Compras NYSE Abril 2014 – CVX

bacia-de-campos-420x282Nesse mês de maio segui montando a minha carteira de ações nos EUA. Meu foco tem sido em empresas consolidares no mercado americano e mundial o que chamamos aqui de Blue Chips, como é um mercado que não tenho tanto experiência quanto no brasileiro resolvi começar com um valor pequeno ir comprando empresas de analise e acompanhamento mais fácil, em resumo estou a fugir das small caps americana pela dificuldade que é analisar uma small cap.

Como eu mencionei no artigo sobre a compra da Baxter em abril eu efetuei a compra de algumas empresas, mas estou fazendo a analise desses ativos separadamente. Abaixo segue dados sobre a compra da:

Chevron Corp – CVX – 11

Chevron Corp – CVX

Chevron é como uma Petrobras americana, ela explora petróleo e qualquer outra coisa ligada ao produto, diferentemente da Petrobras ela consegue fazer a parte de refino entregando o produto acabado. Eu acho a Chevron uma das principais empresas americanas é impressionando como o pessoal consegue fazer essa empresa crescer, como é possível ver no meu quadro da empresa a receita e lucro quase que praticamente dobraram em 10 anos o dividendo saiu de 1,53 por ação para 3,90 sendo que ela manteve uma media de payout constante, consideramos que esse aumento é reflexo do bom desempenho dos lucros da companhia.

Vamos começar olhando as perspectivas da empresa, a Chevron começou a produção de gás natural na Angola aqui no Brasil também entrou em atividade o projeto Papa-Terra na costa do Ceara em parceria com a Petrobras ela iniciou a extração do primeiro óleo do projeto. Na Australia o projeto de gás natural a obra está em 75% concluída,  ao longo Read more

Chevron Corp – CVX

chevronChevron digamos que seja a Petrobras americana, uma empresa de Delaware fundada em 1926 como Standard Oil Company of California (sim é a empresa do Rockefeller o manda chuva americano) em 1984 mudou o nome para Chevron Corporation em 2001 para ChevronTexaco Corporation e em 2005 viram que o nome era muito idiota voltaram para Chevron Coporation.

A empresa tem inúmeras controladas e gerencia seus investimentos em controladas e coligadas e fornece suporte administrativo, financeiro, gestão e tecnologia para as subsidiárias norte-americanas e internacionais que se dedicam a operações totalmente integradas de petróleo, produtos químicos, operações de operações de mineração, geração de energia e serviços energéticos.

A empresa explora, produz, desenvolve petróleo e gás natural. Além de fazer o refino e comercialização do produto acabado, basicamente pega o petróleo bruto e transforma-o em combustível e muitos outros produtos derivados do petróleo.  O portifolio não termina por aí ela faz o transporte de petróleo bruto, gás natural e derivados de petróleo por oleoduto, embarcação marítima e trens.

As operações químicas incluem a fabricação e comercialização de produtos petroquímicos de commodities, plásticos para uso industriais e aditivos para óleos combustíveis e lubrificantes.

A empresa atua em todos os continentes do mundo. Nos EUA a Chevron é proprietária e opera um sistema extensivo de petróleo bruto, produtos refinados, produtos químicos, líquidos e gás natural através de dutos por todo o país.

A companhia expandiu em 2000 uma subsidiaria CES – Chevron Energy Solutions – voltada para captar fontes alternativas e limpas de energias. A CES desenvolve e opera projetos de energia comerciais e tem participação em 13 ativos de energia por meio de joint ventures nos Estados Unidos e Asia. Ela gerencia a produção de mais de 3100 megawatts de eletricidade por meio de joint ventures.

Tudo isso tem um porem, a companhia está sujeita a diversas leis e regulamentações sobre meio ambiente, saúde e segurança nos EUA e nos países que opera.

 

Veja como eu analiso as minhas empresas…

Veja mais artigos sobre a Chevron…

*Valores em U$

Os indicadores que uso para analisar empresas

analisando empresasNota: Este artigo é muito longo e eu não queria dividi-lo em duas partes, minha ideia era colocar para vocês leitores algo muito especial, então pode levar algum tempo para ler todo o artigo e absorvê-lo e espero que você goste.

Eu comecei a investir na bolsa com mais intensidade a partir do final de 2012, desde lá eu fui estudando e procurando aprender um pouco mais sobre o mercado de ações e como analisar empresas. Eu penso que nós somos nada mais do que produto de uma série de opiniões que captamos para montar nossa personalidade, caráter, enfim nosso EU.

Vamos ao longo do tempo sendo influenciados por formadores de opinião e estudiosos, por exemplo eu sempre carrego comigo uma lista de pessoas que de certa forma acabam me moldando, eu acompanho esses caras de perto e procuro saber sempre o que eles estão falando:

  • Tecnologia: Gustavo Faria (Coca-Tech)
  • Opinião: Prates (Sempre posto alguma coisa sobre ele por aqui)
  • Política: Olavo Carvalho
  • Investimentos: Jeremy Siegel, Ben Graham, Mille e Josh Peters

Não quer dizer que concordo com tudo o que eles dizem, mas de certa forma a maneira de pensar e as suas opiniões batem um pouco com as minhas, então acabo criando uma reciprocidade. Na área de investimentos eu prefiro fazer um compilado de todas as ideias e métodos, pego tudo misturo e vou aplicando nos meus investimentos e tentando achar o modelo ideal pra mim.

No inicio de 2014 eu comecei a investir no exterior (aka USA) inclusive esse foi um dos combustíveis que me fez montar esse blog, acima de ser uma ferramenta para expressar minhas ideias eu quis montar um canal com informações para que o pequeno investidor que deseje investir no exterior. Quando comecei a minha caminhada no exterior eu encontrei enorme dificuldade em achar material explicando sobre o assunto, decidi montar um blog que traga isso de forma simples e objetiva.

Nesses meus estudos sobre o mercado americano eu conheci uma estratégia de investimento em ações de crescimento dividendos. Esse sem duvida se tornou o pilar fundamental do meus investimentos, claro que essa estratégia é para o mercado americano, mas o conceito pode ser adaptado para a nossa bolsa.

Eu criei um sistema que pra mim funciona bem, pode não se encaixar no seu perfil mas talvez possa lhe oferecer uma base. Eu tenho uma serie de passos que realizo quando vou analisar uma empresa, não necessariamente eu sempre sigo os mesmos passos ou diretrizes para todas as empresas, cada caso é um caso. Analisar empresas é parte arte e parte ciência. Vamos falar do lado ciência e analisar os números concretos e depois olhar o lado arte.

Eu dividi a minha analise em duas partes distintas

Parte I – Analise quantitativa

Primeira passo é olhar os números da uma empresa, seus fundamentos. Normalmente eu uso uma base de pelo menos 10 anos, isso porque algumas empresas possuem ciclos de negócios um pouco longo e essa é uma base suficiente para suavizar esses ciclos ao longo do tempo.

Taxas de crescimento

Olho a taxa de crescimento nesse período chave de alguns indicadores como Receita, Lucro por ação e Dividendos por ação. Apesar de não ter taxas de crescimento especificas em mente, eu normalmente uso 5% ao longo de uma década, o mais importante é comparar essas taxas com os concorrentes do mesmo setor.

Payout

Eu gosto de olhar a taxa de crescimento de dividendos contra os lucros e fluxo de caixa livre e compara-la com a taxa histórica de Payout. Uma rápida olhada no Payout histórico pode dar uma ideia da existência ou não de uma possibilidade de crescimento futuro dos dividendos, para isso o payout deve estar no máximo na casa dos 80% ou abaixo disso.

Eu prefiro um número muito menor, eu costumo investir em empresas com Payout abaixo de 60% você pode até aceitar algumas empresas com o Payout um pouco superior dependendo do setor como Tabaco, Concessões ou Elétricas. No entanto tenha em mente que essa taxa de pagamento mais alto torna menos provável o crescimento dos dividendos no longo prazo é por isso que ações com Payout alto tem taxas de crescimento menores.

Muita gente adorar olhar Dividend Yield para saber se a empresa é boa pagadora de dividendo, enorme erro pois o Dividend Yield é atrelado ao preço do ativo e por alguma notícia ou alguma dificuldade no cenário macroeconômico a empresa pode parecer uma boa pagadora de dividendos sendo que não é uma vez que o preço cai e o dividendo permanece estável isso pode ser facilmente manipulado. O mesmo pode acontecer do outro lado uma empresa pode-lhe render ótimos dividendos mais estar com o preço alto pelo que realmente vale.

O ideal é buscarmos empresas de crescimento de dividendos, mas lógico que nenhuma empresa vai crescer para sempre, pegue o caso da Ambev aqui no Brasil, durante muito tempo foi uma empresa de crescimento sua cotação saiu de 20 reais para 90 e o payout mantinha-se sempre no mínimo. Agora que eles já têm o monopólio do mercado e não tem mais para onde crescer é possível observar que começaram a distribuir mais dividendos e aos poucos ela virará uma empresa de dividendos e isso é completamente normal no ciclo de qualquer empresa boa. Em contra parte temos os casos de empresas como as elétricas que trabalham com concessão e não tem como crescer nesse caso nada mais natural do que distribuir todo o lucro em dividendo.

É preciso entender o que você está comprando. Se é uma empresa de crescimento (crescimento nos lucros de pelo menos 10% ao ano) ou de dividendo (distribui pelo menos 80% dos lucros) para não gerar expectativas futuras equivocadas.

As empresas ideais são aquelas que conseguem ser um pouco das duas, distribuir uma parcela considerável de payout e mesmo assim ainda consegue ter um crescimento nos lucros, mas essas são poucas então de acordo com Peter Lynch temos que mesclar nossa carteira com essas categorias de empresas e não ficar apenas com uma única categoria.

Gestão da divida

Eu também olho o endividamento da empresa, uma endividamento fora do controle pode afetar agente assim como também pode afetar uma empresa. Muitas empresa usam alavancagem para aumentar o ROE (Retorno sobre o patrimônio liquido) nesse caso eu procuro fugir desse tipo de empresa.

Quando a empresa vem crescendo a divida de forma constante eu ascendo um botão de alerta e observo se o alto ROE não está sendo criado a custo de alavancagem financeira. O pior nesse cenário é quando uma empresa vem aumentando o endividamento e o ROE não está acompanhando o crescimento, tem um crescimento de ROE pífio ou nulo, nesse caso indica que a empresa está pegando dinheiro emprestado e não está conseguindo fazer essa grana render, o dinheiro deve estar indo para pagar dividas ou tapar buracos de investimentos mal sucedidos.

Eu vejo um endividamento de até 100% do PL como aceitável, sendo desejável abaixo disso, no entanto novamente é importante comprar a empresa que você está analisando com os demais pares do setor. Você normalmente verá empresas de concessões ou elétricas com um endividamento um pouco maior isso é até aceitável por causa da necessidade dessas empresas de financiar determinados projetos de grandes dimensões e eles normalmente tem uma maior estrutura de ativos.

Apesar das peculiaridades de cada setor eu não quero investir em uma empresa que só está financiando o seu crescimento através de dividas.

Analise avançada: Quando quero me aprofundar no endividamento da empresa eu costumo olhar o índice de cobertura de juros. Este valor é calculado pela divisão do lucro da empresa antes dos juros e impostos (EBIT) pelas despesas com juros. Qualquer número abaixo de 1 significa que a empresa não gera lucro suficiente para cobrir as despesas com juros, assim quanto maior esse indicador melhor eu uso acima 5 como ideal.

Margem operacional

Nós temos como calcular 3 tipos de margem, sendo Margem Bruta, Margem Operacional e Margem Liquida o que você mais se vê por aí é a Margem Liquida, infelizmente é o pior indicador dos 3 porque a margem liquida é manipulada facilmente por depreciações, amortizações e não recorrente, por isso esqueço a Margem Liquida que vemos por aí e trabalho apenas com a Margem Operacional que é calculada dividindo o lucro operacional pela receita.

A margem operacional é muito importante, se uma empresa possui uma margem operacional maior que os outros pares do seu setor, significa que ela é mais eficiente do que os concorrentes. Além do fato que empresas com boas margens operacionais tendem a passar melhor por crises e recessões.

Se a empresa está enfrentando uma concorrência a sua margem operacional pode diminuir, muitas vezes a margem caí antes das receitas e dos lucros, por isso a margem operacional é um indicador muito importante para sabermos se a empresa está enfrentando problemas. Peguemos por exemplo caso da Nokia que em 2012 perdeu 90% do seu valor, quem acompanhava as margens entendeu que ela estava com problemas e pulou fora bem antes pois as margens vinham caindo desde 2002 mesmo que no mesmo período lucro por ação até chegou a aumentar.

Fluxo de caixa livre – FCL

Fluxo de caixa Livre é o que sobra de dinheiro na empresa no final do período. Ele é um dos mais importantes parâmetros para medir o poder de ganho da empresa por parte dos investidores de valor, pois não está sujeito a depreciação, exaustão e amortização.

Apesar disso quando olharmos para o FCL devemos ter uma perspectiva de longo prazo porque o fluxo de caixa livre no ano pode ser drasticamente afetado por despesas com o imobilizado e equipamentos. Ao longo do tempo o fluxo de caixa livre dá uma idéia muito boa sobre o poder de geração de renda da empresa.

Vale lembrar que diferente de patrimônio, receita, lucros esse fluxo de caixa livre é uma analise de competência totalmente diferente, por exemplo digamos que uma empresa vendeu um produto em janeiro e dividiu para o cliente o pagamento em 24 x esse valor total da venda entra na receita/lucro mas no fluxo de caixa vai entrando apenas as parcelas que o cliente for pagando. Por isso deve-se olhar ele no longo prazo e ter em mente que é um dado totalmente diferente do lucro.

Tem algumas empresas que possuem o FCL negativo porque investem muito para o crescimento, um exemplo disso é a MULTIPLAN eu não gosto muito desse estilo de crescimento, vamos analisar melhor: digamos que você tem uma padaria e ela está indo bem aí resolve montar uma outra no bairro vizinho como você não tem dinheiro para montar ela (seu FCL é insuficiente) você resolve ir no gerente do banco e pegar um empréstimo para alavancar o seu investimento, é mais que obvio que você vai trabalhar nessa segunda padaria para o banco porque os juros desse financiamento vão correr os seus lucros.

Pois bem o mesmo vale para empresas que gostam de investir com dinheiro de terceiros e que deixam o FCL ficar muito negativo, eu não estou falando que não se deve usar financiamentos para alavancar o negócio, tem momentos que vale até mais a pena usar dinheiro do banco do que o do próprio caixa da empresa, mas se a empresa ficar por muito tempo com o FCL vermelho pode ter certeza que esses juros irão começar a corroer os lucros.

Portanto eu procuro fugir de empresas com FCL negativo por muito tempo. Um ou dois anos consecutivos até relevo porque pode ser fruto de eventos não recorrentes, passando disso eu abro uma sinal de alerta e começo a olhar os resultados mais de perto se a coisa não melhorar saiu da empresa e parto pra outra.

Valuation com DCF

Apesar de não usar o DCF como indicador para determinar se a empresa pode ou não entrar na carteira gosto de mensurar o valor justo do ativo para ao menos ter uma ideia. Muitas vezes mesmo o ativo estando acima do seu valor justo opto pela compra, tanto que se olhar na minha carteira vai encontrar diversas empresas nessa situação, isso porque eu acredito que a analise qualitativa pode me indicar algum ponto muito positivo na empresa que me leve a desconsiderar o fato de estar comprando acima do valor justo, além do mais para nós pequenos investidores e com aportes mensais no longo prazo não faz muita diferença o preço de compra de uma empresa.

Apesar de não utilizar o DCF como decisivo na escolha de uma empresa, gosto de aplica-lo na hora dos aportes, portanto vale a pena uma leitura nesse artigo, onde explico mais sobre esse método de precificação utilizando o Fluxo de Caixa Descontado.

Medir eficiência das empresas

Gosto de medir a eficiência da empresa ao longo do tempo, principalmente nos momentos de crise econômica, onde é muito importante identificarmos as empresas que mantiveram a melhor eficiência nesses períodos. Para analisar a eficiência de uma empresa utilizo alguns indicadores como o “Prazo para recebimento das vendas da empresa“, o “Giro de estoque“, o “Prazo para empresa pagar seus fornecedores” e por ultimo fechando com chave de ouro dou uma olhada no “Giro de caixa“.

Geralmente olho esses indicadores uma vez por ano, não acho que seja necessário acompanha-los todo o trimestre e na primeira analise sempre comparo a eficiência da empresa com os seus concorrentes diretos e olhando numa base histórica de pelo menos 10 anos.

Parte II – Análise Qualitativa

O pessoal confunde um pouco as coisas e muitas pessoas acabam levando para o lado extremo da analise de empresa, tem gente que parece meio xiita ao analisar empresa e acha que tudo pode ser captado apenas nos resultados, não estou aqui falando que os indicadores da empresa não são importantes, mas apenas que eles devem ser usados junto com uma boa dose de feeling.

Eu não tento acertar sempre, errar é muito importante pois é onde vou pegando experiência e vendo onde posso melhorar, lógico que deve existir junto com isso um processo contínuo de auto reflexão.

Esta fase de analise é onde eu me pergunto o que a empresa em questão faz. Como eles fazem dinheiro? Eles vão conseguir ser capazes de continuar a fazer dinheiro no futuro usando o modelo de negócio atual? As pessoas gostam dos seus produtos ? Porque e porque não ? A empresa tem uma boa reputação ? Qual o cenário competitivo ? Existe um ambiente regulatório favorável ou desfavorável ? A empresa se diversificou ou estão excessivamente confiantes em um produto ou serviço ? Eles são capazes de se transformar, quando necessário ?

Fosso econômico

Um termo cunhado por Warren Buffett, é importante olhar para cada empresa como um castelo. E em torno deste castelo existe um fosso. E é esse fosso que protege a empresa contra as hordas de concorrentes que tentam destruir o castelo. Quanto maior o fosso é mais provável que a empresa será rentável por muitos anos.

Economias de escala

Quando eu analiso os relatórios anuais eu procuro vantagens como economias de escala, o que proporciona a empresa maior rentabilidade com o aumento da produção por meio da redução dos custo unitários fixos. Por exemplo, seria extremamente difícil para uma nova empresa bebidas competir com The Coca-Cola Comapny (KO), porque a Coca-Cola é capaz de produzir suas bebidas a custos muito baixos, engarrafando enormes quantidades de líquidos. Isso permite que a Coca-Cola comprar matérias-primas a preços muito baratos porque está comprando numa escala muito maior que os concorrentes. Uma nova empresa de bebidas, por outro lado, não terá este tipo de poder de negociação, vai ver seus custos de entrada subir o custo unitário para cada garrafa de bebida produzida.

Ser um revendedor de baixo custo é outra vantagem de ter economias de escala significativa. Wal-Mart Stores, Inc. (WMT) por exemplo, é conhecido pela sua capacidade de sufocar a concorrência, porque eles são capazes de suprir o mercado com produtos mais baratos do que o varejista ao lado. Eles são capazes de negociar com fabricantes de produtos, devido a natureza de suas lojas com uma cadeia de fornecimentos maciços aparentemente em toda a parte, Wal-Mart pode fornecer aos consumidores produtos a custos mais baixos. Isso seria um fosso econômico difícil de se conquistar.

Além disso as economias de escala também permitem que uma empresa negocie outros aspectos do negócio. Por exemplo, eles podem ser capazes de obter empréstimos maiores, com taxas de juros menores, o que lhes permitiria retornos potencialmente mais elevados para os acionistas do que uma pequena empresa.

Outra grande vantagem são as redes de distribuição, peguemos a Coca-Cola como exemplo novamente. Seus produtos estão disponíveis em mais de 200 países. Isto dá-lhes não só uma vantagem contra potenciais novatas, mas contra todas as outras empresas que competem no mercado. Além disso é esse tipo de diversificação geográfica que lhes permite participar em mercados de todo o mundo e suavizar o crescimento ao longo do tempo, simplesmente porque alguns mercados estão crescendo mais rápido do que outros. Podemos pegar um exemplo parecido aqui no Brasil com a Ultrapar Participações SA (UGPA3) que ao comprar o Ipiranga e agora mais recente a Extrafarma faz um processo de expansão agressivo aumento a escala a nível nacional.

Marca

A marca é um fator determinante na escolha de um produto, durante anos a Coca-Cola reinou como a principal marca do mundo, quem nunca passou pela experiência de chegar num boteco e pedir uma Coca-Cola e o atendente dizer que só teria uma tal de “Cola-Tripa” geralmente a nossa resposta é “Então me vê uma garrafa de agua”.

Nos últimos anos a revista Bloomberg faz um levantamento das marcas e nesses últimos dois anos a Apple desbancou a Coca-Cola e assumiu o posto de marca mais valiosa do mundo, não é atoa que seus produtos são bem mais caros que a concorrência, graças ao poder de sua marca.

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Este poder da marca é uma enorme vantagem sobre os rivais, permite a empresa manter um certo poder de preço, o que significa que eles podem cobrar um prêmio pelos seus produtos, que garante melhores margens. Produtos de marca geralmente tem proteção contra a inflação porque quando as pessoas estão acostumadas a usar um produto eles estarão propensos a continuar independente do cenário econômico.

O mais importante é que a fidelidade da marca permite que a empresa repasse aumento de custos para os clientes, junto com aumentos de outro modo justificados pelas demandas do negocio.

Barreiras de entrada

Todas as vantagens competitivas acima são barreiras de entradas em si, mas às vezes você realmente tem obstáculos significativos específicos da industria que impedem a entrada de novos players. Vou citar dois exemplos, o primeiro seriam as ferrovias, eu fiz uma analise no setor de ferroviário americano mas quero falar especificamente da Norfolk Southern Corp (NSC) se olhar a malha onde ela atua seria praticamente impossível a entrada de um concorrente, as ferrovias ja estão estabelecidas no mercado americano e isso dificilmente vai mudar assim as barreiras de entrada de um novo concorrente no negocio são extremamente elevados. Mesmo que uma nova empresa decida construir novos trilhos, o que é quase impossível, você teria enormes custos e necessitariam de um capital enorme o que acaba tornando o investimento inviável. Outro exemplo é quando uma regulação protege o mercado em que a empresa está inserida como o caso da Souza Cruz (CRUZ3) aqui no brasil a empresa conseguiu o monopólio do mercado graças a regulação do governo que tornou impossível a entrada de uma concorrente no cenário nacional.

Elevados custos de transferencia

Esta é outra vantagem competitiva que uma empresa de alta qualidade pode empregar e quando usado corretamente pode ser muito eficaz. Essa vantagem em particular é uma das razões que me fez investir na Totvs SA (TOTS3). Uma vez que uma empresa decide integrar a solução da Totvs dentro da sua infra-estrutura de TI, pode ser bastante difícil de mudar para outro fornecedor. Isso dá a Totvs uma enorme vantagem, desde que continue a prestar serviços e soluções de qualidade.

Conclusão

No mais eu procuro estudar a governança da empresa, vejo se os diretores estão cumprindo as metas propostas na vídeo conferencia e releases de resultado.

Vejo se a empresa está inserida competitivamente no mercado em que atua.

Fujo de empresas turn-around, pré-operacionais e tomo muito cuidado com empresas que tiveram IPO recentemente procuro empresas com mais de 10 anos na bolsa de valores.

Leio pelo menos um balanço da empresa por ano e acompanho seus números duas vezes ao ano.

Tento entender o cenário macroeconômico onde a empresa está inserida, as vezes os números podem ter ficado ruim mais a empresa ainda é boa pode ser efeito de alguma crise econômica do país e nesse caso varias empresas sofrem com isso, procuro identificar esses momentos para não ser influenciado com notícias tendenciosas.

Espero que tenham gostado desse artigo explicando sobre os indicadores que uso para analisar empresas na bolsa de valores.

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