tem vários restaurantes aqui em Irlanda que já estavam com esse terminal. Tive a oportunidade de testar um destes, veja aqui o vídeo:

Confesso que fiquei muito frustado ao utilizar o terminal, esperava algo mais variado, simplesmente pegaram o modelo de pedir para o atendente e jogaram pra dentro de uma tela touch, não tem como você customizar o Hamburg, nem criar novos sabores. Enfim fiquei um pouco decepcionado com a minha primeira impressão.

O números

Olhando os números a receita do MCD vem caindo desde 2013 saindo de 28 bilhões para atuais 25 bilhões, perderam-se aí nesse 3 anos praticamente 1 bilhão de receita por ano. Quanto ao lucro esse se manteve em alta, as vezes você vai pensar, então significa que eles ganharam produtividade. Pois infelizmente não, ocorre que começaram a vender as lojas e distribuir esses lucros com dividendos.

Quanto ao endividamento está começando a ascender o sinal amarelo, o ICJ chegou abaixo dos 9 pontos e com um provável aumento de taxa de juros no FED a tendência é que esses juros corroam boa parte dos lucros. Veja aqui como analisar a divida de uma empresa.

Sobre se o crescimento dos dividendos estão ameaçados. Nesse caso acredito que não, pelo menos nesse curto espaço de tempo, o MCD ainda tem muito valor para colocar na rua isso pode ser o suficiente para que ele possa se reestruturar por completo, se ele vai conseguir isso? Acredito que sim, o MCD já está distribuindo dividendos crescentes desde 1980, não é qualquer empresa que consegue manter um retorno dos dividendos crescentes por tanto tempo. Veja outras empresas aqui.

Conclusão

Confesso que errei na compra do MCD. Na época tinha até pesquisado outras alternativas do setor bem mais atraentes, ocorre que o meu gosto acabou falando mais alto. Ainda bem que não estou pagando o preço por isso, graças ao Pokemon Go as ações do MCD deram uma boa valorizada e estou vendendo no lucro, talvez compense a perda de outra venda.

Se deixarei de ser consumidor do McDonalds? Acho que não, apesar de não ser meu melhor fast food tem dia que acordo com aquela vontade de comer um BigMac !

Venda de Outubro de 2016 na bolsa de New York
Empresa Código Qtde
MC Donalds Corp  MCD  10

Já atualizei a minha carteira com essa venda.

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Enquanto isso…

Celebramos o dia das crianças

NYSE: Vendas Abril 2016 – CVX

6566314_20140317094504Esse é um dos posts pouco comum por aqui, quem me acompanha a mais tempo sabe que as vendas são bem raras por aqui, como sempre digo no começo desses posts: Patrimônio é igual sabão quanto mais você mexe mais ele diminui.

Recentemente fiz um post que aconselho todos a lerem: Não seja sócio torcedor, onde mostro porque muitos investidores não vendem suas ações por medo de enfrentar o prejuízo. Chevron foi uma das primeiras empresas que eu comprei na bolsa americana, na época eu ainda colocava empresas cíclicas na carteira, depois de um tempo mudei um pouco a minha estratégia e resolvi não deixar mais nenhuma empresa na carteira. Foi quando resolvi vender a Vale, veja esse post pra entender um pouco.

Entendo que para o investidor que busca uma renda passiva através de dividendos, empresas cíclicas podem ser uma faca de dois gumes, essas empresas tem a características de performarem muito bem quando as suas commodities estão em alta, porém caem de forma vertiginosa quando suas commodities estão em baixa. Como investidor de longo prazo eu não quero uma empresa assim na carteira, não quero correr o risco de quando estiver desfrutando da minha independência financeira ter que correr para trabalhar porque meus dividendos foram cortados pela metade por conta de uma empresa que ciclo.

Pra entenderem de porque não vendi a Chevron de imediato como vendi a Vale, você precisa saber que a empresa tem uma raia de crescimento de dividendos com mais de 28 anos consecutivos, bem se uma empresa de commodities manteve um crescimento por tanto tempo é porque algo de diferente deve ter nela. O fato é que na época que comprei a Chevron a escolhi porque ela além de extrair petróleo, tinha parte da receita proveniente do refino. O que me chamou muito atenção.

Na epoca fiquei em duvida entre Chevron e Exxon Mobil, optei pela Chevron mas a Mobil me parecia um pouco melhor na questão do refino. Meu pensamento foi, se o petróleo despencar a empresa teria uma segurança no caixa com refino, tanto que o balanço da Exxon Mobil veio bem melhor que a Chevron. Não me lembro porque escolhi uma ao invés da outra. Mas o fato é que estava segurando Chevron porque ainda tinha aquela ponta de esperança de que ela conseguiria aos trancos e barrancos passar por essa fase.

No 1T15 o barril estava cotado $54 e a empresa fez um fluxo de caixa de 2,3 bilhões de dólares, no 4T15 o barril foi para $44 e agora nesses três primeiros meses desse ano de 2016 o preço médio girou na casa dos $34, ou seja uma queda brutal no principal produto da empresa. Isso fez com que a geração de caixa fosse de $1,1 bilhão e ela ainda gastou $6,6 bilhões em CAPEX. Somando o crescimento das despesas gerais e administrativa, levou a empresa a fechar o trimestre em prejuízo.

Não podemos esquecer dos U$ 2 bi com dividendos.

O Payout dela estourou, vai pagar dividendos a custa de divida, isso pra mim foi muito negativo. Apesar de que, não vendi ela só porque apresentou um prejuízo nesse ultimo tri. Esse pode ter sido um dos fatores, mas não foi apenas isso. Bem no Papo de Dividendo dessa semana um leitor me questionou de porque eu venderia CVX e manteria uma CL que também enfrenta dificuldades.

Bem a CL é uma empresa com uma marca forte, com um produto resiliente a crise, ela vem enfrentando dificuldades em encontrar crescimento por conta de problemas cambiais, em multinacionais como CL é muito comum encontramos problemas recorrentes com cambio. O investidor deve entender a criptonita e a força de cada empresa, isso faz parte do processo de analise da empresa.

No caso da CL ela consegue aumentar os preços para compensar o cambio, isso porque ela tem um produto forte e uma marca forte, você não deixaria de comprar uma pasta de dente no mercado porque ela subiu alguns centavos, então é algo totalmente diferente da Chevron, que tem uma desvalorização de preço no seu principal produto, o petróleo.

Reitero que o prejuízo no trimestre não foi o motivo da venda, pega uma CL digamos que por algum motivo, apesar de pouco provável apresente prejuízo num tri, capaz dê não coloca-la a venda, são cases de negócios totalmente diferentes.

Precisa de entender como funciona o mercado de petróleo no mundo, sugiro dar uma lida nesse post de Porque não compro Petrobras. Lá tem um bom panorama de como funciona o mercado de petrolífero. É importante antes de você prosseguir abaixo ter em mente esse artigo que coloquei a pouco, pode ir lá que te espero aqui com calma.

Depois que entender como é o mercado, você passa a perceber que as chances da Chevron manter os dividendos crescentes, ficam cada vez mais difíceis. Pra empresa só resta duas alternativas, cortar dividendos ou vender mais ativos, ambos os casos são ruins para os acionistas. Aproveitei e fiz a venda ao vivo, veja nesse vídeo como comprar e vender ações no exterior e veja o momento que me desfiz das minhas Chevrons :(

Claro que cada um tem um perfil de investimento próprio, não que esteja falando que colocar empresas de commodities na carteira seja ruim, isso cada um tem que avaliar. Pra mim, na minha carteira não entram mais empresas de commodities.

Venda realizada em 29 de Abril de 2016

Venda de Abril de 2016 na bolsa de New York
Empresa Código Qtde
CHEVRON CORPORATE  CVX   11

Já atualizei a minha carteira com essa venda.

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joker

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NYSE: Vendas Janeiro 2016 – BAX – BXLT

Baxalta-e1438764547311Vocês sabem que eu não sou aquele investidor que gosta de ficar girando patrimônio, tanto que a ultima vez que vendi uma empresa da minha carteira foi em abril do ano passado. O que eu sempre digo por aqui é que patrimônio é igual sabão quanto mais você mexe mais ele diminui.

Isso não quer dizer que devemos comprar e esquecer, longe disso… faço um monitoramento constante dos resultados das empresa no qual tenho posição e se achar que a empresa piorou e não tem perspectivas futuras muito boas, simplesmente coloca a venda e parto para outra.

Quando comecei a montar minha carteira no exterior, sabia que as chances de errar eram tremendas, primeiro por não ter muito experiência em analisar empresas americanas, depois por não conhecer tão bem o mercado quanto conheço aqui na BVMF, enfim para diluir esse risco optei por uma carteira bem mais diversificada.

Inclusive recomendo se estiver montando uma carteira no exterior diversifique bastante nesse primeiro momento, não se preocupe a principio em obter grandes retornos, mas sim inicialmente em proteger o seu capital, depois você volta com calma e vai passando o pente-fino naquelas que você considera mais fracas, alias estendo essa recomendação a todos os investidores iniciantes tanto os do exterior quanto os que estejam iniciando uma carteira por aqui nas terras tupiniquins.

Esse ano resolvi dar uma reavaliada nas minhas posições na bolsa de Nova York, meu principal critério para sair de uma empresa é quando uma empresa de crescimento de dividendos corta os dividendos. Quanto a isso não tem desculpa a empresa pode ser o que for que eu vou retira-la da carteira.

A Baxter quando comprei estava com uma taxa de crescimento de dividendos de 8 anos consecutivos, acontece que no meio do ano ela anuncio um Spin-off e após isso os dividendos foram cortados.

O que é um spin-off?

De grosso modo spin-off é quando uma empresa anuncia uma divisão, digamos que a empresa tenha dois ramos de atuação e se divide em duas empresas distintas, com CEOs e sedes separadas. Quando a empresa vai crescendo muito ela costuma fazer vários spin-offs.

Pra quem nunca passou por um spin-off vou mostrar na pratica como funciona.

Em junho de 2015 eu tinha 13 ações da Baxter que valiam cada $69,93 a preço de mercado ou seja $909,09. No mês seguinte em julho de 2015 eu passei a ter 13 ações da Baxter que agora valiam $40,08 isso daria $521,04 e recebi na minha conta da corretora 13 ações da Baxalta código BXLT que valiam a mercado $32,83 isso daria $426,79. Somando fiquei no final com $947,83 provavelmente uma pequena valorização no preço das ações.

A Baxter anunciou que se dividiria em BAXALTA – BXLT que basicamente ficaria com a parte renal. Pra quem não conhece a Baxter ela tem duas fontes principais de receitas a primeira e que corresponde pela maior parte da receita é a hospitalar, onde ela vende insumos para hospitais já a segunda é a renal que vende produtos no mercado biofarmacêutica.

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Baxter ficou com a parte hospitalar ou seja 60% da receita. O setor de produtos hospitalares era o que apresentava a menor taxa de crescimento, nada mais natural, nesse setor os hospitais dificilmente trocam de marca, então acaba gerando uma certa estabilidade e previsibilidade nas receitas, isso faz parte do jogo.

Ocorre que nos últimos anos a Baxter vinha perdendo clientes importante para a concorrência, parte pela má administração e em parte por vários problemas que tiveram nos seus produtos o que corroeu um pouco sua imagem no mercado.

Para aqueles que se interessarem pelo setor podem dar uma olhada nos concorrentes que estão tomando espaço da Baxter como B.Braun e Hospira (HSP) ou Becton Dickinson (BDX).

Uma vez que você perde clientes importantes nesse ramo é muito difícil recupera-los. Isso tudo somou na hora da minha decisão, a empresa teria que lidar com o spin-off e todos os contratempos que ele traz, além de se preocupar com o seu core-busnisses que não estava lá muito bem.

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Baxalta por outro lado parecia uma oportunidade interessante, a empresa ficou com 40% da receita da Baxter porém esses 40% de receita geravam 60% de lucro da Baxter, o setor de produtos hospitalares tem uma margem bem mais apertada que o setor de biofarmacia, isso pra mim foi um ponto a favor da Baxalta.

O problema na Baxalta era que ela vinha enfrentando dificuldades na demanda, por incrível que pareça ela precisava de vender mais e não conseguia produzir, tanto que a empresa já está anunciando a criação de um laboratório se não me engano na Dinamarca,  e um upgrade nas fabricas em solo americano.

Isso vai demandar grandes investimentos pela frente e provavelmente irá impactar o fluxo de caixa de dividendos, esse também é um dos fatores que me fizeram sair da Baxalta, não sabemos qual vai ser a política de dividendos da empresa, isso não foi anunciado pela administração. Mas o fato é que eu tenho priorizado empresa de crescimento de dividendos com mais de 5 anos e pelas incertezas da Baxalta não se encaixaria nesse perfil.

As empresas estão passando por dificuldades, mas não vejo esses dois casos como horríveis, acho que elas tem boas oportunidades pela frente, ambas tem oportunidades de reverter esse quadro, apesar de que o cenário está bem mais favorável para a Baxalta, se tivesse que apostar em uma das duas minha escolha seria a BXLT, mas enquanto isso vou assistir de fora e migrar o meu capital para outras empresas.

Meu pesar era que essa atitude eu tinha que ter tomado no ano passado quando fiquei sabendo do corte de dividendo, porém por pura procrastinação de pra parar e olhar os dados acabei empurrando com a barriga, a coisa boa foi que nesse meio tempo a BXLT deu uma valorizada de 25% enquanto que a BAX caiu 8% no balanço geral foi positivo.

Além disso dei uma remodelada nos meus objetivos de distribuição da carteira.

Venda realizada em 28 de Janeiro de 2016

Venda de Janeiro de 2016 na bolsa de New York
Empresa Código Qtde
BAXTER INTL INC  BAX  13
BAXALTA INC BXLT 13

Já atualizei a minha carteira com essa venda.

 

BVMF: Vendas Setembro 2015 – BMLC11B EDFO11B BRCR11 HGRE11 DRIT11B HGJH11

brcr11Resolvi diante do cenário atual do país, fazer uma reestruturação do meus ativos na carteira de FIIs, a ideia era trazer um pouco mais de qualidade para a carteira, como fiz a uns anos atras na minha carteira ações onde retirei aquelas que possuíam, na minha visão, um case de negócio mais fragilizado e adicionei algumas outras fechando a carteira apenas com as empresas que achei que possuíam o melhor case. Lembrando que mesmo assim não é algo definitivo, eventualmente alguma outra empresa pode entrar ou sair da carteira dependendo dos resultados e perspectivas de mercado.

A minha carteira de FIIs tinha uma exposição muito grande no setor de escritório, como acredito que seja também a da maioria dos investidores, visto que o setor é um dos mais expressivos no mercado de FIIs. Desde quando montei a minha carteira existia essa preocupação da exposição em excesso nesse setor, mas por falta de opção e por ainda não conhecer bem o mercado de FIIs optei, por precaução, diversificar para minimizar os riscos.

FIIs por setor

Depois de um tempo estudando e acompanhando alguns FIIs já comecei a ter alguma base e fui montando uns parâmetros para definir melhor a escolha dos ativos, sobre esses critérios vou falar no post de compra dos novos FIIs. Por hora aqui vou colocar algumas perspectivas minha sobre o mercado de FIIs e em especial o setor de escritórios. Abaixo uma lista com alguns fatores que combinados motivaram a minha mudança na carteira de FIIs.

O bom momento nas cotações de FIIs

IFIX VS IBOV

Em se tratando de ações quem me conhece aqui do blog sabe que para investimento no longo prazo com aportes mensais eu não me preocupo muito com o preço que estou pagando, pois isso no final das contas não afeta em nada os investimentos nessa etapa de acumulação de patrimônio. Veja sobre isso aqui.

Em se tratando de FIIs a história é totalmente diferente, isso porque por uma série de motivos que não vamos nos ater aqui no momento, os FIIs não crescem como as ações eles tendem a ficar lateralizado por um longo período de tempo. Então sim! Para eles é importante o preço que você está pagando e a imagem acima foi um dos motivos de realizar essa estruturação da minha carteira nesse momento, os FIIs estão bem deslocados das ações como pode ser visto no gráfico, com os FIIs em azul e ações em vermelho.

Claramente é possível ver que mesmo diante de um cenário de instabilidade que estamos esperando nos próximos anos até o momento os FIIs não vem sofrendo como as ações, o que não consigo entender pois pela atual conjuntura o mercado deveria estar sofrendo como um todo, talvez o pessoal esteja migrando para os FIIs por acha-los um investimento mais conservador e menos volátil que as ações, o que até certo ponto é verdade.

Taxa de juros Brasil e dos Estados Unidos

taxa de juros

Não da pra entender como a taxa de juros subindo da forma que está e as cotas dos FIIs ainda não estão indo no sentido contrario, enfim talvez seja um bom sinal que o pessoal está deixando de fazer giro de patrimônio, veja sobre isso aqui, e passaram a entender mais sobre investimentos de longo prazo, ou talvez seja justamente um giro de patrimônio das ações para os FIIs como eu citei acima.

O gatilho inicial que motivou a estruturação na minha carteira nem foi o cenário atual da taxa de juros brasileira, mas sim o futuro dessa nossa taxa de juros. O catalizador disso foi o anuncio por parte do FED que irá aumentar as taxas de juros, quando Janet Yellen anunciou que iria aumentar a taxa independente do cenário econômico global.

Se está achando os juros no Brasil elevado é porque você ainda não viu o que vai acontecer quando os USA começarem a aumentar a taxa de juros no mercado americano, por ser uma assunto mais demorado eu comento sobre ele no vídeo em anexo no final do post.

Sobre um aumento da taxa de juros americana pode ser ruim por um lado, mas bom por outro. Venho estudando sobre REITs justamente para quando o mercado americano começar absorver essa elevação dos juros poder começar a montar a minha carteira de REITs, mas isso é coisa pro ano que vem, nesse ano vamos focar nos estudos.

Perspectivas do setor de escritórios

vacancia

Esse talvez seja o principal motivo da minha reestruturação, entendo que o mercado de escritórios vai sofrer muito mais que os demais mercados nesse ciclo econômico que estamos passando, claro todos os setores sofrem na crise, mas o setor de escritório vai se agravar por conta da entrega de novos estoques.

Veja no gráfico acima como em 2014 e inicio de 2015 tivemos um forte crescimento na entrega de estoque, e pelos analistas ainda teremos outra pancada, mas não tão grande quanto a de 2014. Termos um excesso tremendo de oferta enquanto que justamente estamos passando por um momento de baixa demanda, não precisar ser gênio pra adivinhar o que vai ocorrer com os contratos de alugueis e a taxa de vacância.

inventario

Eu fico me perguntando, até quando vai durar esse ciclo econômico ruim a ponto do mercado começar a aquecer e retomar a absolvição dos novos estoques ? Não existe uma resposta exata, mas vejo que se o governo estivesse fazendo um ajuste econômico certo, talvez em 2 anos o país voltasse a crescer, mas não é isso que temos visto, talvez estejamos na famosa década perdida, eu falo mais sobre essas perspectivas no vídeo em anexo no final deste post.

Uma coisa é fato em se tratando de imóveis nem todos enfrentam crise, na maior crise imobiliária da história, em 2008 nos Estados Unidos, os imóveis no Texas, se não me engano,  cresceram enquanto todos os outros estados tiveram uma queda acentuada nos preços. Ou seja a conjuntura especifica daquele estado favoreceu e fortificou a sua situação de forma que parece que 2008 não existiu para eles. Tinha alguns prédios no coração de NY que independente da crise de 2008 mantiveram os alugueis e a sua valorização em alta. A crise pode ser um bom momento para identificarmos esses imóveis excepcionais, certamente é uma oportunidade única que teremos nos próximos anos.

Vendas realizadas em 15, 21, 22, 23 e 25 de Setembro.

Venda de setembro de 2015
Empresa Código Qtde
BM BRASCAN LAJES  BMLC11B 29
EDIFÍCIO OUROINVEST EDFO11B 7
BTG PACTUAL CORP BRCR11 29
CSHG REAL ESTATE HGRE11 2
MULTIGESTAO RENDA COM DRIT11B 24
CSHG JHSF PRIME OFFICES HGJH11 1

Já atualizei a minha carteira com essa nova venda.

Perspectivas do mercado de FII

No vídeo abaixo faço uma síntese de tudo que falei acima, além de ter alguns comentários sobre o mercado de FII que fiz exclusivamente no vídeo:

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BVMF: Vendas Maio 2015 – AEFI11

kroton anhangueraEssa foi a minha primeira venda de FII na carteira, particularmente eu tenho uma tolerância maior com os FIIs, vejo como um investimento mais de longo prazo onde dificilmente vai me ver vendendo um FII o mesmo não ocorre com as ações, tenho um pavio bem mais curto e vendo pioras nos resultados opto mais facilmente por posicionar em outra empresa.

FII requer do investidor um pouco mais de paciência, não da pra ter a mesma cobrança que temos com as ações querendo a cada ano um resultado melhor que o anterior. Já suportei situações em FIIs que não suportaria em ações, como na vez que segurei o EURO11 quando teve um rolo tremendo na troca do administrador do fundo e depois por mais de um ano com 50% de vacância, sabia que no fundo uma hora ou outra os imóveis seriam alugados e tudo voltaria ao normal, se tivesse saído dele antes teria perdido um bom retorno.

No caso do EUROPAR eu acabei continuando no fundo porque conhecia bem o portifólio do FII e sabia que eram bons imóveis e bem localizados, ou seja não teria como ficar vago por muito tempo. O importante na analise de um FII é avaliar o seu portifólio, entender os seus imóveis, verificar seus clientes. Essa analise qualitativa é muito mais importante do que a analise quantitativa dos FIIs.

No caso do FII em questão o AEFI11 comprei na época meio que com o pé atras pois não tinha gostado do case de negócio dele. Na verdade não entrava na minha cabeça como uma empresa (no caso a Anhanguera) ficava pagando por um aluguel e não usufruía.

Pra quem não conhece o AESAPAR é um fundo que possui dois campos locados a faculdade Anhanguera, sendo um caos em Campinas e outro em Cuiabá e ambos com problemas na obtenção da licença de construção, ou seja só existe um terreno no momento, acontece que a Anhanguera se comprometeu a pagar o valor de aluguel como se os imóveis já tivessem sido construídos, em outras palavras é como se fosse um RMG para os cotistas.

aefi11_maquete1

Como estava buscando uma diversificação maior em imóveis voltados para Faculdades optei por comprar algumas poucas cotas, pensei comigo: vou entrar com uma posição pequena que se der problema nele eu não perco muito. A carteira de FII foi crescendo e ano passado fiquei pensando se faria um novo aporte nele que era o único FII com percentual bem menor que os demais, acabei fazendo um novo aporte mesmo com o meu subconsciente dizendo para não fazer.

Passou-se dois anos e as obras ainda não se iniciaram e nem tem previsão de que vai acontecer, ano passado a Kroton se fundiu a Anhanguera e esse mês a Kroton começou a mexer os pauzinhos para resolver esse problema nos 2 campos, o fundo lançou nesse mês o seguinte comunicado:

Ocorre que, com a incorporação das ações da AESAPAR, em 2014, a KROTON passou a ser a detentora indireta de todas as unidades educacionais administradas pelo Grupo Anhanguera. Em virtude desse fato, segundo informado pela KROTON, e dentro do processo de integração dos dois grupos, está em curso a reavaliação de sua estratégia imobiliária em cada uma das praças em que atua.

Diante desse cenário, a KROTON e o Gestor vêm trabalhando na busca de opções de outros imóveis que satisfaçam os critérios de elegibilidade estabelecidos no Regulamento do Fundo, com características equivalentes aos Imóveis atuais. É consenso entre a KROTON e o Gestor que os novos imóveis deverão já estar edificados e ser operacionais no momento da substituição, sendo que um deles poderá localizar-se na Região Centro-Oeste, e os demais deverão, preferencialmente, localizar-se na Região Sudeste do País.

Se fosse um problema de vacância ou mesmo redução dos proventos por conta de um contrato de aluguel que foi reajustado abaixo do anterior eu até relevo mas no caso do AEFI11 o problema está em seu portifólio e nesse caso eu não quero pagar pra ver, quando os rolos começam a surgir o melhor é pular fora e partir pra outra, como diz o ditado onde há fumaça há fogo, aproveitei esse comunicado e no outro dia coloquei minhas cotas à venda.

Venda realizada em 14 Maio de 2015

Venda de Maio de 2015 na bolsa de São Paulo
Empresa Código Qtde
AESAPAR FII  AEFI11   17

Já atualizei a minha carteira com essa venda.

 

BVMF: Vendas Abril 2015 – VALE5

valeJá tinha interrompido os aportes na Vale desde o final de 2013 quando ela fechou o ultimo trimestre em prejuízo, era um não recorrente e eu pensei que isso não iria se repetir, também era um prejuízo que não tinha efeito caixa pois foi apenas contábil, passou mais dois trimestres em 2014 e novos prejuízos, fui dando mais corda na esperança de que as coisas melhorariam, daí saiu esse novo resultado e mais um prejuízo, resolvi depois disso vender as minha posição na Vale.

Fiquei refletindo depois e pensando porque não vendi quando a empresa apresentou o primeiro prejuízo, um dos critérios que me faz sair de uma empresa é quando a mesma apresenta prejuízos, independente do motivo esse deveria ser o critério máximo. Pensando melhor comecei a perceber que não estava agindo corretamente, já não era mais um investidor na Vale, mas sim um torcedor.

A empresa pode dar a volta por cima e retomar o caminho dos lucros, mas a questão pra mim não é mais essa, mas o fato de não ter seguido minha estratégia que havia definido anteriormente, é aquele momento que a emoção toma conta.

Venda realizada em 30 Abril de 2015

Venda de abril de 2015 na bolsa de São Paulo
Empresa Código Qtde
VALE SA  VALE5  200

Já atualizei a minha carteira com essa venda.

Acredito que a Vale poderia estar suportando melhor essa crise se a administração anterior tivesse feito ações corretas quando a bolha de preço do minério de ferro começou a inflar, na época o CEO Roger Agnelli deveria ter focado em projetos como S11D que hoje é a chave para manter a Vale operacionalmente competitiva no futuro e que visa reduzir seus custos de forma considerável, ao invés disso Agnelli saiu comprando um monte de coisa que não tinha nada a ver com o Core Business com isso foi torrando caixa e hoje a empresa tem que se desfazer desses ativos muitos com baixas contábeis expressivas nos balanços.

Quando coloquei a Vale na carteira eu sabia muito bem que era uma empresa cíclica e que como todas as empresas desse tipo podem ter momentos de grandes lucros e momentos de quedas expressivas nas receitas. Na época tinha uma mentalidade de investimento e hoje tenho outra totalmente diferença, as coisas vão mudando ao longo do caminho você vai percebendo no que foi errando e vai aprendendo novas coisas e suas convicções vão mudando.

O problema de uma empresa cíclica é que as vezes os ciclos de commodities podem durar anos lateralizados, veja abaixo um gráfico histórico de preço do minério de ferro que é o principal produto da Vale:

minerio ferro

Na imagem acima podemos ver que o ultimo ciclo durou quase 20 anos com o preço lateralizado, daí fiquei pensando se seria viável ficar numa empresa que pode correr o risco de ficar 20 anos sem crescer, não seria melhor pegar esse dinheiro que tenho hoje e colocar numa empresa que cresça durante todo esse período.

Como um investidor que visa alcançar a independência financeira através dos dividendos e deles tirar uma fonte de renda passiva, não posso também me dar ao luxo de ter uma empresa na carteira que possa ficar com os lucros “estagnados” ou que tenha os dividendos cortados por conta de uma queda no preço de venda do seu principal produto.