Quem tudo quer, tudo perde

Quem tudo quer, tudo perde

ConsumismoO sucesso nos investimentos depende mais de nosso controle emocional do que da técnica que usamos em nossa carteira, por isso vou tentar trazer sempre algum tema interessante relacionado a nossa vida, e que trate das nossas emoções tanto profissional quanto pessoal.

Existe uma pequena frase popular: quem tudo quer, tudo perde

Eu gosto muito de ditos populares, eles conseguem carregar verdades irrefutáveis que são transmitidas por gerações em uma sociedade. .

Eu já disse aqui antes que o importante nos investimentos não é a nossa rentabilidade, mas sim o quanto conseguimos investir por mês, o quanto conseguimos poupar por mês das nossas despesas.

O que podemos encontrar nos dias de hoje são pessoas que desejam tudo, que vivem sendo controladas pelo impulso do consumismo.

Muitas das vezes nem precisamos de determinado produto, mas pelo desejo acabamos comprando, geralmente esse desejo esta ligado a uma tentativa de se auto afirmar perante aqueles que são mais próximos ou para tampar alguma carência interna.

A sociedade nos ensina desde cedo a julgarmos os outros pelo que possuem e não pelo que são, você consegue perceber isso muito fácil é só ir numa reunião de família num feriado ou por um simples acesso a sua conta do facebook.

Quem tudo quer são pessoas que confundem necessidade com desejo, você tem a necessidade de almoçar todos os dias, mas o fato de almoçar no restaurante mais caro é desejo, necessidade é algo imperioso não podemos controlar na maioria das vezes já o desejo devemos sempre que possível deixar de lado.

Essa exaltação do desejo ao invés da necessidade além de já ser constantemente explorada pela indústria do consumismo tem sido foco de política econômica do nosso governo. Ao invés dele focar o crescimento do pais em infra-estrutura, educação etc ele estimula o crescimento através do consumo. Não podia dar outra coisa… Basta ler os jornais e ver o nível de endividamento do brasileiro que esta maior do que nunca.

A sociedade do consumo, os estúpidos da vida que endividam-se querendo ter tudo, acabam sem nada ou com muito pouco. Sobram-lhe as dívidas e eventualmente os casamentos desfeitos.