Tudo sobre Ganho de Capital em investimentos no exterior

receita ganho capitalEsse acredito ser um dos últimos posts da série dedicada a imposto de renda para ações e investimentos no exterior. Pra quem não acompanha o blog, aqui é possível ver como declarar as ações dos Estados Unidos na sua declaração do Imposto de Renda e aqui é possível ver como declarar os dividendos recebidos no exterior e também tirar algumas dúvidas sobre o tema dividendos aqui.

Na teoria

Ganho de capital é da diferença entre o valor que você comprou a ação e o valor que você vendeu, digamos que comprei uma ação da Manhattan Associaties (MANH) por 50 dólares e vendi por 55 dólares ou seja tive um ganho de capital de 5 dólares na operação. Esses 5 dólares que você ganhou parte dele fica retido com o Governo Americano e parte dele você vai pagar ao Governo Brasileiro.

Quando você vende ou compra uma ação nos EUA o governo americano manda para o governo Brasileiro os dados da sua operação, por isso é importante você declarar corretamente esses dados e pagar o imposto devido sobre esse ganho de capital.

Para fazer essa declaração ao governo brasileiro você precisa de usar um programa da Receita Federal chamado Ganho de Capital em Moeda Estrangeira que vamos chamar de GCME, basicamente nesse programa você vai informar o valor que você comprou a ação e valor que vendeu, o resto ele vai calcular pra você. Mais abaixo nesse mesmo artigo temos um exemplo pratico de como fazer esse procedimento.

Acho que fica mais fácil apresentar o conceito através de perguntas e respostas (FAQ), fui catalogando as principais duvidas que o pessoal me mandou e outras que eu mesmo tive ao longo do processo de pesquisa sobre o assunto:

  • Quando devo informar o Ganho de Capital em Moeda Estrangeira?

O ganho de capital deve ser feito até o ultimo dia do mês subsequente a operação de venda. Após esse prazo será passível de multa de 0,33% por dia de atraso e limitada a 20% do valor e juros de mora da taxa Selic para pagamentos de títulos federais.

Apesar de declarar o GCME quando ocorrer você também deve importar esses dados para o programa da receita que faz a declaração anual do IR.

  • A partir de qual valor eu devo declarar no programa de GCME?

A receita oferece uma isenção de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) para ganhos de capital no exterior, nesse caso se a sua operação no mês foi inferior a esse valor você não precisa de declarar nada no programa, você só vai declarar e pagar imposto se ele exceder esse valor.

  • No caso de exceder a isenção eu declaro o valor total ou apenas a diferença ?

Indaguei o fiscal da receita sobre isso, ele me disse que não tem nada na lei explicando sobre, mas em outras situações de isenções a regra é para declarar apenas a diferença, assim digamos que você tem um ganho de capital de R$ 50k você declararia no programa apenas R$ 15k pois você tem uma isenção de 35k conforme mencionei na questão anterior.

  • Qual a ficha eu declaro as operações de venda de ações?

Existem 3 fichas no programa:

  • Rend auferidos em reais
  • Rend auferido em moeda estrangeira
  • Rend auferido em ambas as moedas

No caso das ações comprada em bolsa americana em dólar você deve usar a opção de Rend auferidos em moeda estrangeira, tome muito cuidado pois muitas pessoas confundem e estão usando a ficha de “Rendimento auferidos em reais” e isso é errado pois as ações foram compradas e vendidas em dólares, eu mesmo pensava que deveria pegar o valor da compra converter pra real depois o valor da venda e converter pra real, mas o fiscal da receita me mostrou um artigo que diz o contrario e explicou que no meu caso não devo fazer isso porque é rendimento auferido originalmente em moeda estrangeira.

Só pra abrir um parênteses aqui, vou dar um exemplo de quando se usa o rendimentos auferidos em reais, certa vez um desses consultores financeiros achou meu celular e me ligou perguntando se poderia ir ao seu escritório, chegando lá ele veio me oferecer uns Fundos de Investimento no exterior que operava basicamente em dividas de países emergentes, coisa como china, russia, índia, etc o esquema era o seguinte eu compraria as cotas em reais mas o fundo ficava em dólar quando fosse vender dava a ordem e caia em reais na minha conta, nesse caso você usaria a ficha de Rend Auferidos Originalmente em Reais, pois na pratica não rolou um contrato de cambio no meu nome convertendo os reais em dólares.

No caso das ações lembra que na declaração delas no IR eu orientei vocês a colocarem o numero do contrato de cambio veja aqui, é pra comprovar que os rendimentos daquilo foram auferidos em dólar e não em reais.

Portanto se você opera como eu através de uma corretora lá no exterior com saldo em dólar, comprando e vendendo em dólar você deve usar a ficha Rend auferidos em moeda estrangeira.

  • Eu devo pegar o valor do dólar que eu comprei e converter em Reais?

Se você estiver investindo em ações como eu, não deve pegar o valor do dólar no momento que você comprou e converter para reais porque na ficha de Rendimentos auferidos em moeda estrangeira não pede a cotação do dólar de compra, apenas a cotação do dólar de venda.

  • Qual a cotação eu devo usar para o dólar de venda?

Você deve usar a cotação do Banco Central do dólar dos Estados Unidos da America em relação ao Real para a data da venda, informe isso no campo correspondente conforme expliquei no exemplo abaixo.

  • Estou operando em outro país diferente do EUA qual cotação uso?

Nesse caso converta a cotação da moeda que estiver operando para o dólar americano e depois para o real.

  • Tive um prejuízo posso compensa-lo conforme é nas ações do Brasil?

Não. Nesse caso se você teve um lucro numa operação de 50k e em outra teve um prejuízo de 60k não importa você vai pagar imposto sobre os ganhos de 50k e não poderá abater o prejuízo como é nas operações em bolsa no Brasil, ou seja saiba muito bem o que está fazendo lá fora porque o prejuízo pode ser dobrado.

  • Ao realizar a venda de uma ação o governo americano morde 0,002% de tax fees eu posso usar isso de credito no Brasil?

Pode e deve usar o crédito. Desde que não sejam compensado a você pelo governo americano todo imposto que você pagar na fonte nos EUA podem ser usados como credito no Brasil, no exemplo abaixo eu mostro onde informar isso no programa de GCME.

  • Quais os países posso usar esse credito de imposto?

Atualmente apenas 3 países tem tratado de reciprocidade com o Brasil, sendo: EUA, Alemanha e Inglaterra. Fora esses 3 os imposto que você pagar no exterior não pode ser usado como credito aqui no Brasil.

  • O programa de GCME me obriga a preencher um nome, o que eu faço?

Existe um bug nesse programa de GCME que obriga o preenchimento de um nome quando realiza um ganho de capital que não seja de natureza Liq e Resg. Aplicações Financeiras, nesse caso você pode informar qualquer coisa ali eu optei por colocar um X.

Nota: pra quem não sabe nos exemplos acima quando me referi a um valor como 10k na verdade é 10 mil o K simboliza múltiplos de mil.

Na prática

Na prática precisamos de baixar o programa de Ganho de Capital em Moeda Estrangeira no site da Receita do Brasil. Utilize esse link: Download programa GCME

1 – Uma vez baixado e instalado abra o aplicativo e clique em “Novo Demonstrativo” uma cartinha branca e depois preencha seu CPF e Nome na tela abaixo:

gcme1

2 – As ações devem ser declaradas no item “Bens, direito ou aplic. financeiras” depois em “Rend. auferido em moeda estrangeira”

gcme2

3 – Clique no botão “Novo” na parte inferior e na aba de “Identificação” vamos informar:

  • Nome: Informe apenas “x” existe um bug no aplicativo que obriga esse preenchimento.
  • Especificação: Informe a descrição da venda incluindo o ativo, código na bolsa, bolsa em que foi realizada a operação e a corretora. Algo como:

    Venda 1000 ações da Manhattan Associaties Inc Corp (MANH) na bolsa NASDAQ Stock Market (NAS) pela corretora COR Clearing LLC (Just2Trade)

  • Natureza da operação: Escolha a opção de Venda
  • Data de aquisição: informe a data em que comprou a ação
  • Data de alienação: informe a data em que vendeu a ação
  • Alienação a prestação: informe Não
  • Custo de aquisição (US$): informe o preço total em dólares que você pagou, se tiver comprado em outra moeda precisará converter para dólar. Se desejar pode considerar os custos de corretagem. Não esqueça de considerar a isenção de R$ 35.000,00.
  • Custo de alienação (US$): informe o preço total em dólares que você recebeu na venda, se tiver vendido em outra moeda precisará converter para dólar. Se desejar pode considerar os custos de corretagem. Não esqueça de considerar a isenção de R$ 35.000,00.
  • Imposto pago no Exterior: informe os Estados Unidos (código 249) no país e some o total de imposto pago direto na nota de corretagem multiplique pelo dólar do banco central do dia e informe no campo “Valor do Imposto em Reais“.
    misc feeAcima tem um resumo de uma ordem de venda minha na Just2Trade veja que o TioSam morde na fonte $0,02 dólares que é o equivalente a 0,002% da ordem. Você pode usar esse imposto que pagou la na fonte nos EUA como credito no pagamento de imposto do Brasil. Abaixo um exemplo da aba de Identificação preenchida.
    gcme

 

4 – Agora é partir para a aba de Apuração clicando nela no rodapé da tela.

  • Preencha a cotação do dólar no campo 1 da imagem, a cotação deve ser apenas a do dia que a venda foi efetuada, usar a cotação do dólar americano pelo Banco Central, caso tenha operado em outra moeda diferente do dólar americano, converta para o dólar e depois para o Real.
  • No campo 2 da imagem “Imposto Pago no Exterior Passível de Compensação (R$)” informe o valor em reais que você tem de credito pelo imposto retiro nos EUA.
  • No campo 3 o sistema exibe o calculo do ganho de capital, confira se está correto.
  • No campo 4 tem o valor que você vai pagar de imposto. Veja mais abaixo como fazer a impressão do DARF.

gcme apuracao

Imprimindo DARF

Depois de feita a declaração precisamos de imprimir o DARF para efetuar o pagamento dos impostos, dentro do programa clique no ícone da Impressora na parte superior, escolha o sua ficha na listagem que vai aparecer, em seguida escolha a impressão de Darf de Bens, Direito e Aplicações Financeiras.

darf

Recomendo também imprimir o Demonstrativo para guardar de comprovante caso passe por alguma malha fina. Selecionando a opção de DARF e clicando em OK vai aparecer uma tela para selecionar o mês e a ficha que deseja imprimir.

darf2

Ao clicar em OK o programa exibe numa tela de visualização o DARF a ser impresso, mas basicamente é só usar o código 8523 veja abaixo o DARF de teste impresso.

darf impresso

Conclusão

A conclusão é que esse é o único imposto que você vai pagar feliz, porque se estiver pagando significa que ganhou muito dinheiro, brincadeiras a parte não existe imposto que se paga feliz.

A ideia dessa serie de artigos sobre IR é trazer um pouco de luz sobre alguns temas controversos e mostrar para quem deseja investir no exterior que não é nenhum bicho de sete cabeças e que não existe nenhuma obrigação muito diferente da que já temos ao investir em ações no Brasil, ou seja burocracia não vai ser um dos motivos que vai lhe impedir de investir nos EUA.

Apesar de tentar ser o mais detalhista possível pode ser que não tenhamos abordado determinado ponto portanto os comentários estão livres para quem quiser opinar, não sabemos tudo mas o pouco que sabemos tentamos disponibilizar para enriquecer ainda mais comunidade de investidores.

Se você gostou do artigo coloque seu e-mail na coluna ao lado para receber os novos artigos diretamente na sua caixa de correio ou curta a nossa pagina no Facebook.

174 thoughts on “Tudo sobre Ganho de Capital em investimentos no exterior

  • 24 November 2016 at 17:14
    Permalink

    Como tributar ganho de capital quando se tem títulos no exterior, digo BONDS.
    obrigada.

    Reply
    • 24 November 2016 at 17:29
      Permalink

      ola juliana

      mesma forma pra qualquer investimento no exterior

      Reply
  • 13 November 2016 at 15:31
    Permalink

    Bom dia,

    Voce poderia fazer um exemplo de como deduzir os 35 mil em uma operação como esta?

    1 operacao no mes
    Compra R$ 100 mil
    Venda R$ 120 mil

    A dúvida é porque diminuindo compra/venda por 35 mil o lucro continuaria igual, sendo o imposto o mesmo. Como se faria esta conta?

    Reply
    • 13 November 2016 at 21:53
      Permalink

      ola PW

      tem uma discurso nos comentarios em aberto, porque o fiscal da receita não sou me explicar sobre essa dedução, no caso poderia se ela deveria ser abatida caso excedesse e aí declararíamos a diferença, ou se exceder vc teria que declarar tudo

      nesse ponto seria melhor vc conversar com seu fiscal de planta no posto da receita mais próximo

      Reply
  • 31 October 2016 at 17:46
    Permalink

    Caro VdD,

    Parabéns pelo trabalho e blog, bastante esclarecedor. Infelizmente ainda tenho uma dúvida que parece ser recorrente na maioria dos comentários. Pesquisando na Internet achei o post abaixo do site da própria receita. O glossário da página define Alienação como: “Lucro obtido na alienação de um bem ou direito”. Minha dúvida: o limite de 35K é em relação ao lucro? Se comprei 1000 ações por USD10,00 e vendi por USD 20,00, com dólar a R$3,50 na data da venda, tive um lucro de USD10.000,00 = R$35.000,00 ainda no limite da isenção? Ou devo considerar o valor total da venda de R$70.000,00 e pagar imposto sobre a diferença, no caso também de R$35.000?
    Outra dúvida, no GCME em Apuração existe um campo de Valor de Redução Lei n 11.196/ 2005. Entendo que esse valor seja no máximo de R$35.000,00 a cada mês. Está correto meu entendimento? Se sim, o próprio programa da receita aplica a isenção sobre o lucro e não sobre o total da venda.

    Grato

    http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2015/perguntao/perguntas/pergunta-628.html

    Reply
    • 31 October 2016 at 19:36
      Permalink

      Serio,

      Pelo que sei alienação se refere a vendas e não ao lucro. Portanto pega-se bem próximo ao que temos nas ações a nível brasil no qual você tem uma isenção de 20k para Vendas e não lucros por mês. Só que no exterior é outro valor!

      Reply
      • 1 November 2016 at 00:10
        Permalink

        Obrigado pela pronta resposta. Qual seria o valor máximo que eu posso colocar no campo mencionado do GCME/ Apuração? Não seria uma forma mais precisa de manter todos os registros de movimentação, sem descontar os 35k, se utilizassemos esse campo?

        Reply
        • 1 November 2016 at 01:11
          Permalink

          a instrução não é essa, dá uma lida no artigo pra entender como preencher

          Reply
          • 1 November 2016 at 12:13
            Permalink

            Obrigado VdD. Claro que já tinha lido e entendido o artigo e comentários. Realmente fiquei na dúvida com relação ao campo mencionado. Dei uma olhada na ajuda do programa GCME e lá fica claro que o campo de “Valor de Redução…” é somente utilizado no caso de alienação imóveis.

  • 12 October 2016 at 21:05
    Permalink

    Olá, excelente o blog e o post! Parabnéns! Uma dúvida:

    Supondo que ganhe US$100k em uma venda de ações nos EUA. Para uma cotação de 3,20, receberia R$320.000 no brasil. Mas devido ao spread cambial, recebo menos, cerca de R$310.000,00. Ainda assim devo declarar US$100k e pagar imposto sobre o spread?? Ou devo ajustar para que o valor em $$ seja o equivalente ao ganho real?

    Reply
    • 12 October 2016 at 23:46
      Permalink

      Olá Renato

      Obrigado, mas o spread não entra no cálculo. Pela receita pega-se o dólar do momento da venda pelo BC e não o dólar que vc pagou na repatriação.

      Dá uma lida no artigo que tem justamente essa sua dúvida lá

      Reply
      • 21 October 2016 at 15:42
        Permalink

        Delsculpe, nao ficou claro para mim… No artigo está: ” Se desejar pode considerar os custos de corretagem. Não esqueça de considerar a isenção de R$ 35.000,00.”

        Minha preocupação é eu ter vendido por um valor em dolar X e na hora de colocar no GCME aparecer um valor em dólar menor (devido ao desconto dos R$35k e do custo de corretagem/spread). Isso é OK para a receita?

        Reply
        • 21 October 2016 at 19:02
          Permalink

          spread é uma coisa variação cambial é outra

          Reply
  • 29 September 2016 at 16:34
    Permalink

    Boa tarde!

    Acabei lendo todos os comentários para me aprofundar na isenção dos 35k. Porém ainda não estou com a certeza da maneira como deve se fazer. Eu faço inúmeras operações por mes e a maioria acima de 35k, nesse caso pelo que entendi, eu escolheria apenas uma destas operações, ja que a isenção é por mes e nao por operacao, certo? Sendo assim o ideal seria escolher a operacao que deu o maior lucro para subtrair os 35k e assim reduzindo da melhor forma a taxa DARF. É isso mesmo?

    E vamos para outra situação:

    Venda de 1 ação a 33k.
    Venda de outra ação a 5k

    Na situação acima eu iria apenas incluir no GCME a 2a venda e declarar 3k?

    Bom espero que consiga tirar minhas duvidas. Parabens pelo blog e por este Post que é o unico que consegue esclarecer o caminho para investir no exterior!

    Reply
    • 30 September 2016 at 05:02
      Permalink

      Olá PW

      Sim. Vc tem isenção dos 35 aí declara o excedente, se tiver feita mais operações depois da 35k todas devem ser declaradas e pagar imposto.

      Reply
  • 14 September 2016 at 17:40
    Permalink

    VD

    Veja se você consegue me dar uma dica.
    Eu tinha recursos no exterior concentrados em ações de uma empresa estrangeira. Na ocasião de sua venda recolhi devidamente o IR conforme instruções do GCME, como PF.
    Com esses recursos constitui uma empresa no exterior (PJ), a qual tem portanto seu domicílio fiscal em outro país, não no Brasil. Essa empresa colocou seus recursos em um banco gestor o qual faz judiciosamente os investimentos (da empresa), às vezes obtendo resultados, às vezes não. Nunca fiz uma retirada, como quotista, nem sequer recebi dividendos.
    Faço minha declaração anual de IR onde constam essas quotas da empresa, informando seu valor na origem de sua constituição (X) e que seu patrimônio atual vale Y (maior que X, em termos de valor de mercado), tudo devidamente informado também ao BC.
    O que (e como) devo fazer quando quiser trazer algum recurso dessa empresa para o Brasil?

    FCC

    Reply
    • 14 September 2016 at 18:10
      Permalink

      Olá Fernando

      Sugiro procurar alguém dá área contábil fiscal para lhe auxiliar. Lembre-se que muitas regras aqui citadas são para investimentos exclusivos da bolsa. Outros tipos de investimento devem ter tratamentos específicos.

      Reply
  • 31 August 2016 at 03:42
    Permalink

    Olá, VD!

    Parabéns pelo excelente trabalho realizado aqui no blog!

    Li com cuidado seu excelente artigo acima, mas, infelizmente, não tive oportunidade de ler cada um dos inúmeros comentários, de modo que não sei se esse ponto, ou essa dúvida, já veio à baila. De qualquer forma, trago aqui a questão para a sua sempre lúcida análise.

    Mandei U$ 100k de rendimento assalariado aqui no Brasil, via contrato de câmbio, para os EUA. Dias depois, comprei um título de dívida de uma empresa brasileira emitido no exterior no valor desses mesmos U$ 100k. O contrato de câmbio foi feito – felizmente – com o dólar a 1,70, daí porque “gastei” à época R$ 170.000 nessa operação.

    Recentemente, vendi esse mesmo título de dívida, por U$ 99k, com cotação do dólar a R$ 3,20 no dia do fechamento da venda. E aqui chego ao ponto: em dólares tive um singelo prejuízo (1k), em reais um substancial lucro (170.000 x 316.800).

    Por motivos óbvios, gostaria muito de seguir a linha que o Fiscal da Receita com quem falaste te deu, qual seja, a de preencher o campo do programa de ganho de capital próprio dos “rendimentos auferidos originariamente em moeda estrangeira”. Mas te confesso que estou seriamente em dúvida. A Instrução Normativa 118/2000 da Receita, que trata do ganho de capital em moeda estrangeira, já traz na sua própria “Ementa”, no início do seu texto, o seguinte:

    “Dispõe sobre a tributação do ganho de capital decorrente da alienação de bens ou direitos e da liquidação ou resgate de aplicações financeiras, ADQUIRIDOS EM MOEDA ESTRANGEIRA, e da alienação de moeda estrangeira mantida em espécie, de propriedade de pessoa física.”

    De modo que me parece que o fato de o investimento financeiro ter sido ADQUIRIDO em moeda estrangeira (por isso pus em negrito o trecho acima transcrito) é pressuposto para todas as operações em seguida abordadas ao longo daquela instrução normativa, dentre as quais os rendimentos originariamente em reais, e que depois resultam nessa aplicação financeira em moeda estrangeira. Em outras palavras, portanto, o seu exemplo de investir em um fundo em reais, ainda que relativo a papéis internacionais, sequer se aplicaria ao caso previsto em dita Instrução Normativa, ou mesmo no programa de ganho de capital em moeda estrangeira, já que NÁO SE TRATA DE INVESTIMENTO ADQUIRIDO EM MOEDA ESTRANGEIRA. Se trataria de ganho de capital puro e simples em reais, sujeito ao programa de preenchimento de operações normais no Brasil.

    O que me parece, no entanto, e aqui coloco a questão com todo o respeito, apenas para sua ponderação e abalizada análise, é que RENDIMENTOS em dólares é uma coisa, compra em dólares com RENDIMENTOS originalmente em reais é outra bem diferente. É evidente que todo papel em dólares vendido no exterior há de ser comprado igualmente em dólares. O fato de eu fazer um contrato de câmbio, no entanto, por mais que eu cite o número desse mesmo contrato quantas vezes quiser em minha declaração à Receita, não o transforma em um RENDIMENTO originariamente em dólares.

    Os juros que esse título de dívida me pagava semestralmente são, aí sim, um RENDIMENTO originariamente em dólares, daí porque a própria legislação, como também a IN da Receita acima referida, trata da hipótese de investimento original derivado de rendimentos em reais, com reinvestimento já originariamente em dólares. No entanto, o fato de eu simplesmente fazer um contrato de câmbio, não transforma os meus dólares em um RENDIMENTO ORIGINARIAMENTE EM DÓLARES, como se fosse um salário recebido em dólares lá nos EUA por um brasileiro, ou dividendos pagos por uma ação americana, aluguel de um imóvel nos EUA, etc.

    Enfim, torço para que o fiscal com quem falaste tenha um posicionamento que não seja absolutamente particular e isolado na Receita. Para mim seria ótima essa tese. Mas te confesso que a leitura da IN SRF 118/2000 em seu conjunto me leva, em um primeiro momento, a uma conclusão diversa. Esteja certo que não sou daqueles que gosto de me “auto-tributar”….principalmente em um País com uma carga tributária por si só tão elevada. Mas na ponderação de riscos, por ora, e por isso gostaria de ouvir tua posição, estou achando que os contras estão maiores que os prós.

    Abraço,

    Cristiano

    Reply
    • 31 August 2016 at 08:20
      Permalink

      Sugiro dar uma lida nos comentários isso já foi discutido um caminhão de vez. É uma dúvida muito recorrente essas interpretações.

      Você está começando um novo modelo de investimento em outro país se nao quiser ler pelo menos todo o comentário você vai acabar fazendo besteira não só tributária rsrsrs aliás não é só os comentários desse artigo tem 3 artigos de tributos já exaustivamente debatidos pode ter certeza que já levantaram uma infinidade de pontos e todos já foram respondidos.

      Leia nos comentário que tem umas 4 dúvidas iguais a sua

      Reply
    • 28 November 2016 at 19:24
      Permalink

      Concordo plenamente. Se eu ganhei o dinheiro no Brasil (Ex. Salário) e depois mandei para lá, devo considerar no GCAP como rendimento auferido em Reais. Se eu ganhei o rendimento lá fora – devo considerar rendimento auferido em moeda estrangeira. É confuso, mas o que o fisco quer dizer com “rendimento auferido em reais” refere-se a origem do dinheiro que você usou para fazer a aplicação financeira, é lógico que o rendimento da própria aplicação financeira, por ter sido feito lá fora, será auferido em moeda estrangeira, este sim, se reaplicado deve ser considerado no GCAP como “rend auferido em moeda estrangeira”. Quem ganho dinheiro no Brasil, mandou para os EUA e com ele obteve ganhos deve considerar “rend auferido no Brasil”. O fato de ter feito um contrato de câmbio para mandar o dinheiro para os EUA só reforça que o rendimento foi auferido no Brasil – seria impossível aplicar lá sem converter em dólar.

      Reply
      • 28 November 2016 at 19:45
        Permalink

        Olá Wagner

        É esse raciocínio mesmo.

        Reply
  • 23 August 2016 at 13:52
    Permalink

    Oi VD, como sempre, parabéns pela dedicação e excelente trabalho.

    Minha dúvida: esses 35k de isenção no ganho de capital valem também para operações com opções?

    (pq no Brasil entendo que só valem para as ações, mas, no exterior, a Receita coloca tudo como operações que envolvam ganho de capital no exterior)

    Qual tua opinião sobre isso?

    Reply
    • 23 August 2016 at 15:14
      Permalink

      Valeu Fabio

      eu entendo que na medida que nao tem nada especifico falando sobre opções ela cai na regra geral dos 35k

      Reply
  • 1 August 2016 at 18:36
    Permalink

    Oi VD, tudo bem?
    Me tira uma dúvida, estou usando o programa do Carnê-leão como você instruiu no respectivo post para registrar meus dividendos. Como já falamos muito, temos um saldo positivo de IR sobre os dividendos, uma vez que os dividendos lá são tributados um pouco mais do que aqui e existe o acordo de reciprocidade.

    Minha dúvida é a seguinte: além de ações investi em Bonds, recebi agora o dividendo de uma das Bonds. Esse dividendo não tem o “witholding” dos dividendos das ações por quê é classificado como “interest”. Gostaria apenas de confirmar contigo meu entendimento:
    Vou lançar esse “interest” da mesma forma que lanço os dividendos das ações, como estou com saldo positivo suficiente, o programa me diz que não tenho imposto a pagar. Você acha que está correto esse entendimento?

    Abração,
    Fabio Campos

    Reply
    • 1 August 2016 at 21:14
      Permalink

      Eu também entendo dessa forma. Vc no caso pode usar esse crédito pra qualquer renda de fora.

      Reply
      • 1 August 2016 at 21:21
        Permalink

        Obrigado! Parabéns pelo excelente trabalho!

        Reply
  • 20 July 2016 at 11:36
    Permalink

    Antes de tudo, parabéns pelo site.. Esse artigo está de forma muito clara e direta, obrigado por disponibilizar seu tempo para escrever!

    Indo para as minhas perguntas, se você tiver algum link em que já explicou essas perguntas peço que por favor me passe e desculpa pelo incômodo caso não, se souber responder ficaria muito grato.

    1. Você opera através da corretora Just2Trade ? Você recomenda?
    2. Possuo dúvidas sobre o preenchimento de documentos para abertura da conta, você consegue facilitar o w8-ben?
    3. Qual a maneira mais simples para enviar os meus reais para o exterior? E para retornar? Você já possuiu algum problema com isso?

    Agradeço antecipadamente,

    Obrigado.

    Reply
    • 20 July 2016 at 11:45
      Permalink

      Olá Fefel

      Obrigado e vamos às respostas

      1 não mais, depois que ela foi vendida passei para a drivewhealth tem um artigo na barra lateral do blog explicando como abrir conta lá. Menos burocrático que a J2t é mais barata sem contar que rola promoção direta pro pessoal aqui do blog.

      2 tem um artigo sobre o preenchimentos do w8 bate o termo na pesquisa que vc encontra infelizmente estou na rua não pra pra passar

      3 tenho usado casas de câmbio para valores abaixo de 15k acima uso HSBC a DW aceitava bitcoin por questão de regulamentação pararam acredito que devem voltar agora esse ano se voltar é a maneira mais fácil e rápida.

      Reply
  • 18 July 2016 at 17:33
    Permalink

    Olá! Em primeiro lugar, parabéns e obrigada pelo site. Foi o que teve respostas mais próximas do que eu precisei até o momento. Mas ainda tenho uma dúvida e agradeço se conseguir ajudar. Tenho stock options de uma empresa que NÃO está listada na bolsa no EUA.
    1. Em breve terei direito a comprar essas stocks (a ser pago direto em dólares em cash). Entendi que assim que comprá-las coloco em bens e direitos com o valor em R$ na cotação do dia da compra?
    2. Depois caso a empresa seja vendida, como declaro um possível lucro dessa venda? Os tais 35000 de isenção ainda se aplicam nesse caso já que não é investimento em bolsa?
    Obrigada!

    Reply
    • 18 July 2016 at 20:17
      Permalink

      Olá Chris

      Sugiro dar uma olhada nos comentários pois já fiz algumas pesquisas e coloquei respostas neles.

      Vou tentar te responder pelo que me lembro de cabeça

      1 sim isso aí
      2 também se aplicam use a regra dos artigos se comprou em dólar as opções. Se foi debitado em real no seu salário ou algo do tipo vc vai declarar de outra forma.

      Reply
  • 3 July 2016 at 04:21
    Permalink

    Eu consultei o manual de ajuda da GCME sobre a questão da dispensa de preenchimento. Ao meu ver, o valor de dispensa mensal é equivalente à R$ 20.000,00 e não R$ 35.000,00. Lá diz:
    “I – R$ 20.000,00, no caso de ações negociadas no mercado de balcão;
    II – R$ 35.000,00, nos demais casos;”
    A negociação de ações no mercado de balcão, balcão organizado ou bolsa de valores me parece se enquadrar no item I e não no item II.
    Até porque, na BOVESPA, o limite mensal é de R$ 20.000,00.
    De qualquer forma, vou consulta à Receita, através do Fale Conosco.

    Reply
    • 3 July 2016 at 08:06
      Permalink

      No caso dos 20k são para ações brasileiras. Em ações americanas trata-se do limite de 35k. As ações americanas não são negociadas em mercado balcão.

      Já falamos sobre isso nos comentários tem uma parte da receita que mostra isso em detalhes leia todos os comentários antes que vai encontrar

      Reply
      • 7 July 2016 at 08:57
        Permalink

        Obrigado pela resposta. Mais uma dúvida: eu atualmente faço operações de opções de compra de ações na bolsa americana (calls e puts). Há isenção até 35 mil também?

        Reply
        • 7 July 2016 at 09:38
          Permalink

          Pra qualquer alienação. Vale lembrar que prejuízos não podem ser compensados.

          Reply
  • 3 July 2016 at 03:47
    Permalink

    Eu questionei à Receita Federal porque o campo “Adquirente” (o campo que você preenche com um “X”) da GCME é obrigatório, já que se a pessoa negocia ativos em bolsa de valores no exterior não sabe quem é o adquirente (negocio intermediado por uma Corretora de Valores junto à Bolsa). O que me responderam é que eu devo escolher a opção “Liquidação ou resgate de aplicação financeira” na natureza da operação. Fiz isso, substituindo “Venda” pelo novo valor e o campo “Adquirente” não ficou mais obrigatório.

    Reply
    • 3 July 2016 at 08:04
      Permalink

      Olá Luis

      No caso a orientação que me passaram foi outra. Vale lembrar que você não está fazendo uma aplicação financeira. Mas se o fiscal lhe passou isso segue oq ele lhe orientou.

      Reply
  • 21 June 2016 at 19:54
    Permalink

    Olá!

    Se no caso eu faço investimentos em Mini S&P 500, eu preciso ter em conta uma garantia de $500 por contrato (conforme corretora escolhida) e compro por “contrato”, sendo cada ponto equivale a $50,00, ou seja, como colocar “CUSTO DA AQUISIÇÃO” e “CUSTO DA ALIENAÇÃO”, sendo que se conseguir 2 pontos eu ganho $ 100,00 ?

    Reply
    • 22 June 2016 at 13:23
      Permalink

      Olá Anderson

      Nunca investi em ETF então não tem como te ajudar muito. Sei que você os declara como se fosse fundo no IR mas não tenho outras informações a respeito.

      Reply
    • 3 July 2016 at 04:01
      Permalink

      Como ainda não opero com mini-índice, não teria precisão em ajudá-lo. Aconselho a consultar o Fale Conosco da Receita Federal, assim como fiz eu questionando a obrigatoriedade do campo “Adquirente”. No entanto, me parece que o resultado que você fala ($100.00), é calculado automaticamente na ficha “Apuração”, decorrente da ficha “Identificação”. Na ficha “Identificação” o custo da aquisição e “alienação”, ao meu ver, serão os valores informados da sua nota de corretagem ou relatório da sua corretora de valores.

      Reply
  • 11 June 2016 at 03:16
    Permalink

    Eu ganho em média 500 dolares/mes com trades lá fora. Bom saber que estou isento. Melhor ainda saber que quando esses 500 virarem 5000/mes vou continuar longe das garras do leao. Chupa Governo!

    Reply
    • 11 June 2016 at 05:07
      Permalink

      kkkk chega de pagar imposto pra corruptos

      Reply
    • 9 August 2016 at 23:43
      Permalink

      É bom não confundir “ganho” com “valor operado”. O “ganho” é isento se o valor total das operações não ultrapassar o limite de R$ 35.000,00 para ações dos EUA.

      Reply
    • 11 August 2016 at 08:41
      Permalink

      É bom não confundir “ganho” com “valor operado”. Há isenção de “ganho” para um “total operado” de até R$ 35.000,00.

      Reply
  • 22 April 2016 at 04:48
    Permalink

    Boa noite Viver de Dividendos. Seu exemplo é interessante, mas contempla apenas uma operação No meu caso, que faço várias operações por mês, continuo sem saber como preencher. Você poderia dar um exemplo de como seria feito para duas operações num mês?

    Reply
    • 22 April 2016 at 05:37
      Permalink

      Faça por operação

      faz uma de cada vez

      Reply
  • 20 April 2016 at 06:21
    Permalink

    se eu aplicar recursos auferidos originalmente em moeda estrangeira em fundos, e durante o ano não movimentar, qual a data da cotacao do dolar para transformar em real que eu uso para informar na declaração de imposto de renda esta aplicacao financeira

    se eu aplicar recursos auferidos originalmente em real em fundos, e durante o ano não movimentar, qual a data da cotacao do dolar para transformar em real que eu uso para informar na declaração de imposto de renda esta aplaicacao financeira

    Reply
    • 20 April 2016 at 07:07
      Permalink

      Olá Carlos

      eu nao tenho certeza quanto a questão de fundos se tem algo em especifico mas no caso vc só faz ganho quando resgatar as cotas do fundo se vc não mexer não há necessidade de declarar ganho de capital

      Reply
  • 19 April 2016 at 17:15
    Permalink

    Luno-SP

    Inicialmente, parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido neste site.

    Acompanhei a matéria exposta e as perguntas formuladas, porém, tenho uma dúvida. Meu irmão trabalhava em uma multinacional. Ao sair da empresa, recebeu uma quantidades de ações da empresa e, de imediato, as vendeu, permanecendo o valor em dólares no banco. Posteriormente em três ocasiões vendeu parte dessa moeda. Após realizar a conversão e deduzir o custo da venda (IOF, Taxa Banco) calculo 15% de IR sobre o valor líquido e recolheu através de DARF (código 8523). Minha dúvida é, como eu lanço isso na declaração de imposto de renda dele??? tenho que utilizar o programa GCME (pois na época ele não usou, calculou direto o valor e recolheu). Ainda resta uma quantidade de dólares (no Banco) que ele ainda não vendeu… esse valor entra na declaração de bens e Direitos?

    Se puder me auxiliar agradeço

    Louis

    Reply
    • 21 April 2016 at 21:24
      Permalink

      o seu raciocínio está certo vc precisaria de lançar no GCME e o saldo entra no bens e direito

      Reply
  • 11 April 2016 at 01:59
    Permalink

    Prezado Luiz,
    1- Estou declarando minhas ações em NY em Bens e Direitos. No cálculo do valor do dólar que eu comprei para enviar o dinheiro para começar a aplicar (fiz uma única remessa) eu posso adicionar o IOF e a taxas que o banco me cobrou para poder calcular o valor da cotação (foi uma taxa enorme de USD 250)?
    2- Fiz uma única transação de venda em 2015 onde lucro USD 266,03. O total da venda deu bem abaixo de 35mil reais portanto nem usei o GCME para registrar a operação. Onde declaro este ganho de capital? Rendimentos isentos e não tributáveis? Onde exatamente?
    3- Caso eu tivesse registrado no GCME e importado no IRPF2016 este seria inteligente o suficiente para detectar que no mês houve menos que 35 mil reais? Haveria algum problema em fazer isso? Pois vejo que é conveniente registrar todas as transações no GCME, embora possamos fazer em uma planilha pessoa.
    Grato pela atenção.
    Att.
    Igor

    Reply
    • 11 April 2016 at 02:21
      Permalink

      Prezado César, desculpe errar o nome… Fiz confusão.
      Tenho mais uma dúvida. Não consigo achar nas notas de corretagem o Fee, aparece sempre USD 0.00. Porém no site da Corretora achei umas tabelas que achei confusas onde em algum lugar diz USA – Exchange and Regulatory Fees para NYSE LIFFE para Nom-members USD 0.01. O link estás abaixo.
      Applicable commodity Regulatory Fees for your transactions are available on the IB website at

      A questão toda é que o programa GCME não aceita que o imposto pago fique zerado. Então não sei o que colocar lá.
      Obrigado mais uma vez.
      Att.
      Igor

      Reply
      • 11 April 2016 at 02:42
        Permalink

        Olá César, acabei fazendo a experiência. Cadastrei a transação no GCME (usei USD 0.01 no imposto pago convertido em reais = R$ 0,03 – isso não sei se está correto conforme meu segundo post acima). Ele calcula um imposto devido em torno de 155 reais. Pergunta o imposto pago no Brasil e eu coloquei R$ 0,00 pois estava abaixo de 35 mil reais o total da venda no mês – na verdade só fiz esta transação de menos de USD 3mil. Depois eu importei para o IRPF2016 e o meu lucro em reais aparece em Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva no item 03 Ganhos de Capital na alienação de bens, direitos e aplicações financeiras adquiridos em moeda estrangeira. Há algum problema com esta maneira que procedi ou fiz certo?

        Reply
  • 6 April 2016 at 23:46
    Permalink

    Caro V.D.
    uma dúvida que deve ser de muitos, no caso de Venda com prejuizo de um fundo de invest.(compra com recursos originais em moeda estrangeira) e lucro com a variação cambial, porém mantendo o dinheiro no exterior, como declarar esta variação. Não dá p/ usar o GCME , pois e prejuizo. O que me informaram e gostaria da sua opinião, é lançar esta variação positiva em Rend. Isentos e não tributáveis, (outros). Está correto? Obrigado!

    Reply
    • 7 April 2016 at 00:49
      Permalink

      Sim já passou essa dúvida pelos comentários da uma olhada na resposta que dei ao bene uns cinco comentários acima do seu.

      Reply
      • 7 April 2016 at 20:13
        Permalink

        Correto mas existe uma variação patrimonial a maior em função da valorização do dólar que deve ser colocada no Rendimentos Isentos não tributáveis, pois o contribuinte que vendeu msm com prejuizo e manteve na conta corrente do exterior passa a ter um valor em reais maior sem explicação! por isso acho certo a ideia de colocar esta variação cambial no Rendimentos Isentos não Tributaveis (outros).Ex ; compra de US$100.000,00 a R$2,00, (R$200.000,00)e vende a US$90.000,00 a R$4,00 (R$360.000,00), prejuizo mas c/ variação cambial de R$160.000,00, que gera uma variação patrimonial sem explicação! mais uma vez obrigado pela atenção!

        Reply
        • 7 April 2016 at 20:39
          Permalink

          Independente da linha de raciocínio que vc tomar vale ressaltar

          Vc só teria que fazer ganho cambial quando trazer o dinheiro para o Brasil. Se isso não ocorreu então não existe ganho cambial vc ainda estaria com o capital em dólar.

          Reply
  • 31 March 2016 at 12:18
    Permalink

    bom dia. dúvida:
    na declaracao de saldo em conta corrente no exterior, vamos supor que eu tenha enviado durante 2015 1milUSD a 2,00 com custo final de R$2mil.
    Em 31/12/2015 o cambio está em R$3,00 portanto meu saldo em 31/12/2015 a declarar é de R$3mil correto?
    Esta diferença de R$1mil li em dois lugares que deve ser lançada na declaracao como Rendimento Isento no campo 24 (Outros), está correto isso? Entretanto para este valor não há fonte pagadora e o programa gera pendência qdo assim o faço.
    Alguém poderia me esclarecer a forma correta de fazer isso?

    Reply
    • 31 March 2016 at 19:42
      Permalink

      Não é aí que lança.

      Se você está fazendo ganho cambial com moeda estrangeira em espécie tem uma guia no programa de GCME que você lança isso. Veja acima no artigo.

      Apesar de aqui não tratarmos disso porque não é o foco do blog.

      Se você está numa conta não remunerada você apenas atualiza o saldo final.

      Lembra que a faixa de isenção para alienação de moeda em espécie não eh 35k mas 5k de dólar.

      Reply
      • 1 April 2016 at 01:41
        Permalink

        obrigado. é só a declaracao da conta, não alienei nada. Só tinha ficado na duvida pq li em duas fontes que deveria registrar a variacao cambial positiva não realizada como rendimento isento, o que tb acho que nao faz sentido pois nao embolsei o lucro.

        Reply
  • 30 March 2016 at 16:21
    Permalink

    Tenho uma dúvida cruel que talvez inviabilize residentes no Brasil a operar no mercado americano.

    Li em diversos lugares que, nós residentes no Brasil que operamos no mercado americano, não podemos compensar os prejuízos ao declarar o IR.

    Isso significa que se eu perder U$9mil e ganhar U$10mil em uma operação, tendo um lucro de U$1mil, eu deverei recolher 15% de U$10mil, ou seja, deverei pagar U$1.500 de imposto sendo que tive lucro de U$1.000. Operando aqui no Brasil eu deveria recolher 15% de U$1mil, o que parece bem razoável, já que o imposto nunca será maior do que o lucro.

    Parece um absurdo, mas estou quase certo que é isso mesmo, de acordo com a “Solução de Consulta nº 4 – Cosit” de janeiro de 2014, que pode ser vista no link abaixo. Talvez o Analista não tenha muita experiência e esqueceu de fazer algumas continhas hipotéticas antes de elaborar este documento.

    http://www.receita.fazenda.gov.br/publico/Legislacao/SolucoesConsultaCosit/2014/SC

    Não há a possibilidade de o residente no Brasil optar por pagar imposto aos Estados Unidos de ganhos auferidos no mercado financeiro americano ao invés de pagar imposto ao Brasil?

    Reply
    • 30 March 2016 at 17:26
      Permalink

      é isso aí mesmo não pode compensar prejuízo, inclusive já estava escrito no artigo.

      por isso que falo com o pessoal que o ideal para se investir nos USA é no longo prazo, fazer trade lá é muito complicado por conta de uma carga tributaria em excesso, no caso o cara pra fazer isso lá tem que ser muito bom!

      Reply
  • 24 March 2016 at 02:59
    Permalink

    Prezado VD,
    Vc sabe como funciona ou conhece algum site q explique como funciona a tributação (IRPF) de aplicações em títulos de renda fixa do governo americano (p. ex., bills, notes ou bons (http://www.treasurydirect.gov/instit/instit.htm))? Mais precisamente, questões relacionadas aos juros pagos pelo governo, à valorização dos títulos, etc.?
    Desde já agradeço e, novamente, parabenizo-o pelo belo site.

    Reply
    • 24 March 2016 at 03:16
      Permalink

      Olá F1

      acredito que seria algo bem próximo a remuneração dos dividendos das ações vc teria que lançar no carne leão, dê uma lida nesse artigo.

      se tiver algum ganho de capital na venda da cota vc usa esse artigo mesmo

      mas é sempre bom confirmar na receita

      Reply
  • 23 March 2016 at 02:23
    Permalink

    Parabéns pelas contribuições e ajuda a todos que necessitam de dirimir suas dúvidas sobre IRPF.

    Peço sua ajuda para a seguinte situação: Em operação de venda de ações no exterior (Estados Unidos), pela primeira vez tive prejuizo em US$ e ganho sobre cambio. Trabalhando com o GCME, ele apurou prejuízo em US$ e não foi adiante. Isto posto, entendo que que o IR de 15% não é devido para toda a operação. Minhas dúvidas: 1) devo pagar IR 15% sobre a variação positiva de cambio?; 2) Como proceder nos programas de GCME para que sejam automaticamente transportados os devidos valores para as respectivas fichas?;
    Muito obrigado.

    Reply
    • 23 March 2016 at 05:49
      Permalink

      Olá Bene

      Se a sua aplicação teve ganho originalmente em dólar vc não faz ganho cambial.

      se a sua aplicação foi realizada em originalmente em reais você precisa fazer o ganho cambial, se for originalmente em moeda estrangeira vc desconsidera o ganho cambial e leva-se em consideração apenas o ganho de capital quando houver.

      Vale lembrar que prejuízos NÃO podem ser compensados nas apurações futuras.

      Vc comprou as ações em que ? presumo que tenha sido dólar!

      então se enquadra na regra de que não precisa fazer ganho cambial.

      Reply
  • 21 March 2016 at 02:34
    Permalink

    Parabéns meu amigo!
    Uma dúvida.
    Recebi Stock Options e posteriormente a empresa foi incorporada, logo todos os papéis foram capitalizados pelo valor do acordo. Feito contrato de câmbio, trouxe os valores ao Brasil divididos em partes por exigência da CCTVM. Aí a questão: quando gerado do DARF no GCME foi calculado automaticamente o imposto a pagar. Se eu somar todos os DARF o valor encontrado se dá maior que os 15% de direito devido ao Leão. Como restituir a diferença?

    Reply
    • 21 March 2016 at 04:44
      Permalink

      Existe um formulário que você solicita a restituição. Como nunca usei não vou poder lhe ajudar. O ideal é ir na receita e perguntar com eles. Procure o fiscal de plantão.

      Reply
      • 29 March 2016 at 05:31
        Permalink

        Caro VD,
        Uma pequena duvida, como ganhei Stock Option, devo lançar no GCME no campo custo de aquisição, US$ 0,00 ou o valor do papel no momento da bonificação?

        Reply
        • 29 March 2016 at 06:10
          Permalink

          Olá Girlando

          Não existe legislação nem para ações recebidas de remuneração no Brasil, quanto mais no exterior.

          Nesses casos a receita recomenda usarmos as regras gerais.

          Se você não pagou nada entra como custo zero. Vc só declara no gcme quando vendê-las. E na guia de bens e direito entra quando comprar caso fique com elas de um ano para o outro.

          Reply
  • 12 March 2016 at 19:13
    Permalink

    Olá.

    Duas dúvidas se puder me esclarecer por favor: qual documento que a DriveWeath fornece da custodia das acoes e para a declaracao do imposto de renda no Brasil? grato pelas informacoes!

    Reply
    • 12 March 2016 at 19:48
      Permalink

      Olá Carlos

      Em report vc pode pegar o statments ele é o documento que vc vai se basear para fazer as declarações do IR, sai mensalmente é só vc ir baixando e guardando todos os meses.

      Reply
  • 27 February 2016 at 16:43
    Permalink

    Bom dia,
    O assunto é venda de ações nos Estados Unidos, compra e venda em dolar
    Você informa que até o valor de R$ 35.000,00 é isento e para não esquecer disto ao calcular o imposto de renda.
    Bem, ao preencher o programa de ganhos de capital da receita federal, não consegui entender como devo informar isto, poderia me fazer um exemplo preenchendo no programa para que eu possa entender.

    Reply
    • 27 February 2016 at 16:58
      Permalink

      De uma lida no artigo que isso está explicado lá. Se tiver dúvidas leia também os comentários que já falamos sobre isso

      Reply
  • 23 February 2016 at 15:47
    Permalink

    Ganho cerca de $60 por mês, com tendência a aumentar, num site estrangeiro. É lucro obtido de pequenos trabalhos.
    Queria saber se devo informar isso à Receita Federal, pois nunca fiz nenhuma declaração de lucros nem paguei imposto. Mesmo porque essa é minha única fonte de renda. Não tenho trabalho formal.

    Nos últimos dias venho pesquisando na internet, mas não encontrei nenhuma informação concreta. Alguns textos dizem que mesmo que o lucro seja de 1 dólar, deve-se declarar à RF. Outros dizem que é apenas se a renda bruta mensal for superior a R$1900, o que não é meu caso.

    Alguém sabe se tenho que declarar?

    Reply
    • 23 February 2016 at 18:16
      Permalink

      Olá paulo

      Infelizmente sobre isso não posso lhe ajudar muito pois não tenho conhecimento aconselho a procurar um profissional da área para lhe auxiliar

      Reply
  • 19 January 2016 at 18:07
    Permalink

    Uma dúvida para a qual peço ajuda. tenho investimentos em fundos em instituição nos EUA. No extrato de Dez 2015 há crédito de dividendos e de Capital Gains (mesmo eu não tendo negociado minhas cotas dos Fundos) que são reinvestidos nos fundos. Esses valores de Capital Gains devo declarar para o Leao como Ganho de Capital em moeda estrangeira ou como dividendos?
    Em anos anteriores mesmo tendo os extratos relatando em separado eu não fiz essa distinção entre dividendos e Capital Gains e declarei ao Leão tudo como dividendos.
    grato
    Ricardo

    Reply
    • 20 January 2016 at 04:57
      Permalink

      Olá Ricardo

      Depende de como o fundo trata isso contigo. Se ele trata como ganho vai reportar na receita como ganho dai vc terá que declarar como ganho.

      Reply
      • 22 January 2016 at 15:13
        Permalink

        obrigado pela resposta.

        Há forma de eu saber como o fundo trata essa operação comigo? Tudo que tenho é o extrato onde se lê: “LT Cap Gain”.

        Reply
        • 22 January 2016 at 18:44
          Permalink

          Depende como eles repassam isso pra receita. O ideal talvez seria fazer uma pergunta lá na receita e ver se o fiscal consegue encontrar algo.

          Reply
    • 23 February 2016 at 08:53
      Permalink

      Penso que você deve separar, se não for considerado residente pelo IRS, pois os dividendos sofrem retenção de 30%, ao passo que o ganho de capital não. Eu separo. Facilita a declaração e a compensação.

      Reply
  • 26 November 2015 at 20:07
    Permalink

    Parabéns pelo post! bem simples e esclarecedor. Só tenho uma dúvida: a isenção de 35k se dá quando muda o mês corrente ou a cada 30 dias? Exemplo: tive ganhos de 30k hoje 26/11 minha próxima isenção será só dia 26/12 ou no dia 01/12? Obrigado.

    Reply
    • 27 November 2015 at 01:55
      Permalink

      olá Ricardo

      acredito que seja o mês e não os 30 dias, mas seria legal vc confirmar com o fiscal.

      Reply
  • 26 October 2015 at 16:48
    Permalink

    Fala VIVER DE RENDIMENTOS!

    Pessoal, conversei com um ex-analista da receita federal e ele confirmou várias das coisas que está sendo explicado pelo VIVER DE RENDIMENTOS.

    Ganho de capital com renf auf originariamente em dólar é para venda de ações com lucro em dólar sim.

    Agora, tenho uma dúvida para o dono do site e qq um que souber, que é justamente meu caso. Vou exemplificar:

    Mandei 100.000 dólares para os EUA em 2014 custando no total 200.000 reais (taxa dólar = 2,00). Comprei 10.000 ações a 10,00 dólares.

    Vendi as 10.000 ações por 9,00 dólares cada e trouxe o dinheiro de volta ($90.000,00 dólares com taxa de 4,00 dando 360.000,00 reais)

    Resumindo:
    1) Tive prejuízo nas ações
    2) Tive lucro na valorização do dólar

    Ou seja
    Ref. ao item 1: não preciso pagar imposto.

    Ref. ao item 2: o analista da receita federal que eu conversei disse que eu preciso colocar o custo e a venda do dólar no programa GANHO DE CAPITAL EM MOEDA ESTRANGEIRA (GCME) no campo de Rend Auf Orig em Real e pagar 15% de imposto sobre a diferença de360.000 reais – 200.000 reais.

    Eu estou colocando esta dúvida aqui porque não sei se ele está certo (até pq ele inicialmente não sabia responder nada sobre investimento no exterior).

    Por um lado, não achei nenhum lugar no GUIA DE IRPF da receita federal falando que tenho que pagar imposto sobre dólar numa conta não-remunerada.

    Por outro, é estranho eu ganhar 160.000 reais e não pagar 1 centavo de imposto!

    E agora?

    Reply
    • 28 October 2015 at 01:57
      Permalink

      Olá Cassio

      Quando vc trouxer o dinheiro e se tiver ganho de capital vc precisa de declara o ganho de capital em moeda, se não me engano é a terceira opção no programa de declaração

      ps. é Viver de Dividendos rsrsrs não de rendimento apesar de no fundo ser a mesma coisa

      Reply
  • 24 October 2015 at 00:58
    Permalink

    Obrigado por sua resposta
    Levantei uma outra duvida que nao vi comentarios a respeito.
    Embora seja um imposto diferente, o IOF deve ou nao ser descontado do valor bruto quando da conversao em reais?
    Se trago um de retorno U$ 10.000 a uma cotaçao de R$ 3,90 – tenho R$ 39.000. Ocorre que no ato sou tributado em IOF em 0,38, portanto o meu resultado liquido para efeito de IRPF nao deve ser esta base (10.000- (10.000 x 0,0038) = valor de alienaçao ? Se nao excluo o IOF nao estou bi tributando sobre a incidencia de IOF?
    Este raciocinio pode servir para aquisiçao porem com o IOF somado ao valor para termos valor final?

    Qual sua opiniao? Tem algo semelhante?
    obrigado

    Reply
    • 24 October 2015 at 01:01
      Permalink

      seu iof é sobre o contrato de cambio na conversão da moeda e não sobre o ganho de capital

      Reply
      • 24 October 2015 at 12:48
        Permalink

        Ok mais uma vez obrigado.

        Reply
  • 23 October 2015 at 14:24
    Permalink

    Ola
    Conheci seu blog hj e apreciei muito o conteudo e sua iniciativa.
    Aproveito para abusar e tentar esclarecimento sobre uma questao de ganho de capital moeda estrangeira que me aflige
    Situaçao
    Enviei um valor X para investimento em fundos multiplos (x > 35.000)
    Quero internar este valor e que foi impactado pela recente alta do dolar
    valor de retorno maior de 35.000

    Para efeito do calculo a pagar do IR ganhos de capital, eu me utilizo da regra de explicou no inicio dos posts para açoes, ou seja efetuo o lançamento no programa porem em vez de venda vou me utilizar da opcao liq ou resgate de aplicacao financeira, este item é correto?

    Vou poder me utilizar da deduçao de 35.000 para abater o resultado de (compra – venda do ativo) ?

    Muito obrigado antecipadamente pela atençao

    Reply
    • 23 October 2015 at 18:04
      Permalink

      olá caio

      valeu pela força
      sim. sobre a isenção vc pode aproveitar o limite de 35k

      Reply
  • 5 October 2015 at 04:28
    Permalink

    Olá,
    estou usando o aplicativo pela primeira vez. Tive pequenos ganhos de capital em aplicações em moeda estrangeira – levou 5 meses para o imposto a pagar ultrapassar o mínimo de R$10. Tratam-se de rendimentos de aplicações cujos juros foram sendo credidatos na conta-corrente mês a mês. Depois mais dois para novamente somar mais do que R$10.
    Para estas o sistema não gera Darfs – não sei o porquê. Devo fazê-lo manualmente?

    No sexto mês venceu uma outra aplicação de 6 meses e os juros foram creditados uma única vez no vencimento.
    Sobre esta o sistema gerou Darf corretamente.

    Reply
    • 5 October 2015 at 12:12
      Permalink

      Olá Marcelo

      tem um valor mínimo de 10 reais se der menos vc tem que acumular para incluir no próximo caso exceda ou quando juntar 10 reais nas acumulações

      Reply
  • 29 September 2015 at 23:32
    Permalink

    Singela contribuicao que endereca algumas das questoes aqui discutidas (posteriormente ha uma instrucao que aumenta o valor da isencao de R$ 20.000 para R$ 35.000)… :

    Instrução Normativa SRF nº 118, de 28 de dezembro de 2000

    Dispõe sobre a tributação do ganho de capital decorrente da alienação de bens ou direitos e da liquidação ou resgate de aplicações financeiras, adquiridos em moeda estrangeira, e da alienação de moeda estrangeira mantida em espécie, de propriedade de pessoa física.

    O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto nos arts. 2º, 3º, 16, 18, 21 e 22, da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, 21, 22 e 23, da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, 17, da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, 22, 23 e 25, da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, 11, da Medida Provisória nº 2.033, de 2000, e 24, da Medida Provisória nº 2.037, de 2000, resolve:

    Art. 1º Relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2000, o ganho de capital decorrente da alienação de bens ou direitos e da liquidação ou resgate de aplicações financeiras, de propriedade de pessoa física, adquiridos, a qualquer título, em moeda estrangeira, será apurado de acordo com as disposições desta Instrução Normativa.

    Parágrafo único. O disposto no caput aplica-se também à alienação de moeda estrangeira mantida em espécie.

    Bens e Direitos Adquiridos e Aplicações Financeiras Realizadas com Rendimentos Auferidos Originariamente em Reais.

    Art. 2º Na hipótese de bens e direitos adquiridos e aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira com rendimentos auferidos originariamente em reais, o ganho de capital corresponderá à diferença positiva, em reais, entre o valor de alienação, liquidação ou resgate e o custo de aquisição do bem ou direito ou o valor original da aplicação financeira.

    § 1º O valor de alienação, liquidação ou resgate, quando expresso em moeda estrangeira, será convertido em dólares dos Estados Unidos da América e, em seguida, em reais, pela cotação do dólar fixada, para compra, pelo Banco Central do Brasil, para a data do recebimento.

    § 2º O custo de aquisição de bens ou direitos ou o valor original de aplicações financeiras, quando expresso em moeda estrangeira, será convertido em dólares dos Estados Unidos da América e, em seguida, em reais, pela cotação do dólar fixada, para venda, pelo Banco Central do Brasil, para a data do pagamento.

    Art. 3º Nas operações a prestação, o ganho de capital será apurado, em reais, para cada parcela, na data de seu recebimento.

    § 1º O valor de alienação, relativo a cada parcela recebida, quando expresso em moeda estrangeira, será convertido em dólares dos Estados Unidos da América e, em seguida, em reais, pela cotação do dólar fixada, para compra, pelo Banco Central do Brasil, para a data de cada recebimento.

    § 2º O custo de aquisição ou o valor original da aplicação, para cada parcela, será o resultado da multiplicação do custo de aquisição total, em reais, pelo quociente do valor recebido pelo valor total de alienação.

    § 3º Na hipótese do § 1º, no recebimento da última parcela, o ganho de capital total será apurado pela diferença, em reais, entre a soma de todas as parcelas e o custo de aquisição total.

    § 4º Do imposto apurado sobre o ganho de capital calculado na forma do parágrafo anterior será diminuído o imposto pago relativo às parcelas anteriores, obtendo-se o saldo de imposto a pagar referente à última parcela, ou, caso o saldo seja negativo, o imposto pago a maior poderá ser compensado ou restituído nos termos da legislação vigente.

    Bens e Direitos Adquiridos e Aplicações Financeiras Realizadas com Rendimentos Auferidos Originariamente em Moeda Estrangeira.

    Art. 4º Na hipótese de bens e direitos adquiridos e aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira com rendimentos auferidos originariamente em moeda estrangeira, o ganho de capital corresponderá à diferença positiva, em dólares dos Estados Unidos da América, entre o valor de alienação, liquidação ou resgate e o custo de aquisição do bem ou direito ou o valor original da aplicação, convertida em reais mediante a utilização da cotação do dólar fixada, para compra, pelo Banco Central do Brasil, para a data do recebimento.

    Parágrafo único. Os rendimentos produzidos por aplicações financeiras em moeda estrangeira, ainda que decorrentes de rendimentos auferidos originariamente em reais, serão considerados rendimentos auferidos originariamente em moeda estrangeira.

    Art. 5º Nas operações a prestação, o ganho de capital será apurado, em dólares, e, em seguida, convertido em reais, pela cotação do dólar fixada, para compra, pelo Banco Central do Brasil, para cada parcela, na data de seu recebimento.

    Parágrafo único. O custo de aquisição, para cada parcela, será o resultado da multiplicação do custo de aquisição total, em dólares dos Estados Unidos da América, pelo quociente do valor recebido pelo valor total de alienação.

    Bens e Direitos Adquiridos e Aplicações Financeiras Realizadas com Rendimentos Auferidos Originariamente Parte em Reais e Parte em Moeda Estrangeira.

    Art. 6º Na hipótese de bens e direitos adquiridos e aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira, com rendimentos auferidos originariamente parte em reais e parte em moeda estrangeira, os valores de alienação, liquidação ou resgate e os custos de aquisição do bem ou direito ou os valores originais da aplicação financeira serão determinados de forma proporcional à origem do rendimento utilizado na aquisição ou realização, para fins de apuração do ganho de capital, observado o disposto nos arts. 2º a 5º.

    Moeda Estrangeira Mantida em Espécie

    Art. 7º Na hipótese de alienação de moeda estrangeira mantida em espécie, o ganho de capital será apurado na forma deste artigo.

    § 1º O ganho de capital correspondente a cada alienação será a diferença positiva, em reais, entre o valor de alienação e o respectivo custo de aquisição.

    § 2º O valor de alienação, quando expresso em moeda estrangeira, será convertido em dólares dos Estados Unidos da América, na data da alienação, e, em seguida, em reais, pela cotação média mensal do dólar, para compra, divulgada pela Secretaria da Receita Federal.

    § 3º O custo de aquisição de moeda estrangeira em poder do contribuinte em 31 de dezembro de 1999 será o resultado da multiplicação da quantidade em estoque pela cotação fixada, para venda, pelo Banco Central do Brasil, para esta data.

    § 4º Para moeda estrangeira adquirida a partir de 1º de janeiro de 2000, a cada aquisição, o custo em reais será o resultado da multiplicação da quantidade de moeda estrangeira, convertida em dólares dos Estados Unidos da América, na data da aquisição, pela cotação média mensal do dólar, para venda, divulgada pela Secretaria da Receita Federal.

    § 5º Quando da alienação, o custo de aquisição da quantidade de moeda estrangeira alienada será o resultado da multiplicação do custo médio ponderado do estoque existente na data de cada alienação pela quantidade alienada.

    § 6º O custo médio ponderado do estoque será o resultado da divisão do valor total das aquisições em reais pela quantidade de moeda estrangeira existente.

    § 7º A cada aquisição ou alienação, serão ajustados os saldos em reais e a quantidade de moeda estrangeira remanescente, para efeito de cálculos posteriores do custo médio ponderado.

    § 8º O ganho de capital total será a soma dos ganhos apurados em cada alienação.

    Apuração e Recolhimento do Imposto

    Art. 8º Nas alienações de bens e direitos e nas liquidações e resgates de aplicações financeiras de que tratam os arts. 2º a 6º, o imposto sobre o ganho de capital será:

    I – apurado em cada operação;

    II – determinado à alíquota de quinze por cento;

    III – recolhido até o último dia útil do mês subseqüente ao do recebimento.

    Art. 9º Nas alienações de moeda estrangeira em espécie de que trata o art. 7º, o imposto incidirá sobre o ganho de capital total e será:

    I – apurado anualmente;

    II – determinado à alíquota de quinze por cento;

    III – informado na declaração de ajuste anual;

    IV – recolhido, em cota única, até a data prevista para a entrega da declaração.

    Conversão de Moeda Estrangeira

    Art. 10. A conversão de moeda estrangeira para dólares dos Estados Unidos da América será feita pelo valor fixado pela autoridade monetária do país emissor da moeda, para a data do pagamento, na aquisição, e para a data do recebimento, na alienação, liquidação ou resgate.

    Declaração de Ajuste

    Art. 11. Os saldos dos depósitos em moeda estrangeira, mantidos em instituições financeiras no exterior, serão informados na declaração de bens e direitos, convertidos em reais pela cotação fixada, para compra, pelo Banco Central do Brasil, para 31 de dezembro de cada ano-calendário.

    § 1º É isento o acréscimo patrimonial decorrente da variação cambial ocorrida durante o ano-calendário.

    § 2º O disposto neste artigo aplica-se, também, aos anos-calendário anteriores a 2000.

    Art. 12. A diferença entre o ganho de capital apurado e o imposto pago no ano-calendário será informada na Declaração de Ajuste Anual como rendimento sujeito à tributação exclusiva.

    Art. 13. O estoque de moeda estrangeira mantida em espécie a ser informado na declaração de bens e direitos será o resultado da multiplicação da quantidade de moeda existente em 31 de dezembro de cada ano-calendário pelo custo médio ponderado obtido na forma dos §§ 6º e 7º do art. 7º.

    Não-incidência

    Art. 14. Não incide o imposto de renda sobre:

    I – o ganho de capital auferido na alienação de bens localizados no exterior ou representativos de direitos no exterior, e na liquidação ou resgate de aplicações financeiras, adquiridos, a qualquer título, pela pessoa física, na condição de não-residente;

    II – a variação cambial decorrente das alienações referidas nos arts. 4º e 5º;

    III – o ganho de capital auferido na alienação de moeda estrangeira mantida em espécie, cujo total de alienações, no ano-calendário, seja igual ou inferior ao equivalente a cinco mil dólares dos Estados Unidos da América.

    Parágrafo único. Para efeito da apuração do limite de que trata o inciso III, a conversão para dólares dos Estados Unidos da América será feita na data de cada alienação.

    Disposições Gerais

    Art. 15. Na hipótese de liquidação ou resgate parcial de aplicações financeiras, o valor original da parcela liquidada ou resgatada será o resultado da multiplicação da soma dos valores originais aplicados pelo quociente do valor liquidado ou resgatado pelo saldo total da aplicação, na data da liquidação ou resgate.

    Parágrafo único. A cada aplicação, liquidação ou resgate, serão ajustados a soma dos valores originais aplicados e o saldo total da aplicação, para efeito de cálculos posteriores do valor original.

    Art. 16. Para efeito da caracterização da origem do rendimento, na hipótese de bem, direito ou aplicação financeira transmitidos por pessoa física residente no Brasil, nos casos de sucessão, doação e dissolução da sociedade conjugal ou da união estável, será considerado o tipo de rendimento auferido originariamente pelo de cujus, doador ou ex-cônjuge e utilizado na aquisição do bem ou direito ou na realização da aplicação financeira.

    Parágrafo único. Na hipótese de a transmissão ter sido feita por pessoa física não-residente, serão aplicadas as regras dos arts. 4º e 5º.

    Art. 17. Aplica-se às alienações de que trata esta Instrução Normativa o disposto nos arts. 5º, 14, 21, e 24, I, II, e §§ 1º, 2º e 3º, da Instrução Normativa SRF nº 048, de 26 de maio de 1998.

    Parágrafo único. Para efeito do disposto neste artigo, será considerado o valor total de alienação, liquidação ou resgate na data da operação, inclusive nas hipóteses de recebimento a prazo ou a prestação.

    Art. 18. Observado o disposto no artigo anterior, na determinação do ganho de capital sujeito à incidência do imposto, a isenção dos ganhos de capital decorrentes de operações de valor igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais):

    I – no caso de operações financeiras, será considerada em relação ao total das liquidações ou resgates realizados no mês;

    II – não se aplica à alienação de moeda estrangeira mantida em espécie.

    Art. 19. O imposto de renda pago em país com o qual o Brasil tenha firmado acordos, tratados ou convenções internacionais prevendo a compensação, ou naquele em que haja reciprocidade de tratamento, poderá ser considerado como redução do imposto devido no País, desde que não seja compensado ou restituído no exterior.

    Art. 20. Fica formalmente revogada, sem interrupção de sua força normativa, a Instrução Normativa SRF nº 002, de 12 de janeiro de 2000. [Links para os atos mencionados]

    Art. 21. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

    EVERARDO MACIEL

    Reply
    • 2 October 2015 at 03:42
      Permalink

      William, esse texto que voce enviou corrobora ainda mais minhas afirmações.

      Olha o exemplo que o RICO CORRETORA dá sobre pagamento de imposto abaixo. Vejam que não há subtração da isenção dos 20 mil sobre as vendas:

      Como calcular o Imposto
      Exemplo 1 – Compra por preço único

      1.1 – Compra

      10.000 ações da empresa ABC ao custo unitário de R$ 3,00, montando em R$ 30.000,00, mais despesas necessárias incorridas na operação de compra R$150,00 = Custo de aquisição R$ 30.150,00.

      1.2 – Venda

      10.000 ações da empresa ABC pelo valor unitário de 3,50, montando em R$ 35.000,00, menos despesas necessárias incorridas na venda R$ 175,00. Valor líquido da venda = R$ 34.825,00.

      1.3 – Cálculo do imposto

      Ganho líquido apurado (base de cálculo do imposto: R$ 34.825,00 (-) R$ 30.150,00) = R$ 4.675,00. Alíquota aplicável 15%. Imposto apurado = R$ 701,25.

      1.4 – Recolhimento do imposto

      O imposto é apurado em bases mensais (resultado de todos os ganhos e perdas no mês nas operações nos mercados à vista, de opções, futuro e a termo) e deverá ser recolhido, pelo próprio investidor, até o último dia útil do mês subseqüente ao da venda das ações, identificando no DARF o código de arrecadação nº 6015.

      OU SEJA, no caso dos invest no exterior, seguiria o mesmo padrão: não pode subtrair 35k das vendas e calcular imposto sobre o resto.

      Reply
      • 2 October 2015 at 06:18
        Permalink

        Só não mistura investimentos em ações da bolsa de valores de são paulo com investimento em ações na bolsa de valores de nyse, se fosse a mesma coisa eles nem precisariam de programas diferentes para serem lançados

        Novamente pra não ficarmos repetindo o mesmo assunto, é interpretação se vc quiser pagar page, mas não existe nada dizendo que vc deve ou não pagar sobre os 35k isso q vc disse é a sua dedução sobre a regra dos 35k.

        Reply
  • 29 September 2015 at 02:45
    Permalink

    Além disso, caso o valor total das vendas de um determinado MÊS passe de 35.000 ( nos EUA ) ou 20.000 ( no BR ), o cálculo é sobre o valor TOTAL da venda ! Não é só o excedente, não.

    “Isenção Tributária Há uma isenção tributária para vendas até R$ 20 mil por mês. Contudo, caso a venda supere R$ 20 mil, o lucro deve ser calculado sobre o valor total. Suponha que o investidor tenha comprado ações no montante de R$ 10 mil e seis meses depois essa carteira valha R$ 24 mil. Para se beneficiar da isenção, ele deve vender R$ 20 mil em

    link http://www.valor.com.br/valor-investe/o-estrategista/1121864/guia-para-calculo-de-ir-na-venda-de-acoes

    Reply
    • 29 September 2015 at 03:32
      Permalink

      Vc está misturando tudo, a isenção dos 20k são para ações na bolsa brasileira, para ações na bolsa americana é 35k além da diferença de valores tem outras diferenças entre as duas.

      Por exemplo nos USA vc não pode compensar o prejuízo, nas operações na bolsa brasileira vc pode compensar o que você perdeu para não ultrapassar os 20k, enfim não da pra comparar as regras da isenção brasileira com a isenção de bens no exterior, são coisas totalmente diferentes, mas o fiscal não deixou claro isso pra mim, portanto se vc acha que deve pagar mesmo sobre a isenção, pague, eu vou seguir a dica dele de pagar o que exceder e se for o caso pagar a diferença depois caso seja obrigatório, como ele disse cada um pode interpretar de forma diferente essa questão, aí vai depender do fiscal q vc pegar.

      Reply
      • 29 September 2015 at 18:27
        Permalink

        Olá. Sim, eu sei que são 35k para os EUA.
        A Ernst & Young afirma a mesma coisa sobre isenção: “São isentos do imposto sobre a renda os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em operações efetuadas com ações no exterior se o total das alienações, realizadas no mês, não ultrapassar o montante de R$ 35 mil.”

        Ao pensarmos de modo contrário, quando o TOTAL das alienações no mês ULTRAPASSAR 35k, você NÃO tem a isenção (sobre nada)

        Reply
        • 30 September 2015 at 01:04
          Permalink

          Novamente vou falar que o fiscal não deixou claro isso, eu inclusive já falei isso anteriormente vai da interpretação de cada auditor, vc quer pagar sobre os 35k pague mas não tem nada dizendo tanto que você deve pagar, quanto q vc não deve pagar, se vc quer interpretar dessa forma então acho q vc deve pagar.

          vou repetir novamente o exemplo que o fiscal falou de ganho de capital nos imóveis que tem uma isenção e se exceder vc paga só o excesso, ou seja cai na malha automaticamente apenas o que exceder, portanto não tem regra pois tem situações que vc paga o excesso e situações q paga o todo, mas se vc quiser pagar, page! agora dizer q tem que pagar sobre o todo porque está escrito que tem que pagar aí é outros quinhentos, porque isso não está escrito lá

          Reply
      • 29 September 2015 at 22:43
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        Sendo a isencao de R$ 35.000 referente a ALIENACAO e considerando que pode-se tirar “na mao” tal valor de isençao, qual criterio deve ser adotado? Posso escolher as operacoes mais lucrativas?
        Na verdade, estou em duvida se REALMENTE deve-se retirar a isencao de R$ 35.000 do valor a declarar.

        Reply
        • 30 September 2015 at 01:36
          Permalink

          pois bem essa questão vai muito da interpretação do fiscal, eu estou seguinte o que fui orientado a fazer pelo que está me ajudando, declarar apenas o excedente mas na lei não tem nada falando sobre isso ao certo, então pode ser que o fiscal entenda q vc deve declarar tudo quando exceder ou pode ser que ele entenda que vc deve declarar o excedente, o auditor que me atende me disse pra declarar o excedente se o auditor q for futuramente fiscalizar entender de outra forma eu pago a isenção e problema resolvido

          em suma resolvi não ficar sofrendo antecipadamente e estou fazendo apenas a diferença que exceder

          Reply
          • 4 October 2015 at 22:16
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            Concordo plenamente com a atitude. A cada ano, é um ano a menos com “isenção” dos 35k. Se levar 15 anos para te autuarem, na hipótese de ter que pagar imposto pelos 35k, tu ganhaste 10 anos (pois são devem ser cobrados os últimos 5 anos).

          • 5 October 2015 at 12:13
            Permalink

            isso aí ricardo, tem gente que gosta de sofrer antecipadamente

  • 29 September 2015 at 02:10
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    Viverdedividendos, leio muito sobre isso tudo e se você ler o guia do IRPF, vai ver que você e o auditor fiscal estão errados.

    Você tem que usar RENDIMENTOS AUFERIDOS EM REAIS pois a origem dos seus recursos que foram para lá foram ganhos em REAL (salário daqui). Se fosse salário ganho trabalhando nos EUA ou dividendos das ações, aí sim são RENDIMENTOS AUFERIDOS EM DOLAR.

    Olha o que está na pergunta 598 do guia do IRPF:

    1. Bens ou direitos adquiridos e aplicações financeiras realizadas com rendimentos auferidos originariamente em reais.

    1.1. Operações à vista ou a prazo.

    Na hipótese de bens ou direitos adquiridos e aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira com rendimentos auferidos originariamente em reais, o ganho de capital corresponde à diferença positiva, em reais, entre o valor de alienação, liquidação ou resgate e o custo de aquisição do bem ou direito ou o valor original da aplicação financeira.
    O valor de alienação, liquidação ou resgate, quando expresso em moeda estrangeira, deve ser convertido em dólares dos Estados Unidos da América e, em seguida, em moeda nacional pela cotação do dólar fixada, para compra, pelo Banco Central do Brasil, para a data do recebimento.

    Reply
    • 29 September 2015 at 03:25
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      Olá Cassio

      Vc está se confundindo. Vou te dar um exemplo dos ganhos auferidos em real, vc compra cotas de um fundo de investimento em real mas o fundo é no exterior, nesse caso vc teria um ganho auferido em real, no caso das ações vc está comprando em dólar e alienando em dólar, por isso na declaração de bens e direito é importante declarar o numero de contrato do dólar.

      Reply
      • 29 September 2015 at 18:41
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        Viver de dividendos, eu sei que você confia nesse fiscal da receita que te informou isso, mas isso está errado.

        Leia atentamente essa parte do texto extraída direto do site da receita federal:

        “Para fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2000, as operações que importem na alienação, a qualquer título, de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira, ações e outros ativos financeiros em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros ou assemelhadas, ou em qualquer mercado do exterior e na liquidação ou resgate de aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira, por pessoa física na condição de residente no Brasil estão sujeitas à apuração de ganho de capital tributável, à alíquota de 15%, de acordo com as três situações abaixo:

        1. Bens ou direitos adquiridos e aplicações financeiras realizadas com rendimentos auferidos originariamente em reais.

        1.1. Operações à vista ou a prazo.

        Na hipótese de bens ou direitos adquiridos e aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira com rendimentos auferidos originariamente em reais, o ganho de capital corresponde à diferença positiva, em reais, entre o valor de alienação, liquidação ou resgate e o custo de aquisição do bem ou direito ou o valor original da aplicação financeira.”

        Leia bem este ultimo paragrafo: Na hipótese…realizada em MOEDA ESTRANGEIRA com rendimento auferidos ORIGINARIAMENTE em reais…

        Ele está dizendo: seu investimento foi em dólar sim! Mas essa grana que você investiu, você obteve ela em REAL e não em dólar.

        Pergunte para outro fiscal, pois isto é de extrema importância.

        Reply
        • 30 September 2015 at 01:18
          Permalink

          Eu já tinha perguntado pra ele em qual ficha devia declarar, vc está entendendo isso totalmente errado.

          Vc quando manda um dinheiro pra fora vc faz isso através de um contrato de cambio, assim vc não está aplicando originalmente em real, o contrato de cambio é totalmente independente da transferencia e da aplicação na bolsa em si, tanto que se vc vender aqueles dólares vc tem rendimento em espécie, acontece que claro vc não chega a receber os dólares na mão porque o banco já envia automaticamente o dólar pra fora, essa situação q vc leu se refere a que citei no comentário, dá uma lida lá novamente.

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    • 28 November 2016 at 19:32
      Permalink

      concordo plenamente

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  • 27 September 2015 at 20:26
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    Excelente conteudo do blog. Parabens pela iniciativa.
    Ha alguns meses opero acoes, ETFs e commodities em um corretora nos USA. Transformei isto no sustento da familia e estou comecando a entender o assunto e ter lucro.
    No mes de Agosto tive um excelente resultado que excede em muito a isencao de R$ 35.000. Ou seja, tenho que declarar. Porem, no dito mes fiz quase 500 trades, quase todos abertos e fechados no mes, incluindo day trades ou long ou short).
    Pergunto: qual o risco se eu declarar em apenas uma linha do GCME TODA a operacao do mes de Agosto, gerando e pagando o DARF correspondente? Algo como:
    – Data de Aquisicao: 1/8
    – Data de Alienacao: 31/08
    – Custo de Aquisicao: a posicao inicial no mes
    – Valor de Alienacao: Custo de Aquisicao + Lucro Bruto – Isencao
    – Cotacao: valor informado pelo Banco Central para o dia 31/08.
    Provavelmente pagarei mais imposto pela diferenca cambial mas simplificaria imensamente a vida, ao inves de ter que declarar cada operacao de venda em uma linha separada.
    Obrigado

    Reply
    • 28 September 2015 at 03:57
      Permalink

      olá William

      Valeu pela força,

      Eu sei que é trabalhoso, mas o correto é fazer o lançamento por alienação, mas seria interessante vc trocar uma ideia com os fiscais da receita da sua região e perguntar com eles, o problema é achar um fiscal que entenda disso mais a fundo a ponto de dizer se pode fazer ou não, porque se pegar um com pouca experiência vai mandar vc lançar por alienação.

      Reply
      • 29 September 2015 at 22:33
        Permalink

        Obrigado pela resposta. Ja tentei consulta no site da receita e abri chamado na ouvidoria. Mas as informacoes providas sao superficiais e irrelevantes.E fiscal da receita que realmente conhece o assunto ainda nao tive sorte de encontrar nenhum que conhece os detalhes.
        Agradeco se puder confirmar meu entendimento:
        – a isencao de R$ 35.000 eh sobre o valor da alienacao e nao sobre o lucro;
        – perda no mes nao compensa lucro no mes;
        Ou seja, se em determinado mes voce fez 2 operacoes cuja alienacao foi de 20.000 cada uma, sendo que em uma alienacao voce teve lucro de 1.000 e na outra alienacao voce teve prejuizo de 10.000, MESMO ASSIM voce precisa pagar imposto sobre o lucro de 1.000. Está correto este entendimento?
        Tambem nao entendi ainda como contemplar a isencao de R$ 35.000, visto que o programa nao faz.
        Obrigado mais uma vez e parabens pela iniciativa.

        Reply
        • 30 September 2015 at 01:33
          Permalink

          Olá William

          sim sobre a alienação
          se tiver prejuízo não pode compensar como é feito nas operações na bolsa brasileira

          sobre a isenção de 35k vc simplesmente não declara lá pq se vc declarar vc terá que pagar o imposto, o que o fiscal me explicou foi o seguinte, quando vc vende lá fora o gov americano manda o quanto vc operou para receita BR, pelo montante eles sabem se vc estourou os 35k se tiver estourado precisa declarar

          Reply
    • 20 September 2015 at 05:59
      Permalink

      Olá Ana

      vc só precisa de preencher o formulário de transferencia disponível na sua corretora com os dados da sua conta e pronto o dinheiro fica disponível no seu banco de destino.

      Reply
  • 7 September 2015 at 02:36
    Permalink

    Ola VdD,
    Seria fantastico se tivesse um post explicando como preencher tds os campos no caso de Opcoes.
    Mas, vc ja disse anteriormente que a ideia seria +/- a mesma.
    Mesmo assim, tenho varias perguntas. Dentre as quais, as que me lembro no momento sao:

    1) Se eu negociar 100 trades, 200 trades de opcoes, tenho que lancar no programa trade por trade todo santo mes?(Se eu exceder 35k de vendas no mes)

    2) Vc sabe que em Opcoes a margem eh mto alta. O que as corretoras chamam la fora de Buying power reduction.
    Com a margem exorbitante ou nao, eh esse valor do buying power reduction que eu uso nos campos custo de aquisicao e valor de alienacao?

    3) Se eu negocio 5 trades de opcoes por dia, a melhor maneira de saber se vou estourar a cota de 35k mensal, seria eu ter tipo uma planilha de excel e no fim do dia eu ver o montante girado de venda, multiplicar pelo dolar DO DIA, (encontrado no site do BC?) e ir somando…..ate findar o mes?

    Obrigado!!!!!

    Reply
    • 7 September 2015 at 03:20
      Permalink

      Olá Anderson

      Sim seria fantástico, mas pra isso só usando kage bunshin rs…

      1) Sim o lançamento deve ser feito mensalmente.
      2) Infelizmente não conheço muito bem sobre opções, então nesse ponto não poderei te ajudar.
      3) Uma alternativa seria essa, mas verifique se sua corretora fornece algum relatório de resumo mensal.

      Reply
      • 16 September 2015 at 08:31
        Permalink

        Um relatorio mensal eles ate teem. O problema seria passar o valor do dolar pro real. Eu nao poderia chegar no dia 30 ou 31 e pegar o valor vendido mensal e multiplicar pelo valor do dolar do ultimo dia do mes, certo? Pelo que entendi isso tem q ser feito com o valor do dolar do dia da venda da opcao, e com o valor disponibilizado no site do Banco Central?

        Reply
        • 17 September 2015 at 17:01
          Permalink

          O certo é pegar a cotação do dia da venda, infelizmente tem esses contratempos em se trabalhar com cambio.

          Reply
  • 3 September 2015 at 06:12
    Permalink

    Ola Vivendo de Dividendos, parabéns pelo blog! Um dos melhores sobre este assunto!
    Tenho alguns comentarios e exemplo proprio para trazer ao blog que quero sua opinião:
    1) vendi em Julho aproximadamente 10.000 usd da AMZN e 10.000 usd da TSLA, descontando custos de corretagem tive um lucro de 1200 usd total, (R$ 4080,00 < R$35.000) sendo Dolar a R$ 3,4. Entendo que neste caso não preciso declarar na GCME, ainda que o total de vendas de todas as ações no periodo foi de R$ 68.000, correto?

    2) além do ganho da venda das ações, fiz este contrato com Dolar a R$2,70, precisarei declarar na proxima declaraçao um saque de USD1000, em Reais, com Dolar atual a R$3,70? Ou seja, tive ganho de R$1.000 somente com o cambio

    Muito obrigado

    Reply
    • 4 September 2015 at 13:23
      Permalink

      Olá Leandro

      Obrigado pela força.

      1 – Vc está confundindo a isenção, ela é sobre o valor da venda não do lucro, se o total da sua venda foi 68k vc tem que declarar 33k e pagar o imposto de ganho de capital sobre esse valor.

      2 – infelizmente não posso te ajudar nessa porque não conhece sobre ganho em moeda estrangeira.

      Reply
      • 4 September 2015 at 19:36
        Permalink

        Obrigado VdD! Mais que esclarecido!

        Reply
  • 31 August 2015 at 06:23
    Permalink

    Excelente o teu trabalho, merece todos os elogios. Apenas 1 comentário: no post e nas perguntas/respostas, é bem frequente aparecer:
    “A receita oferece uma isenção de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) para ganhos de capital no exterior, nesse caso se seu ganho de capital no mês foi inferior a esse valor você não precisa de declarar nada no programa, você só vai declarar e pagar imposto se ele exceder esse valor.”
    Na verdade, em nenhum lugar da receita encontrei “ganhos de capital”, sempre aparece como “alienação” = vendas. Isso quer dizer que o TOTAL DE VENDAS mensal é isento até 35 mil reais, e não que ganho de capital até 35 mil reais por mês é isento. Desta forma, sugiro que altere “ganho de capital” para “alienação(vendas)” no teu post, para ficar tudo em ordem.

    Abs. e novamente parabéns, teu trabalho me ajudou muito!

    Reply
    • 31 August 2015 at 06:30
      Permalink

      Olá Ricardo

      Obrigado.
      Sim vc só declara o que exceder.
      Sobre o termo o correto é ganho de capital, a alienação é no momento da venda até q vc venda não existe ganho de capital. O próprio programa da receita diz ganho de capital em moeda estrangeira, acho q vc não está entendendo muito bem os termos.

      Reply
  • 31 August 2015 at 02:58
    Permalink

    Parabens pelo blog.
    tenho uma pergunta um pouco mais complexa.
    Tinha direito a stock options da empresa ao qual trabalhava com vencimento apenas em 2027.
    Este ano a empresa foi vendida e tiveram que exercer todo o capital na NYSE para destituir a CIA da bolsa, dessa forma todos os funcionarios receberam seus respectivos valores antecipadamente.
    1. Neste caso, poderia enquardrar em rendimentos isentos e nao tributaveis, pela quebra contratual trabalhista, ficando isento do imposto?
    2. Caso tenha que realmente pagar, Como nao houve compra das acoes, o valor de compra para se calcular e auferir ganho seria igual a 0?
    3. Em ganhos acima de 35k, declara-se apenas o que exceder? Ex: em 75k declarar apenas 40k?

    Reply
    • 31 August 2015 at 05:26
      Permalink

      Olá investUSa

      Obrigado pela força.

      1 – não, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
      2 – depende de como recebeu essas ações se foi como remuneração pelo trabalho, geralmente o imposto é cobrado aqui na fonte, aí vc declara como isento. Se vc recebeu como investimento aí precisa de pagar IR aqui. Tudo depende de como a empresa te bonificou com essas stocks options. Se for tributado deve considerar custo zero se ela não teve custo, mas algumas a empresa declara um custo para aquisição das opções, enfim tem que ver cada caso.
      3 – sim vc declara o que exceder dos 35k no caso apenas os 40k

      Reply
  • 22 August 2015 at 02:39
    Permalink

    Obrigado Viver de Dividendos,

    Outra questão VdD, já que vc disse que a venda coberta se enquadraria no tópico do seu post, ou seja, caso ganhasse menos que 35,000 não pagaria imposto para o governo brasileiro.Mas vc sabe se na operações com opçoes o governo americano tributa sob o ganho?

    Reply
    • 22 August 2015 at 03:18
      Permalink

      Olá Investidor

      Com o governo brasileiro vc é isento até 35k com o americano sendo não residente vc só paga os tributos que foram debitados na fonte, pois não precisa de fazer declaração de renda lá.

      Reply
  • 21 August 2015 at 15:39
    Permalink

    O pessoal comenta que no Forex tem que pagar 15% de IR, e é um ganho auferido em moeda estrangeira.

    Reply
    • 21 August 2015 at 19:08
      Permalink

      Olá Investidor

      investir em moeda tem alguma peculiaridades bem diferente do que está sendo apresentado acima, não sei ao certo o percentual do IR mas sei que o calculo do dólar a ser considerado é bem diferente e a maneira de declaração também, todavia não posso te ajudar nisso porque não tenho experiência nenhuma nessa questão.

      Reply
  • 20 August 2015 at 07:24
    Permalink

    Olá,

    Vendi 100.000 dólares em acões no exterior, mas quando transferi para o Brasil, o banco usou a taxa de 2,34, quando a do Bacen estava em 2,46.

    Na verdade recebi R$ 234.000, mas se usar a taxa do Bacen, vou declarar que recebi R$ 246.000 e o imposto vai ser maior.

    Como devo fazer?

    Obrigado!

    Reply
    • 20 August 2015 at 17:15
      Permalink

      Mas vc não tem que pegar a cotação q vc converteu aqui para o Brasil, vc tem que pegar a cotação no BC do dia que você vendeu as ações no exterior.

      Os bancos fazem isso mesmo, eles cobram sempre a mais na hora de mandar seus dólares para fora e sempre a menos na hora de receber seus dólares aqui no Brasil, isso chama-se spread.

      Agora não entendi esse lance de cotação a 2,34 o dólar está a 3,4.. vc deve estar olhando outro dólar que não seja o americano, tem que ser o americano na hora de fazer da decalcarão, fique atento a isso.

      Reply
  • 18 August 2015 at 18:50
    Permalink

    A venda coberta e operações estruturadas com opções cairia neste cenário?

    Reply
    • 19 August 2015 at 02:05
      Permalink

      sim

      mesma aplicação

      Reply
  • 31 July 2015 at 20:48
    Permalink

    Ola,

    Parabens pelo blog! Muito esclarecedor seus posts.

    Apenas uma consideração sobre a isencao de $35k. Andei pesquisando e achei em outros sites o seguinte:

    “Fica isento do imposto de renda o ganho de capital auferido na alienação de bens e direitos de pequeno valor, CUJO PREÇO UNITÁRIO DE ALIENAÇÃO, no mês em que esta se realizar, seja igual ou inferior a:
    I – R$ 20.000,00 (vinte mil reais), no caso de alienação de ações negociadas no mercado de balcão;
    II – R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais), nos demais casos.“

    Fonte: http://www.cartorioportobelo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/IMPOSTO-DE-RENDA-SOBRE-O-GANHO-DE-CAPITAL.pdf

    O que me deu a entender é que a isenção é valida quando o valor total da venda das ações seja inferior a $35K em um mês, independente do ganho de capital auferido nessa venda.

    Ou seja, numa situação hipotética:
    Comprei as ações por $50K no mês 1. No mês 2, elas valem $70K.
    Se eu vender todas as ações por $70K no mês 2, eu não estaria isento de imposto (excede o valor de $35K).
    Porém, se eu vender $35K no mês 2 e depois mais $35K no mês 3, entraria na isenção de imposto.

    Você não entende da mesma maneira?

    Abs e parabéns novamente pelo blog.

    Reply
    • 1 August 2015 at 01:04
      Permalink

      Olá Raphael Bittar

      Obrigado pela força. Isso mesmo só gerenciar as vendas para ficarem abaixo do limite no mês. É bem semelhante aqui no Brasil só que aqui é o limite de 20k por ações, o pequeno investidor quando for vender procura gerenciar para não vender mais de 20k por mês.

      Reply
  • 30 June 2015 at 16:35
    Permalink

    Olá,

    Seu post é excelente, uma mão na roda!
    Mas, fiquei com uma dúvida. Eu assinei um termo com o governo Americano dizendo q vou pagar os impostos no Brasil. Com isso, não foi retido nada (apenas a taxa da corretora).
    Mas o GCME não me deixa ir pra tela de apuração se eu não colocar nada. E aí, o que faço?

    Obrigado

    Reply
    • 30 June 2015 at 17:12
      Permalink

      Olá Antonio

      Valeu pela força, sobre sua dúvida vc deve ter preenchido o código do país no item de imposto pago, basta não preencher nada ali nos dois campos e clicar em apuração que vai tranquilo.

      Reply
  • 29 June 2015 at 18:21
    Permalink

    Bom dia
    Para ações da BOVESPA utilizo o programa Ação controle fácil para inserir minhas operações tanto em ações quanto opções. O programa calcula o imposto, emite DARF e relatórios que utilizo na declaração anual. A questão é quando fazemos muitas compras de uma mesma ação o preço médio para cálculo do ganho de capital vai se alterando. Pra controlar isso sem um programa pra auxiliar é mais complicado. Você conhece algum programa? Faz na mão (rs)? Abs e parabéns pelo blog

    Reply
    • 29 June 2015 at 19:47
      Permalink

      olá guilherme

      faço esse controle na unha mesmo lançando no google finance, tem la uma parte de potifólio que da pra controlar as compras, mas é um trabalho bem penoso pra quem faz trade e tem varias compras e vendas no mês não rola.

      Reply
  • 12 June 2015 at 15:41
    Permalink

    Primeiramente gostaria de parabenizar pelo brilhante site!

    Em seguida, faço as seguintes perguntas:

    1) Nos EUA só terei que pagar esse imposto de 0,002% na venda de ação ou tem mais algum outro?

    2) Tem que declarar algo para a “Receita dos EUA” ou apenas opero no homebroker sem me preocupar? Pergunto porque não conheço as Leis dos EUA, vai que tem que informar algo sob pena de prisão…kkkk

    3) Os custos da Just2trade só são a corretagem na compra e venda e a remessa do dinheiro para o Brasil ou tem mais alguma? Não cobra custódia?

    4) A corretora é confiável mesmo? tenho medo de sumirem com meu suado dinheiro e eu não ter como fazer nada por ser em outro país…

    5) Em caso de conta conjunta, falecendo o titular a outra pessoa pode incluir um novo nome em substuição ao falecido ou terá que sacar todo dinheiro e depois reaplicar? Apenas informa à corretora do falecimento, manda a certidão de óbito e eles substituem o falecido pelo novo nome indicado pelo segundo titular? Não cobra o imposto de 40% nesses casos? Não precisa fazer inventário nos EUA?

    Obrigado pela atenção!

    Reply
    • 12 June 2015 at 18:58
      Permalink

      Olá Felipe

      Valeu pela forca. Muitas perguntas mas vamos lá

      1 – Só tem esse de venda, existe o IR retido na fonte quando cai os dividendos, mas ambos os impostos são compensados no brasil.

      2 – Não há necessidade de declarar nada pra receita nos USA.

      3 – Até hoje nunca me cobraram nada de custodia e teve mês que nem movimentei a conta. É só a taxa de corretagem de 2,5 dólares.

      4 – Tudo pode quebrar, inclusive o mundo também pode acabar em um apocalipse zumbi rsrsrs falando serio vc tem uma proteção que toda corretora como a just2trade que esteja licenciada na SEC tem que fazer um seguro de proteção de 500 mil dólares em ações e 100 mil em dinheiro na conta caso quebre, mas de modo geral as corretoras oferecem alem desse seguro um outro seguro a parte se não me engano o prêmio da just2trade é o dobro do padrão da sec, mas olha lá no site deles que tem explicando isso. Da uma lida nos comentários desse post que tem falando a respeito.

      5 – Sinceramente não vou poder te responder essa pois não sei como o segundo titular pode colocar outro após a morte do primeiro, na teoria o segundo poderia retirar o primeiro e incluir outra pessoa, como não tem que reconhecer firma nem nada do tipo a solução poderia ser deixar os documentos de transferencia já pré assinados, mas isso é algo que não me preocupa isso é algo que minha mulher vai se virar pra resolver, se vc descobrir e quiser compartilhar pra outros pode me mandar que atualizo no post.

      Reply
  • 11 June 2015 at 20:43
    Permalink

    Olá, você poderia dar mais detalhes de como o ganho de capital é tratado lá nos EUA? Eles retêm também na fonte assim como nos dividendos? Sabe qual é taxa percentual?

    Enfim, se tiver maiores detalhes e puder compartilhar…

    Obrigado e parabéns pelo blog,

    Gabriel

    Reply
    • 12 June 2015 at 02:16
      Permalink

      Olá Gabriel

      Infelizmente não tenho muita informação a respeito, mas eles retém parte na fonte bem parecido como é no brasil.

      Sugiro procurar um profissional que seja especializado em tributação americana.

      Reply
      • 23 February 2016 at 08:47
        Permalink

        Por duas vezes, até agora, vendi ações nos Estados Unidos, de empresas daqui, e não vi desconto de ganho de capital. Presumo que não cobram de estrangeiro.

        Reply
        • 23 February 2016 at 09:11
          Permalink

          É isso mesmo. Em resposta a consulta formal, o setor de tributação de minha corretora americana confirmou, por escrito, que estrangeiro não paga nem sofre retenção de ganho de capital pelos States, ao contrário do que ocorre com os dividendos, mordidos em 30%.

          Reply
          • 23 February 2016 at 09:17
            Permalink

            Estrangeiro que não seja considerado residente nos Estados Unidos, ainda que more aqui com um visto A2, por exemplo.

        • 23 February 2016 at 09:27
          Permalink

          sim só um pequeno percentual que é retido na fonte

          Reply
  • 4 June 2015 at 11:03
    Permalink

    Ola, achei por acaso teu blog e estou gostando muito pois esta bem simples e fácil de seguir.Fez um passo a passo muito legal. Tenho duas perguntas: 1. como lançaria uma operação de venda pelo GCME, ja que a data de venda é anterior a de compra? 2. Teve alguma chamada pelo “Leão” para mostrar as contas? Obrigado

    Reply
    • 5 June 2015 at 03:34
      Permalink

      Olá Cyro

      1 – Infelizmente a receita não consegue abordar todos os cenários de investimento então não tem nenhuma regra especifica nesse ponto o que sugiro fazer se estiver operando vendido coloca na data de compra a data que você efetuou a venda e na data de venda o momento que recomprou as ações.

      2 – Nunca tive porque declaro tudo certinho daí dificilmente cai na malha.

      Reply
  • 1 June 2015 at 23:30
    Permalink

    Oi Viverdedividendos,
    Recebo ações no exterior como parte de remuneração variável, nao pago qualquer valor por elas (não sao opçoes nem matched), qual o cambio correto para lançá-las em meus bens já que não tenho contrato de cambio? Uso o cambio do dia do BC?

    Reply
    • 2 June 2015 at 07:22
      Permalink

      se não tem contrato de cambio aí uso o dólar do dia.

      Reply
  • 1 June 2015 at 16:39
    Permalink

    Olá Viverdedividendos, parabéns pelo blog, muitos assuntos interessantes para quem gosta da prática.

    Só tenho uma observação a fazer sobre esse post: acredito que o Brasil não tenha mais tratado para evitar a bitributação com a Alemanha. Lembro desse acordo ter sido desfeito em 2005, estando sem efeito desde 1º de janeiro de 2006. Vale a lembrança.

    Mesmo assim, e mais uma vez, parabéns pelo projeto!

    Reply
    • 1 June 2015 at 18:44
      Permalink

      olá monksdavid

      eu em momento algum disse que existia bi tributacao com alemanha o que disse foi reciprocidade de tratamento, da uma pesquisada porque existe uma diferença entre os dois.

      essa é uma dúvida bem recorrente aqui muita gente confunde os termos dá uma lida nos comentários desse post q vc vai entender melhor.

      Reply
  • 24 May 2015 at 04:07
    Permalink

    No Brasil, quando a venda é maior que 20 mil, apura-se imposto sobre tudo, não apenas sobre o que passa dos 20… Certamente no exterior é a mesma coisa… Cuidado!

    Reply
    • 24 May 2015 at 18:35
      Permalink

      Olá Renan

      Mas vc não pode comparar as ações brasileiras com ações nos EUA são tipos diferentes de ganhos de capital tanto que para o brasil o valor de isenção é reduzido. Mas realmente isso gera uma dupla interpretação e não tem nada na receita especifico sobre isso, se vc quiser pagar sobre o todo paga fica a seu critério eu prefiro pagar sobre a diferença.

      Cada fiscal pode ter uma interpretação diferente sobre o assunto então não da pra ter uma regra, o que o fiscal me falou quando indaguei ele sobre isso foi que de modo geral nos casos de ganho de capital paga-se sobre a diferença da isenção, mas ele disse se vc cair na mão de outro fiscal e ele quiser q vc pague sobre a diferença só fazer o pagamento da parte q vc tirou pela isenção, simples assim sem problemas e sem dores de cabeça.

      Reply
    • 12 December 2015 at 00:36
      Permalink

      É óbvio que é assim que funciona! A regulamentação é claríssima. São 2 condições pra pagar imposto: 1ª) o total das VENDAS no mês ter sido superior ao equivalente a 35k; 2ª) Ter havido lucro.

      Se forem satisfeitas essas duas condições, o imposto é pago sobre TODO o lucro.

      Não é qualquer fiscal da receita que vai saber sobre o assunto. Quando for convocado a prestar esclarecimentos na Receita Federal pelo fiscal responsável (que sabe do assunto), não adianta alegar que o outro fiscal havia dado informação diferente…

      Reply
  • 20 May 2015 at 01:32
    Permalink

    Quem fatura menos de R$ 35K por mês em trades(por exemplo). Na teoria essa pessoa não pagaria imposto nunca. Só em caso de repatriação do capital certo? E se repatriar via cartão de crédito ou bitcoins é só dar uma banana pro governo.

    Reply
    • 20 May 2015 at 02:01
      Permalink

      não existe essa de pagar imposto pra repatriar o dinheiro, não existe pagamento de imposto nem pra mandar nem pra receber o dinheiro, exceto quando se opera em paraísos fiscais

      e sim vc não pagaria imposto como é aqui se você fizer trade de até 20k no mês fica isento

      Reply
      • 20 May 2015 at 21:06
        Permalink

        Parabéns pelo blog. Muito esclarecedor entretanto, fiquei com algumas dúvidas:

        1) O governo dá duas isenções:
        I – R$ 20.000,00, no caso de alienação de ações negociadas no mercado de balcão;
        II – R$ 35.000,00, nos demais casos;
        No caso de ações em dólar o limite não é de vendas de até R$ 20.000 no mês?
        Qual devemos considerar na hora de declarar o preencher o GCME?

        2) No caso das vendas ou lucro não atingir o montante devido (20k ou 30k), declaramos aonde o lucro apurado na declaração de imposto?
        Na declaração IRPF 2014:
        Rendimentos isentos e não tributáveis, temos alguns itens:
        04.lucro na alienação de bens ou direitos?
        18. Ganhos líquidos em operações no mercado a vista de ações?
        Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva:
        06.Rendimentos de Aplicações Financeiras?

        Reply
        • 21 May 2015 at 17:21
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          Olá Tulio

          1 – a isenção para 20k em ações é apenas e exclusivamente para ações negociadas na bolsa brasileira ações ou qualquer investimento no exterior entra nos 35k

          2 – quando se vende um bem abaixo de 35k ele é caracterizado como de pequeno valor nesse caso utilize o item 4 lucro na alienação de bens direitos de pequeno valor.

          Reply
  • 18 May 2015 at 23:53
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    Viver parabéns!

    Este post é excelente! Uma aula!

    Dúvida: O ganho até 35K não deveria ir em “Rendimentos Isentos e não-tributáveis” e acima de 35K no GCME?
    Tem que declarar o ganho, mesmo isento, não?

    Valeu

    Reply
    • 19 May 2015 at 17:28
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      Olá daniel

      Valeu pela força, vc só não vai declarar no programa de GCME

      Reply
    • 23 February 2016 at 07:48
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      Caros colegas,

      Penso que há um erro na aplicação do limite mensal de R$ 35.000,00.

      Esse valor não se refere ao ganho, mas ao volume da venda mensal. Caso o volume de venda de ações não ultrapasse R$ 35 mil reais no mês, é que existe a isenção do imposto sobre o ganho de capital, pois é considerado ganho de “pequeno valor”. O ganho tem que ser menor, pois desse volume será subtraído o valor de aquisição. (Ver: http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoafisica/irpf/2012/perguntao/perguntas/pergunta-619.htm)

      Reply
      • 23 February 2016 at 09:25
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        Sim Gerson

        inclusive arrumei o artigo que estava meio ambíguo no meio dizia sobre o lucro depois no final sobre a venda, agora deixei mais claro o texto do meio

        Reply
    • 23 February 2016 at 08:23
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      De acordo com o Perguntão da Receita, interpretado por mim, vale o seguinte:

      a) Deve ser lançado na Ficha Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis do programa de declaração anual:
      “Ganhos líquidos em operações no mercado à vista de ações negociadas em bolsas de valores (no exterior) nas alienações realizadas até R$ 35.000,00, em cada mês para o conjunto de ações”.

      Cuidado! O limite se refere ao volume da venda, não ao ganho. Um ganho de R$ 35.000,00 não é isento.

      b) Usa-se o GCME para calcular e gerar DARF:
      Em caso de ganhos líquidos em operações no mercado à vista de ações negociadas em bolsas de valores (no exterior) nas alienações realizadas que excedam o limite de R$ 35.000,00, em cada mês para o conjunto de ações.

      Cuidado! O limite se refere ao volume da venda, não ao ganho.

      Reply
      • 11 June 2016 at 03:49
        Permalink

        Que balde de agua fria vc me deu rsrs

        MAs qual a chance da receita pegar isso? Tem algum jeito de burlar? PAraiso fiscal ou abrir empresa…topo qq coisa pra deixar meu dinheiro longe das garras do governo.

        Reply
        • 11 June 2016 at 05:10
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          se vc abrir conta em paraíso fiscal já tem que declarar o IR por lei na hora da remessa

          Reply
  • 16 May 2015 at 14:30
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    Excelente post, VD! Este é um dos que eu aguardava há tempos.
    Acho que enriqueceria sobremaneira se tivesses colocado links para as fontes das respostas.
    Abraços!

    Reply
    • 16 May 2015 at 21:54
      Permalink

      Olá Luiz Felipe

      Esses links da receita quebram direito por isso não coloco.

      Reply
          • 17 May 2015 at 01:24
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            Olá Viverdedividendos,

            Estou começando a “estudar” o seu blog agora, parabéns pela iniciativa.
            No exemplo que vc deu, de compra por 50.000 e venda por 55.000, o ganho de capital foi US$5000. Nesse caso, pelo que tinha entendido nas suas explicações anteriores, como o ganho foi menor do que R$35.000,00, não precisaria declarar. Estou errado?

            Outra pergunta: a corretora just2trade cobra algum valor de manutenção de conta, custódia etc?
            vc conhece a corretora OptionsHouse?

          • 17 May 2015 at 02:02
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            Olá Gustavo

            obrigado pela força.

            vc só vai declarar o que exceder os 35k no caso do exemplo é supondo que o investidor tivesse tido um ganho total de 35k + os 15k do exemplo daí ele declara só esses 15k é assim que funciona.

            Não cobra nada de manutenção e não conheço essa corretora, apesar de ja ter ouvido falar.

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