Os indicadores que uso para analisar empresas

analisando empresasNota: Este artigo é muito longo e eu não queria dividi-lo em duas partes, minha ideia era colocar para vocês leitores algo muito especial, então pode levar algum tempo para ler todo o artigo e absorvê-lo e espero que você goste.

Eu comecei a investir na bolsa com mais intensidade a partir do final de 2012, desde lá eu fui estudando e procurando aprender um pouco mais sobre o mercado de ações e como analisar empresas. Eu penso que nós somos nada mais do que produto de uma série de opiniões que captamos para montar nossa personalidade, caráter, enfim nosso EU.

Vamos ao longo do tempo sendo influenciados por formadores de opinião e estudiosos, por exemplo eu sempre carrego comigo uma lista de pessoas que de certa forma acabam me moldando, eu acompanho esses caras de perto e procuro saber sempre o que eles estão falando:

  • Tecnologia: Gustavo Faria (Coca-Tech)
  • Opinião: Prates (Sempre posto alguma coisa sobre ele por aqui)
  • Política: Olavo Carvalho
  • Investimentos: Jeremy Siegel, Ben Graham, Mille e Josh Peters

Não quer dizer que concordo com tudo o que eles dizem, mas de certa forma a maneira de pensar e as suas opiniões batem um pouco com as minhas, então acabo criando uma reciprocidade. Na área de investimentos eu prefiro fazer um compilado de todas as ideias e métodos, pego tudo misturo e vou aplicando nos meus investimentos e tentando achar o modelo ideal pra mim.

No inicio de 2014 eu comecei a investir no exterior (aka USA) inclusive esse foi um dos combustíveis que me fez montar esse blog, acima de ser uma ferramenta para expressar minhas ideias eu quis montar um canal com informações para que o pequeno investidor que deseje investir no exterior. Quando comecei a minha caminhada no exterior eu encontrei enorme dificuldade em achar material explicando sobre o assunto, decidi montar um blog que traga isso de forma simples e objetiva.

Nesses meus estudos sobre o mercado americano eu conheci uma estratégia de investimento em ações de crescimento dividendos. Esse sem duvida se tornou o pilar fundamental do meus investimentos, claro que essa estratégia é para o mercado americano, mas o conceito pode ser adaptado para a nossa bolsa.

Eu criei um sistema que pra mim funciona bem, pode não se encaixar no seu perfil mas talvez possa lhe oferecer uma base. Eu tenho uma serie de passos que realizo quando vou analisar uma empresa, não necessariamente eu sempre sigo os mesmos passos ou diretrizes para todas as empresas, cada caso é um caso. Analisar empresas é parte arte e parte ciência. Vamos falar do lado ciência e analisar os números concretos e depois olhar o lado arte.

Eu dividi a minha analise em duas partes distintas

Parte I – Analise quantitativa

Primeira passo é olhar os números da uma empresa, seus fundamentos. Normalmente eu uso uma base de pelo menos 10 anos, isso porque algumas empresas possuem ciclos de negócios um pouco longo e essa é uma base suficiente para suavizar esses ciclos ao longo do tempo.

Taxas de crescimento

Olho a taxa de crescimento nesse período chave de alguns indicadores como Receita, Lucro por ação e Dividendos por ação. Apesar de não ter taxas de crescimento especificas em mente, eu normalmente uso 5% ao longo de uma década, o mais importante é comparar essas taxas com os concorrentes do mesmo setor.

Payout

Eu gosto de olhar a taxa de crescimento de dividendos contra os lucros e fluxo de caixa livre e compara-la com a taxa histórica de Payout. Uma rápida olhada no Payout histórico pode dar uma ideia da existência ou não de uma possibilidade de crescimento futuro dos dividendos, para isso o payout deve estar no máximo na casa dos 80% ou abaixo disso.

Eu prefiro um número muito menor, eu costumo investir em empresas com Payout abaixo de 60% você pode até aceitar algumas empresas com o Payout um pouco superior dependendo do setor como Tabaco, Concessões ou Elétricas. No entanto tenha em mente que essa taxa de pagamento mais alto torna menos provável o crescimento dos dividendos no longo prazo é por isso que ações com Payout alto tem taxas de crescimento menores.

Muita gente adorar olhar Dividend Yield para saber se a empresa é boa pagadora de dividendo, enorme erro pois o Dividend Yield é atrelado ao preço do ativo e por alguma notícia ou alguma dificuldade no cenário macroeconômico a empresa pode parecer uma boa pagadora de dividendos sendo que não é uma vez que o preço cai e o dividendo permanece estável isso pode ser facilmente manipulado. O mesmo pode acontecer do outro lado uma empresa pode-lhe render ótimos dividendos mais estar com o preço alto pelo que realmente vale.

O ideal é buscarmos empresas de crescimento de dividendos, mas lógico que nenhuma empresa vai crescer para sempre, pegue o caso da Ambev aqui no Brasil, durante muito tempo foi uma empresa de crescimento sua cotação saiu de 20 reais para 90 e o payout mantinha-se sempre no mínimo. Agora que eles já têm o monopólio do mercado e não tem mais para onde crescer é possível observar que começaram a distribuir mais dividendos e aos poucos ela virará uma empresa de dividendos e isso é completamente normal no ciclo de qualquer empresa boa. Em contra parte temos os casos de empresas como as elétricas que trabalham com concessão e não tem como crescer nesse caso nada mais natural do que distribuir todo o lucro em dividendo.

É preciso entender o que você está comprando. Se é uma empresa de crescimento (crescimento nos lucros de pelo menos 10% ao ano) ou de dividendo (distribui pelo menos 80% dos lucros) para não gerar expectativas futuras equivocadas.

As empresas ideais são aquelas que conseguem ser um pouco das duas, distribuir uma parcela considerável de payout e mesmo assim ainda consegue ter um crescimento nos lucros, mas essas são poucas então de acordo com Peter Lynch temos que mesclar nossa carteira com essas categorias de empresas e não ficar apenas com uma única categoria.

Gestão da divida

Eu também olho o endividamento da empresa, uma endividamento fora do controle pode afetar agente assim como também pode afetar uma empresa. Muitas empresa usam alavancagem para aumentar o ROE (Retorno sobre o patrimônio liquido) nesse caso eu procuro fugir desse tipo de empresa.

Quando a empresa vem crescendo a divida de forma constante eu ascendo um botão de alerta e observo se o alto ROE não está sendo criado a custo de alavancagem financeira. O pior nesse cenário é quando uma empresa vem aumentando o endividamento e o ROE não está acompanhando o crescimento, tem um crescimento de ROE pífio ou nulo, nesse caso indica que a empresa está pegando dinheiro emprestado e não está conseguindo fazer essa grana render, o dinheiro deve estar indo para pagar dividas ou tapar buracos de investimentos mal sucedidos.

Eu vejo um endividamento de até 100% do PL como aceitável, sendo desejável abaixo disso, no entanto novamente é importante comprar a empresa que você está analisando com os demais pares do setor. Você normalmente verá empresas de concessões ou elétricas com um endividamento um pouco maior isso é até aceitável por causa da necessidade dessas empresas de financiar determinados projetos de grandes dimensões e eles normalmente tem uma maior estrutura de ativos.

Apesar das peculiaridades de cada setor eu não quero investir em uma empresa que só está financiando o seu crescimento através de dividas.

Analise avançada: Quando quero me aprofundar no endividamento da empresa eu costumo olhar o índice de cobertura de juros. Este valor é calculado pela divisão do lucro da empresa antes dos juros e impostos (EBIT) pelas despesas com juros. Qualquer número abaixo de 1 significa que a empresa não gera lucro suficiente para cobrir as despesas com juros, assim quanto maior esse indicador melhor eu uso acima 5 como ideal.

Margem operacional

Nós temos como calcular 3 tipos de margem, sendo Margem Bruta, Margem Operacional e Margem Liquida o que você mais se vê por aí é a Margem Liquida, infelizmente é o pior indicador dos 3 porque a margem liquida é manipulada facilmente por depreciações, amortizações e não recorrente, por isso esqueço a Margem Liquida que vemos por aí e trabalho apenas com a Margem Operacional que é calculada dividindo o lucro operacional pela receita.

A margem operacional é muito importante, se uma empresa possui uma margem operacional maior que os outros pares do seu setor, significa que ela é mais eficiente do que os concorrentes. Além do fato que empresas com boas margens operacionais tendem a passar melhor por crises e recessões.

Se a empresa está enfrentando uma concorrência a sua margem operacional pode diminuir, muitas vezes a margem caí antes das receitas e dos lucros, por isso a margem operacional é um indicador muito importante para sabermos se a empresa está enfrentando problemas. Peguemos por exemplo caso da Nokia que em 2012 perdeu 90% do seu valor, quem acompanhava as margens entendeu que ela estava com problemas e pulou fora bem antes pois as margens vinham caindo desde 2002 mesmo que no mesmo período lucro por ação até chegou a aumentar.

Fluxo de caixa livre – FCL

Fluxo de caixa Livre é o que sobra de dinheiro na empresa no final do período. Ele é um dos mais importantes parâmetros para medir o poder de ganho da empresa por parte dos investidores de valor, pois não está sujeito a depreciação, exaustão e amortização.

Apesar disso quando olharmos para o FCL devemos ter uma perspectiva de longo prazo porque o fluxo de caixa livre no ano pode ser drasticamente afetado por despesas com o imobilizado e equipamentos. Ao longo do tempo o fluxo de caixa livre dá uma idéia muito boa sobre o poder de geração de renda da empresa.

Vale lembrar que diferente de patrimônio, receita, lucros esse fluxo de caixa livre é uma analise de competência totalmente diferente, por exemplo digamos que uma empresa vendeu um produto em janeiro e dividiu para o cliente o pagamento em 24 x esse valor total da venda entra na receita/lucro mas no fluxo de caixa vai entrando apenas as parcelas que o cliente for pagando. Por isso deve-se olhar ele no longo prazo e ter em mente que é um dado totalmente diferente do lucro.

Tem algumas empresas que possuem o FCL negativo porque investem muito para o crescimento, um exemplo disso é a MULTIPLAN eu não gosto muito desse estilo de crescimento, vamos analisar melhor: digamos que você tem uma padaria e ela está indo bem aí resolve montar uma outra no bairro vizinho como você não tem dinheiro para montar ela (seu FCL é insuficiente) você resolve ir no gerente do banco e pegar um empréstimo para alavancar o seu investimento, é mais que obvio que você vai trabalhar nessa segunda padaria para o banco porque os juros desse financiamento vão correr os seus lucros.

Pois bem o mesmo vale para empresas que gostam de investir com dinheiro de terceiros e que deixam o FCL ficar muito negativo, eu não estou falando que não se deve usar financiamentos para alavancar o negócio, tem momentos que vale até mais a pena usar dinheiro do banco do que o do próprio caixa da empresa, mas se a empresa ficar por muito tempo com o FCL vermelho pode ter certeza que esses juros irão começar a corroer os lucros.

Portanto eu procuro fugir de empresas com FCL negativo por muito tempo. Um ou dois anos consecutivos até relevo porque pode ser fruto de eventos não recorrentes, passando disso eu abro uma sinal de alerta e começo a olhar os resultados mais de perto se a coisa não melhorar saiu da empresa e parto pra outra.

Valuation com DCF

Apesar de não usar o DCF como indicador para determinar se a empresa pode ou não entrar na carteira gosto de mensurar o valor justo do ativo para ao menos ter uma ideia. Muitas vezes mesmo o ativo estando acima do seu valor justo opto pela compra, tanto que se olhar na minha carteira vai encontrar diversas empresas nessa situação, isso porque eu acredito que a analise qualitativa pode me indicar algum ponto muito positivo na empresa que me leve a desconsiderar o fato de estar comprando acima do valor justo, além do mais para nós pequenos investidores e com aportes mensais no longo prazo não faz muita diferença o preço de compra de uma empresa.

Apesar de não utilizar o DCF como decisivo na escolha de uma empresa, gosto de aplica-lo na hora dos aportes, portanto vale a pena uma leitura nesse artigo, onde explico mais sobre esse método de precificação utilizando o Fluxo de Caixa Descontado.

Medir eficiência das empresas

Gosto de medir a eficiência da empresa ao longo do tempo, principalmente nos momentos de crise econômica, onde é muito importante identificarmos as empresas que mantiveram a melhor eficiência nesses períodos. Para analisar a eficiência de uma empresa utilizo alguns indicadores como o “Prazo para recebimento das vendas da empresa“, o “Giro de estoque“, o “Prazo para empresa pagar seus fornecedores” e por ultimo fechando com chave de ouro dou uma olhada no “Giro de caixa“.

Geralmente olho esses indicadores uma vez por ano, não acho que seja necessário acompanha-los todo o trimestre e na primeira analise sempre comparo a eficiência da empresa com os seus concorrentes diretos e olhando numa base histórica de pelo menos 10 anos.

Parte II – Análise Qualitativa

O pessoal confunde um pouco as coisas e muitas pessoas acabam levando para o lado extremo da analise de empresa, tem gente que parece meio xiita ao analisar empresa e acha que tudo pode ser captado apenas nos resultados, não estou aqui falando que os indicadores da empresa não são importantes, mas apenas que eles devem ser usados junto com uma boa dose de feeling.

Eu não tento acertar sempre, errar é muito importante pois é onde vou pegando experiência e vendo onde posso melhorar, lógico que deve existir junto com isso um processo contínuo de auto reflexão.

Esta fase de analise é onde eu me pergunto o que a empresa em questão faz. Como eles fazem dinheiro? Eles vão conseguir ser capazes de continuar a fazer dinheiro no futuro usando o modelo de negócio atual? As pessoas gostam dos seus produtos ? Porque e porque não ? A empresa tem uma boa reputação ? Qual o cenário competitivo ? Existe um ambiente regulatório favorável ou desfavorável ? A empresa se diversificou ou estão excessivamente confiantes em um produto ou serviço ? Eles são capazes de se transformar, quando necessário ?

Fosso econômico

Um termo cunhado por Warren Buffett, é importante olhar para cada empresa como um castelo. E em torno deste castelo existe um fosso. E é esse fosso que protege a empresa contra as hordas de concorrentes que tentam destruir o castelo. Quanto maior o fosso é mais provável que a empresa será rentável por muitos anos.

Economias de escala

Quando eu analiso os relatórios anuais eu procuro vantagens como economias de escala, o que proporciona a empresa maior rentabilidade com o aumento da produção por meio da redução dos custo unitários fixos. Por exemplo, seria extremamente difícil para uma nova empresa bebidas competir com The Coca-Cola Comapny (KO), porque a Coca-Cola é capaz de produzir suas bebidas a custos muito baixos, engarrafando enormes quantidades de líquidos. Isso permite que a Coca-Cola comprar matérias-primas a preços muito baratos porque está comprando numa escala muito maior que os concorrentes. Uma nova empresa de bebidas, por outro lado, não terá este tipo de poder de negociação, vai ver seus custos de entrada subir o custo unitário para cada garrafa de bebida produzida.

Ser um revendedor de baixo custo é outra vantagem de ter economias de escala significativa. Wal-Mart Stores, Inc. (WMT) por exemplo, é conhecido pela sua capacidade de sufocar a concorrência, porque eles são capazes de suprir o mercado com produtos mais baratos do que o varejista ao lado. Eles são capazes de negociar com fabricantes de produtos, devido a natureza de suas lojas com uma cadeia de fornecimentos maciços aparentemente em toda a parte, Wal-Mart pode fornecer aos consumidores produtos a custos mais baixos. Isso seria um fosso econômico difícil de se conquistar.

Além disso as economias de escala também permitem que uma empresa negocie outros aspectos do negócio. Por exemplo, eles podem ser capazes de obter empréstimos maiores, com taxas de juros menores, o que lhes permitiria retornos potencialmente mais elevados para os acionistas do que uma pequena empresa.

Outra grande vantagem são as redes de distribuição, peguemos a Coca-Cola como exemplo novamente. Seus produtos estão disponíveis em mais de 200 países. Isto dá-lhes não só uma vantagem contra potenciais novatas, mas contra todas as outras empresas que competem no mercado. Além disso é esse tipo de diversificação geográfica que lhes permite participar em mercados de todo o mundo e suavizar o crescimento ao longo do tempo, simplesmente porque alguns mercados estão crescendo mais rápido do que outros. Podemos pegar um exemplo parecido aqui no Brasil com a Ultrapar Participações SA (UGPA3) que ao comprar o Ipiranga e agora mais recente a Extrafarma faz um processo de expansão agressivo aumento a escala a nível nacional.

Marca

A marca é um fator determinante na escolha de um produto, durante anos a Coca-Cola reinou como a principal marca do mundo, quem nunca passou pela experiência de chegar num boteco e pedir uma Coca-Cola e o atendente dizer que só teria uma tal de “Cola-Tripa” geralmente a nossa resposta é “Então me vê uma garrafa de agua”.

Nos últimos anos a revista Bloomberg faz um levantamento das marcas e nesses últimos dois anos a Apple desbancou a Coca-Cola e assumiu o posto de marca mais valiosa do mundo, não é atoa que seus produtos são bem mais caros que a concorrência, graças ao poder de sua marca.

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Este poder da marca é uma enorme vantagem sobre os rivais, permite a empresa manter um certo poder de preço, o que significa que eles podem cobrar um prêmio pelos seus produtos, que garante melhores margens. Produtos de marca geralmente tem proteção contra a inflação porque quando as pessoas estão acostumadas a usar um produto eles estarão propensos a continuar independente do cenário econômico.

O mais importante é que a fidelidade da marca permite que a empresa repasse aumento de custos para os clientes, junto com aumentos de outro modo justificados pelas demandas do negocio.

Barreiras de entrada

Todas as vantagens competitivas acima são barreiras de entradas em si, mas às vezes você realmente tem obstáculos significativos específicos da industria que impedem a entrada de novos players. Vou citar dois exemplos, o primeiro seriam as ferrovias, eu fiz uma analise no setor de ferroviário americano mas quero falar especificamente da Norfolk Southern Corp (NSC) se olhar a malha onde ela atua seria praticamente impossível a entrada de um concorrente, as ferrovias ja estão estabelecidas no mercado americano e isso dificilmente vai mudar assim as barreiras de entrada de um novo concorrente no negocio são extremamente elevados. Mesmo que uma nova empresa decida construir novos trilhos, o que é quase impossível, você teria enormes custos e necessitariam de um capital enorme o que acaba tornando o investimento inviável. Outro exemplo é quando uma regulação protege o mercado em que a empresa está inserida como o caso da Souza Cruz (CRUZ3) aqui no brasil a empresa conseguiu o monopólio do mercado graças a regulação do governo que tornou impossível a entrada de uma concorrente no cenário nacional.

Elevados custos de transferencia

Esta é outra vantagem competitiva que uma empresa de alta qualidade pode empregar e quando usado corretamente pode ser muito eficaz. Essa vantagem em particular é uma das razões que me fez investir na Totvs SA (TOTS3). Uma vez que uma empresa decide integrar a solução da Totvs dentro da sua infra-estrutura de TI, pode ser bastante difícil de mudar para outro fornecedor. Isso dá a Totvs uma enorme vantagem, desde que continue a prestar serviços e soluções de qualidade.

Conclusão

No mais eu procuro estudar a governança da empresa, vejo se os diretores estão cumprindo as metas propostas na vídeo conferencia e releases de resultado.

Vejo se a empresa está inserida competitivamente no mercado em que atua.

Fujo de empresas turn-around, pré-operacionais e tomo muito cuidado com empresas que tiveram IPO recentemente procuro empresas com mais de 10 anos na bolsa de valores.

Leio pelo menos um balanço da empresa por ano e acompanho seus números duas vezes ao ano.

Tento entender o cenário macroeconômico onde a empresa está inserida, as vezes os números podem ter ficado ruim mais a empresa ainda é boa pode ser efeito de alguma crise econômica do país e nesse caso varias empresas sofrem com isso, procuro identificar esses momentos para não ser influenciado com notícias tendenciosas.

Espero que tenham gostado desse artigo explicando sobre os indicadores que uso para analisar empresas na bolsa de valores.

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39 thoughts on “Os indicadores que uso para analisar empresas

  • 19 August 2016 at 15:43
    Permalink

    Como você consegue todas essas informações dessas empresas americanas? Suponho que você domina a língua inglesa ou você consegue essas informações em português ?

    Reply
    • 19 August 2016 at 18:38
      Permalink

      dá uma olhada nos nossos vídeos de balanço comentado tem muita coisa lá que você vai ver como funciona, veja aqui.

      Reply
  • 27 April 2016 at 15:40
    Permalink

    Olá, muito bacana o artigo. Interessante a parte das Margens Bruta, Operacional e Líquida. Você pode me dizer como achar nos balanços das empresas essa margem operacional? Ela fica em algum lugar especifico que se possa consultar imediatamente ou só fazendo contas?
    Obrigado.

    Reply
    • 27 April 2016 at 15:54
      Permalink

      Olá Marcelo

      Isso já tem tudo calculado em sites como o morningstar

      Na lateral do site tem um menu com a opção balanço comentado. Olhe essa categoria que explico como achar isso

      Reply
      • 27 April 2016 at 17:52
        Permalink

        Obrigado pela resposta! Entrei no site mas não apareceu pra mim o menu lateral do site que vc se referiu, não sei se é porque estou em um Mac, mas não acho q seja isso. Por exemplo, sei que vc frequenta o site do Bastter, em alguma parte dos quadros de ações de lá existe essa informação?
        Nos balanços das empresas que elas soltam pelo que eu entendi não tem mastigado, né?
        Teria que entrar em algum lugar e fazer contas, saberia me dizer onde encontrar isso nos balanços?
        abs, m.

        Reply
        • 27 April 2016 at 19:14
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          eu também estou no mac e pra mim aparece isso não faz sentido

          de toda forma acesse diretamente aqui: http://viverdedividendos.org/category/balanco-comentado/

          o menu lateral que comentei é aqui no blog não no morningstar

          veja como analisar e ver as margens tem vários videos aqui no blog pra lhe ajudar sobre isso

          Reply
          • 27 April 2016 at 23:08
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            hahahaha.. sorry! Achei que vc estivesse falando na lateral no site da Morningstar, desculpe. Vou dar uma olhada.
            Obrigado.

  • 6 February 2016 at 15:55
    Permalink

    Um primor esse seu artigo, parabéns.

    Reply
    • 6 February 2016 at 16:27
      Permalink

      valeu FCLivre

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  • Pingback: Empiricismo Ingênuo | Pequenas Empresas

  • 13 January 2016 at 17:26
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    Como vc sabe, sou iniciante e estou comendo seu blog para aprender o máximo que puder rs…
    Se fosse para seguir uma ordem de estudo para aprender, vc sugeriria essa aqui?

    http://viverdedividendos.org/os-indicadores-que-uso-para-analisar-empresas/

    http://viverdedividendos.org/avaliar-acao-com-fluxo-de-caixa-descontado-dcf/

    http://viverdedividendos.org/modelo-de-desconto-de-dividendos-valuation/

    Há algum outro link tão importante quanto este que vc comenta sobre avaliar uma empresa?

    Obrigado mesmo pelo blog!

    Reply
    • 13 January 2016 at 17:42
      Permalink

      Olá paulo

      Obrigado pela força. Nós estamos aí pra aprender juntos.

      Bem analisar empresa não é difícil mas requer uma certa persistência. Primeiro aprenda bem sobre os indicadores depois comece a ler todos os releases e balanço (esse se tiver um pouco mais de tempo) e principalmente acompanhar os webcasts todo o tri.

      Depois de uns trimestres vc engaja na análise de valuation.

      Reply
  • 30 September 2015 at 03:10
    Permalink

    Eu estou começando a usar o mormingstar, só não estava conseguindo achar as ações brasileiras. Achei a CIEL3, realmente o site é muito bom, mesmo na versão free. Muito obrigado.

    Reply
  • 29 September 2015 at 06:44
    Permalink

    Olá, boa noite, estou começando na analise fundamentalista, alguns desses indicadores são mais amigáveis para mim outros não. Ainda não comprei a minha primeira ação, mas todos os dias fico pesquisando. Atualmente tento diversificar com Tesouro e LCI. Agora, em Outubro, vou começar com FII e Ações e bum, um blog falando que existe coisa melhor, investir nos EUA. Bem, ainda acho que é muito forte para mim, pelo menos nesses primeiros meses. Muito obrigado pelo blog e pelas dicas, mas quero saber, existe um site, mesmo que pago, que fornecesse esses indicadores, todos juntos? Eu sempre entro no fundamentus.com.br, http://www.bastter.com e http://www.guiainvest.com.br. Porém no primeiro você tem que pegar balanço da empresa e fazer esses cálculos, nos outros não sei se na versão paga posso pesquisar e ter esses indicadores facilmente. Você faz tudo na mão? Nem vou falar de tempo, pq vc deve ter tanto ou menos que eu. Mas estou me sentindo perdido, sem saber por qual empresa da Ibovespa começar a me debruçar nos DRE e BP.

    Reply
    • 29 September 2015 at 07:27
      Permalink

      Olá Lucio

      Valeu pela força, bom saber que o site está te ajudando de alguma maneira. Bem sobre o site eu uso o morningstar para fazer as analises dê uma olhada nos vídeos aqui do blog pra ter uma ideia, no morningstar vc vai achar quase todos os indicadores quantitativos para a sua analise, mas a leitura dos releases e escutar os webcast é muito importante pois você passa ao longo do tempo à entender melhor como a empresa funciona.

      bons estudos e qualquer dúvida é só postar.

      Reply
      • 29 September 2015 at 20:39
        Permalink

        Oi, obrigado pela pronta resposta. Ontem, após fazer a pergunta, achei um site que tem ações brasileiras também e fiz essa pesquisa da Metal Leve http://br.investing.com/equities/metal-leve-on-ej-nm-ratios só não achei de cara o FCL, Payout histórico e a cobertura de juros, mas já é alguma coisa. Não vi como fazer comparações. Poderia dar uma olhada e avaliar o site? Obrigado.

        Reply
        • 30 September 2015 at 01:29
          Permalink

          Olá Lucio

          No investing tem o fluxo de caixa, o payout só num achei o cobertura de juros, mas deve ter também porque tem até os de eficiência, aprece um site bem completo o problema que ele não mostra os 10 anos como no morning star mas pode ser uma opção para aquelas empresa que não estão listadas no bolsa americana

          Reply
  • 6 May 2015 at 07:31
    Permalink

    O conceito de FCD usa o valor do lucro por ação dos últimos 3 ou 5 anos, taxa de desconto, perpetuidade e taxa de crescimento e anos de crescimento do LPA durante um certo período? Você usa para todas empresas brasileiras esta fórmula do FCD?

    Não há sequer uma empresa brasileira que se encaixe nos critérios do DDM?

    Abraços

    Reply
    • 6 May 2015 at 12:06
      Permalink

      Olá Erick

      A única empresa de crescimento de dividendos que temos é a Ambev

      Para as outras empresas de trade de valor e para as brasileiras desde que os crescimentos nos lucros da empresa possam ser “previsíveis”.

      Se você pegar uma empresa que tem variação muito grande nos crescimento dos lucros, tipo empresas cíclicas você não vai ter uma precisão muito grande sobre o FCD dela porque determinar o crescimento da taxa de lucro de forma mais próxima da realidade é o grande calcanhar de Aquiles do FCD, mas isso é coisa que vamos aprendendo com o tempo e a medida que vamos conhecendo melhor as empresas, existe algumas ferramentas que podem ir aprimorando esse detalhes.

      Reply
  • 1 May 2015 at 15:20
    Permalink

    E como é o método de Fluxo de Caixa Descontado que você usa para as empresas nacionais?
    Eu ainda não invisto na bolsa americana.

    Acredito que vou deixar apenas uma empresa cíclica na minha carteira.

    Reply
    • 3 May 2015 at 01:42
      Permalink

      Olá Erick

      Vou ainda montar um artigo sobre o Fluxo de Caixa Descontado, mas já adianto esse é um dos últimos dados que olho e não me influencia na compra ou venda de qualquer ativo, mais importante é entender o case de negocio da empresa e sua administração.

      Reply
      • 3 May 2015 at 05:07
        Permalink

        E em relação às suas planilhas? Há como disponibilizá-las?

        Você usa para que o Fluxo de Caixa Descontado para quê, já que não é importante para você e não influencia a compra ou a venda do ativo?

        Reply
        • 3 May 2015 at 07:22
          Permalink

          Erick,

          Basicamente para os aportes, mas eu calculo também na hora de adicionar uma empresa na carteira pra ter uma ideia do tamanho da sua margem de segurança.

          O que quis dizer é que ele isoladamente não me serve de nada é preciso combina-lo com outros dados e com outras informações só assim ele passa a ser útil na minha analise.

          Reply
  • 1 May 2015 at 04:08
    Permalink

    Esqueci de fazer outra pergunta hehehe.

    A taxa de crescimento que você utiliza da empresa é sempre baseada na média? Se você utilizar uma taxa de crescimento no auge de um setor cíclico assim como eu utilizei com a Helbor, isso vai distorcer muito o valor justo da ação, correto? Como avaliar empresas de setores cíclicos? (Pergunta 5)

    Suas planilhas podem ser disponibilizadas?

    Reply
    • 1 May 2015 at 06:01
      Permalink

      Já respondi muita coisa no outro post, mas só pra complementar um visão pessoal minha, eu até comentei nesse vídeo de analise do Wal-Mart, atualmente não coloco empresas cíclicas na carteira, esse mês vendi a Vale (ainda não tive tempo de fazer o post) e agora estou apenas com a Chevron porque no momento parece ainda ter uma excelente administração, mas está de quarentena não aporto mais nela e se piorar os crivos que travei nele eu vou vende-la sem dor nem piedade.

      Reply
  • 1 May 2015 at 03:58
    Permalink

    Ola Viver de Dividendos,

    Primeiramente gostaria de elogiar o seu blog. Ele é o mais completo, rico de conteúdo e em clareza de informações da blogsfera. Parabéns pelo excelente trabalho!

    Eu leio demais sobre ações, sou completamente viciado. Mas confesso que não tenho muita paciência para analisar os balanços das empresas, gosto das informações mais mastigadas. Já invisto há 3 anos quase e possuo 12 ações em minha carteira. Eram 13, vou vender uma segunda e ficar com 12.

    Fui escolhendo pelos múltiplos atrativos na época, em 2013, e destas, 13 ações que comprei até final de 2014, em 7 estou no prejuízo a valor de mercado atual, coisa que você despreza. Já li muito sobre o Bastter e uso o Trading System do Bem.

    A que venderei é a Helbor, depois de uma compra a 9,40, sairei a 3,18 (se não cair mais na segunda). Simplesmente o que me levou a comprar a empresa foram os múltiplos, não entendia o que se passava na época com o setor e acabei dançando. Tanto que comprei Eztec, mas esta continuarei com ela, pois acredito que seja uma empresa melhor e que possua valor ainda.

    Minha carteira não ficou boa porque tinha 3 ações no setor de construção (Helbor, Eztec e Eternit – resultado de péssima diversificação). Confesso que não ficou claro pra mim seu método, você escolhe um setor primeiro para depois vê as ações daquele setor ou seleciona ações aleatoriamente? (Pergunta 1)

    Pela análise de lucros passados, se as duas construtoras viessem entregando o ritmo de crescimento que elas tinham, o preço em 2013 estaria muito barato. Porém, não foi o que aconteceu. Esta análise da empresa sem olhar o setor, cíclico ou não, mostrou-se terrível e ao não entender o que se passava com o setor e só olhar a empresa e os lucros passados me levou a este baita prejuízo nessa ação.

    Notei também que você não investe em estatais, eu tenho a CEMIG e o Banco do Brasil. Por enquanto não vejo motivos para me desfazer deles, mas os múltiplos atraentes de ambos foi o que me fizeram comprar. Continuo gostando dos resultados entregues por ambas, mas me vejo decidido a sair do banco do Brasil. Você nunca considera estatais em sua análise? (Pergunta 2)

    Também tenho CCR, empresa a qual você se desfez, mas esta ainda gosto dela e pretendo mantê-la porque sempre acho que as revisões tarifárias são acima da inflação.

    Não gosto de aportar como manda o Trading System do Bem. Como você chega em que empresa aportar na prática? Você faz o cálculo do preço justo pelo DDM em todas as suas empresas todos os meses e a que tiver a margem de segurança maior você aporta? (Pergunta 3)

    Achei muito interessante a forma de aporte descrito pelo Portinho em seu blog: https://blogdoportinho.wordpress.com/2010/11/11/o-metodo-dos-aportes-dobrados-tecnicas-para-gestao-de-aportes-em-carteira-propria-e-em-fundos/
    Mas não sei como isso se aplicaria na prática com uma carteira de várias ações sem levar em conta o Ibovespa, pois compartilho a mesma opinião que a sua, pois este é só um índice e não quer dizer nada pra mim. Gostaria da sua opinião sobre este método.

    Você usa o Fluxo de Caixa Descontado para Fundos Imobiliários e mais o que? (Pergunta 4)

    Abraços e obrigado pela solicitude às perguntas!

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    • 1 May 2015 at 05:58
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      Muitas perguntas vai sair um mega post de resposta porque não tem como ser sucinto nessas assuntos.

      Antes de começar só abrir um adendo, minha história é muito parecida com a sua, tinha muitas empresas e fui depois com o tempo tirando as que foram ficando ruins, não é errado nem é para se sentir culpado porque escolheu empresas e elas depois ficaram ruins, ninguém tem bola de cristal para acertar o futuro, aposto que muitas dessas q você comprou e diz hoje estar no prejuízo eram empresas boas na época e com a queda do mercado ou alguma ação por parte da administração ou mesmo do governo acabaram piorando. Isso é natural empresas boas também podem ficar ruins o errado é manter essas empresas ruins na carteira, se ficou ruim eu vendo e parto pra outra sem dó no coração.

      Pergunta 1: Geralmente quando não tenho nenhuma ideia vou pelo Setor, pego um setor que me interessa e estudo as empresas dele, vejo os principais players e faço uma pré seleção de acordo com o fator quantitativo, isso claro no mercado americano que tem um numero gigante de empresas, no Brasil é mais fácil porque o numero de boas empresas é muito pequeno daí fica mais fácil conhecer as principais. Também ocorre de quando está estudando uma empresa acaba conhecendo outras que tem ligações diretas, por exemplo quando estava lendo sobre Manhattan vi sobre o Omni Channel e comecei a pesquisar sobre isso aí descobrir que a GAP está fazendo mudanças nas suas lojas para oferecer Omni Channel aos clientes acabei comprando GAP nesse caminho pois vi que parecia uma empresa boa num bom setor. Então não tem muita regra com o tempo você vai naturalmente conhecendo boas empresas.

      Os gosto de começar pelos setores pois é a base, gosto de fugir de alguns setores cíclicos ou com muita exposição a riscos, por exemplo eu nunca comprei empresas de construção porque acredito que é um setor que depende diretamente do desenvolvimento da economia do país, uma economia em queda não se recupera em 5 ou 6 anos isso pode levar décadas até, outro caso foi o das empresas de educação, tava o ano passado todo mundo comprando empresas de educação, elas subiam absurdos por mês você se sente até tentando a entrar no balaio, mas eu optei por ficar de fora pois via que estavam com muita exposição ao governo e uma hora ou outra esse jogo poderia mudar, se o governo mudasse as regras do jogo elas iriam passar uns bons bocados. Também já levei muita bolada nas costas por escolher o setor errado, um exemplo recente seria o de portos com a Santos Brasil e outro a Eletropaulo com o setor elétrico.

      Com o tempo você vai conhecendo mais o mercado e consegue prever alguns movimentos que podem ocorrer, por exemplo postei a um tempo atras sobre a PETRO mas não especificamente sobre ela, falando mais do setor no brasil, depois falei sobre a CCR, acho que já até leu o post, mas se não leu vale a pena dar uma lida… e os riscos inerentes no futuro, enfim com o tempo você vai pegando o jeito e consegue antecipar e sair antes que a empresa comece a piorar de vez. Acho que o mais importante do que apenas sair da empresa e entender o que deu de errado, muita gente sai só porque a cotação despencou ou os lucros caíram mas não procura entender o que motivou isso, enfim você pode ver em quase todos os posts que faço sobre venda quase sempre tenho um motivo ligado ao case de negocio da empresa e tendo entender do porque a empresa começou a ficar ruim.

      Pergunta 2: Eu não gosto de estatais, mas nada contra quem goste se o cara acha interessante ter diretamente o governo como sócio não tem argumento que vá faz-lo mudar de ideia. Mas eu vejo não só o nosso governo como praticamente todos do mundo, eles são governos e não estão ali para agir em prol da empresa, mas sim em prol da política econômica que pode mudar como o vento muda de direção. Claro que terá exceções, você vai achar aí um gato pingado de empresas com bons resultados mesmo sendo estatais, mas eu prefiro fugir delas, ter o governo como sócio coadjuvante já é demais pro meu coração.

      Pergunta 3: Você não entendeu, não uso DDM para todas as empresas, mas apenas para as de Crescimento de Dividendos, empresas brasileiras (todas) e algumas empresas americanas que não sejam de crescimento de dividendos eu prefiro usar o fluxo de caixa descontado, como é o caso da MANH que é um trade de valor e que não distribui dividendos, nesse caso não tem nem como usar DDM nela. DDM é apenas para empresas que pagam dividendos crescentes, ou seja empresa que paga a mais de 5 anos (apesar de preferir 10 anos) ano a ano um dividendo superior ao ano anterior.

      Pergunta 4: Eu não uso fluxo de caixa para FII eu ainda não tenho nenhuma precificação para FII, se encontrar algo especifico até uso, mas precificação o pessoal acha que é só pegar a formula e sair aplicando, tem que saber pra qual tipo de empresa a formula foi desenvolvida, pra qual objetivo se é de curto ou longo prazo, ajustar os parâmetros para empresas brasileiras, FIIs e empresas americanas enfim pessoal costuma generalizar o que não se pode generalizar. Sobre esse método do portinho e do Trade System do Bem eu não gosto porque ele pressupõe que você deve aportar na que tiver caído mais na bolsa. Pare pra pensar, se uma ação caiu mais é porque ela teve um resultado inferior a expectativa do mercado, salvo algumas noticias que acabam guiando as manadas por algum tempo, mas de modo geral a cotação vai refletir os resultados, se você aportar nessa empresa que teve um resultado abaixo da estimativa vc vai estar aportando em algo que está piorando, vou te dar um exemplo pratico:

      ano 1
      ação A com valor justo calculado 100 – preço atual no HB (home broker) 50
      ação B com valor justo calculado 100 – preço atual no HB 50

      ano 2 – ambas as empresas tiveram resultados ruins com queda de 50% na cotação A e 60% na cotação B
      Ação A cai o preço justo calculado para 90 -preço atual no HB 25
      Ação B cai o preço justo calculado para 50 – preço atual no HB 20

      Nesses métodos que você disse o certo seria comprar a que estiver com menor preço, ou seja, ação B porem ambas caíram mas a que tem o melhor custo x beneficio comparando o preço justo com o preço atual é a ação A. No caso vc estaria comprando uma empresa pior comprando a ação B.

      Eu nesse exemplo compraria a ação A porque a minha “margem de segurança” sai de 50 reais para 65 reais na ação B ela saiu dos mesmo 50 reais para 30 reais veja que mesmo ela tendo caído sua margem de segurança também caiu muito.

      Enfim foi um exemplo tosco e mau elaborado mas só pra você ter uma ideia por alto do que estou falando o ideal seria montar o post a respeito e devo faze-lo, mas só pro futuro. Por hora espero ter colocado um pouco mais de luz sobre essas questões no mais foi interessante o debate.

      Abraços e bons investimentos.

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  • 30 April 2015 at 17:39
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    Muito bom!
    Gostaria de saber quando você decide comprar a empresa depois que ela passa em todos os critérios? Você vai lá e compra a valor de mercado ou tem alguma técnica para comprar no preço que você considera ideal?
    Não há precificaçao na sua análise?

    Gostaria de saber como você faz a sua diversificação? Como você decide os setores que você analisará para escolher uma empresa ?

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    • 30 April 2015 at 19:21
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      Olá Erick

      Determino primeiro quantas empresas quero na carteira, claro que quando vou montando esse numero pode mudar ou mesmo no futuro pode surgir alguma ação muito interessante e não queira retirar nenhuma da carteira neste caso acabo adicionando mais uma. Determinado numero vou pesquisando as empresas no meio desse processo você vai descobrindo as melhores e piores uma vez que decido comprar lanço a ordem no HB sem me preocupar com preço do momento, até porque para o pequeno investidor que faz aportes periódicos não vai fazer qualquer diferença a empresa estar 10 ou 20% mais barata ou cara. Leia isso para entender um pouco o que penso do assunto.

      Eu utilizo precificação pra ter uma ideia se a empresa empresa está cara ou barata mas isso não me influencia em nada, veja só eu entrei em um trade de valor da Manhanttan, veja aqui, e ela está acima do preço que eu calculei como justo, mas eu analisei o case de negócio da empresa e mesmo assim aportei porque dado o cenário econômico e tendências de mercado acredito que ela vai ter bons resultados, tanto que isso reflete na cotação mesmo ela estando a um preço maior que seu valor justo, o mercado gera uma expectativa e se quiser investir terá que colocar na balança se vale a pena pagar um prêmio por isso.

      Tem muito investidor que gosta de comprar ações com um bom desconto do valor justo para o preço cotado, mas nem sempre isso pode ser caminho certo. Um exemplo clássico disso é o Warren Buffett que quando comprou IBM ignorou a APPLE porque essa não estava nos seus crivos de valor justo, ela já declarou isso e veja só 10 anos depois IBM +8% e Apple +2202% imagina a dor de corno não está aquele investidor que não entrou na Apple a 10 ano atras porque uma formula de precificação disse que não era pra fazer, nenhuma formula vai levar em consideração a administração da empresa, seu fosso competitivo, expectativas de mercado e outros crivos de qualidade, então é isso ou você estuda o case de negócio da empresa e acredita nela ou muitas vezes vai perder boas oportunidades porque a empresa está X% mais cara.

      Depois de montada a carteira gosto de usar precificação e valuation para fazer os aportes assim acabo sempre comprando a empresa que tem o melhor preço do momento, claro que tudo precisa de ter um bom senso e não deixar o percentual determinado para cada empresa muito deslocado do peso atual. Mas pra valuation eu uso para as empresas de crescimento de dividendos o DDM e para as outras utilizo o fluxo de caixa descontado (vou falar disso mais frente em um artigo especifico)

      Essas são as minhas estratégias não quer dizer nem que é o correto ou errado, mas cada um deve ir montando a sua e encaixando os pontos pra montar a carteira que mais lhe agrada.

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  • 6 March 2015 at 00:36
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    Meu brother, mais uma vez, MEUS PARABÉNS!!!! Estou a quase dois meses vasculhando informações simples e verdadeiras sobre investimentos na bolsa e na pouca leitura q fiz no teu blog percebo a tua boa vontade, disposição e sinceridade em compartilhar experiências tuas por preço zero!! Vc está ajudando muuuitos a não perder dinheiro, a pensar melhor, a investir melhor!! O q vc faz aqui é SOLIDARIEDADE !!! Mais uma vez, OBRIGADO! Não perca o foco, continue assim, COMPARTILHANDO E ACIMA DE TUDO, AJUDANDO ! Abço !

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    • 6 March 2015 at 17:26
      Permalink

      Olá L.I.B

      não é de graça o pagamento vcs vem fazendo que é o reconhecimento e apoio de varias pessoas que já comentaram

      vamos aprendendo juntos e melhorando a cada dia.

      sucesso pra vc nos seus investimentos.

      Reply
  • Pingback: Empiricismo Ingênuo | O Jogo do Dinheiro

  • 21 January 2015 at 13:25
    Permalink

    Interessante a dúvida acima, tb estou curioso

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    • 21 January 2015 at 18:37
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      Qual dúvida ? todas os posts foram respondidos.

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  • 14 November 2014 at 14:56
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    Gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa de expor seu patrimônio para motivar aqueles que, assim como você, estão iniciando nos investimentos. Muito bacana seu blog!

    Tenho certeza absoluta que você é egresso do Bastter (risos)! A gente de tanto ‘ouvir’, começa a falar igual a ele… O cara é fantástico… me sinto livre financeiramente por causa dele (mesmo ainda não tendo conseguido a independência financeira, só o fato de estar no caminho me faz sentir livre).

    Tenho dois questionamentos: 1) Quando você fala do critério Gestão da dívida, você comenta sobre o ROE. No entanto, nos seus quadros você não aponta o histórico deste indicador.
    2)Fiz meu cadastro no morning star por indicação do teu site. Achei muito interessante, mas como eu não tenho muito conhecimento sobre os termos técnicos dos balanços, tampouco em inglês, não foi tão confortável pra mim ver o histórico dos balanços do jeito que eles apresentam lá. Até porque os dados que visualizei só vão até cinco anos. Dito isso, poderia criar o tópico sobre a maneira que analisa usando aqueles dados de lá? (Precisa ser usuário premium ou no ‘free acount’ é possível obter os dados que temos no Bastter?)

    Grande abraço e continue firme!!!

    Reply
    • 15 November 2014 at 00:13
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      Olá jaoj

      Obrigado pelo apoio. A ideia é essa mesmo mostrar para o pessoal que é possível alcançar a independência financeira mesmo possuindo uma renda na média do brasileiro.

      Sobre o Bastter ele realmente conseguiu mudar a mentalidade do pequeno investidor. O mercado de investimento no país tem uma grande divida com ele por conta do excelente trabalho de educação que ele faz.

      Mas eu comecei a mudar minha visão sobre os investimentos estudando um pouco mais sobre o Jeremy Siegel (http://www.jeremysiegel.com) inclusive foi através desses estudos que achei o site do Bastter, que foi um dos tradutores do seu livro. Se tiver a oportunidade recomendo fortemente a estudar um pouco da filosofia do Siegel afinal a filosofia que o Bastter prega é totalmente embaçada nos princípios do Siegel.

      1 – Eu não gosto de escolher empresas pelo ROE eu só uso ele como medida para analisar o endividamento de uma empresa e saber se esse endividamento vem gerando frutos. Nesse caso ele seria como um indicador para matar uma dúvida, digamos que achei duas empresas do mesmo setor e ambas com números bem atrativos e o endividamento como diferencial eu posso pegar o ROE e ver o ROE histórico para saber se a que está mais endividada conseguiu gerar um retorno maior.

      2 – Sim no começo é um pouco difícil por conta da barreira do idioma, mas com um pouco de persistência e paciência vc tira de letra com o tempo, lógico que a cada lida de balanço vc acba aprendendo uma palavra nova. Sobre os dados vc pode pegar no site da NYSE onde fica os balanços lá é gratuito, mostra a cada 5 anos também, mas por lá tem a opção de escolher retroativo, aí vc consegue puxar os 5 últimos anos e depois os outros 5 anos fazendo 10 anos ao todo.

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  • 29 August 2014 at 16:55
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    Muito bom o site.
    Gostei mesmo.
    Vou acompanhar mais seguido.

    Quero investir fora do país para diversificar (uma pequena quantia até aprender)

    Tenho uma pergunta.
    Que site você utiliza para acompanhar os dados das empresas americanas?
    Para a bolsa brasileira eu utilizo o bastter.com
    E para a americana eu utilizo o aplicativo da Bloomberg para Iphone.

    Você utiliza algum outro site?

    Reply
    • 30 August 2014 at 00:43
      Permalink

      opa _Black

      O esquema é esse mesmo entrar aos poucos e de forma constante. Vai aprendendo devagar como funciona o mercado e conhecendo melhor as empresas.

      Eu recomendaria o Morning Star é o site que fornece os fundamentos para a NYSE o que você ver ali vai ter a certeza de que é o mesmo que foi publicado oficialmente pelas empresas.

      Mas eu costumo pegar muitos indicadores nos sites das empresas.

      Reply

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