Celestica é uma empresa canadense que fabrica equipamentos complexos para grandes empresas de tecnologia. Ela não faz só “montagem”, mas projeta e entrega soluções completas de hardware. Um case forte no boom da IA e dos data centers.

A empresa tem dois segmentos principais:
- ATS (cerca de 25% da receita): equipamentos para aviação, defesa, saúde e indústria. É mais estável, mas cresce devagar.
- CCM (ou CCS – Connectivity & Cloud Solutions): o motor do crescimento (cerca de 74-78% da receita em 2025).
Foco no CCM
É aqui que estão as receitas de rede, armazenamento e servidores para os hiperscaladores (Google, Meta, Amazon, Microsoft etc.).
- Rede (Networking): Fabricam switches de alta velocidade (800G e até 1.6T) que conectam os supercomputadores de IA. A demanda explodiu com o treinamento de modelos de inteligência artificial.
- Armazenamento: Plataformas ultra-densas como a SD6300 (cabem dezenas de discos em pouco espaço), ideais para guardar os gigantescos volumes de dados de IA.
- Servidores: Servidores e racks completos otimizados para IA (incluindo parcerias com AMD, como o “Helios”).
Números recentes (2025):
- Receita total da empresa: ~US$ 12,4 bilhões (+28% vs 2024).
- Segmento CCM: cresceu 64% só no 4º trimestre.
- Margens melhores (quase 8,4% no CCM) porque vendem produtos mais sofisticados e com mais valor agregado.
Geração de energia: maior risco
Um dos maiores riscos para a Celestica (CLS) hoje não está dentro da empresa, mas fora dela: a falta de energia suficiente para alimentar os data centers de IA.
Os hiperscaladores (Google, Meta, Microsoft, Amazon) estão gastando bilhões em servidores, switches e storages — exatamente os produtos que a Celestica fabrica no segmento CCM/CCS. Porém, mesmo que comprem todo esse hardware, não adianta nada se não houver eletricidade disponível para ligar os equipamentos.

Analistas estão cada vez mais preocupados que, em 2026, o gargalo de energia pode limitar a construção e operação de novos data centers.

A própria Celestica reconhece isso como o principal risco do setor no seu último 10-K.
Concentração de clientes: outro grande risco
A empresa depende muito de poucos clientes: os 10 maiores representam 79% da receita total, e apenas três clientes do segmento CCM (o que mais cresce) respondem por 32%, 14% e 12% da receita.

Se esses gigantes reduzirem ou atrasarem os pedidos por causa de problemas de energia, o crescimento forte da Celestica pode ser freado, mesmo que a demanda por IA continue alta.
Por isso, muitos investidores que gostam da Celestica acabam comprando também empresas do setor de energia para se proteger. É um risco de “segunda ordem”: a Celestica está bem posicionada para fabricar os servidores e redes de IA, mas ela não controla se haverá energia suficiente para ligá-los.
Quem investe em CLS precisa acompanhar de perto não só os números da empresa, mas também o avanço da infraestrutura elétrica nos Estados Unidos.
Nvidia dos servidores
Enquanto todo mundo fala de Nvidia vendendo chips de IA, a Celestica é uma das “pás e picaretas” que constroem os data centers gigantes. Os hiperscaladores estão gastando bilhões para expandir a infraestrutura de IA — e a Celestica está no meio dessa festa, fornecendo os servidores, os storages e as redes que fazem tudo funcionar.
É um case clássico de beneficiária indireta do boom da IA, com forte crescimento de receita, margem subindo e visibilidade alta para 2026 (a empresa já guiou forte expansão novamente).
Perfeito para quem quer exposição ao tema data center / IA sem comprar só semicondutores.
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Trade de Valor – Miami
Seguimos forte rumo a nossa meta de comprar um apartamento em Miami, tudo através da bolsa americana.
- Relembre aqui quando ajustamos nosso foco com a carteira de Trade de Valor: Miami – Trade de valor #35

Desde dezembro a bolsa não tem sido favorável para mim na carteira Trade de Valor, muitas das ações estão no vermelho e a coisa está ficando complicada. Primeira vez desde que iniciamos o projeto que nosso retorno ficou negativo, com cerca de $10 mil em perdas nas ações.
Com um investimento de aproximadamente $125 mil na bolsa, o projeto Trade de Valor – Miami alcançou um retorno anualizado (IRR) de -9,1% das ações atuais, totalizando -13% de ganho acumulado.
Desse montante, já foram realizados $15 mil em lucros, equivalente a R$80 mil, desde o início do projeto.
Atualmente, o valor de mercado do projeto é de cerca de $639 mil.

A grande maioria dos investimentos do ano passado estão no vermelho, mas temos alguns destaques atuais com ANI Phamrceuticals – ANIP com +19,5% a Celestica Inc – CLS com 290%, Cloudflare – NET com +30%, Remitly Global – RELY com +59% e por fim USA Rare Earth com +24%.

























